Criatividade

Tech killed creativity? Or not? A Isobar é que sabe

A criatividade será sempre humana. É nisto que acredita o art director da Isobar, Miguel Mateus, o protagonista do episódio de hoje no debate entre tecnologia e criatividade. Uma conversa em que também entra a diretora de operações, Rute Franca. Na agência que tem a tecnologia no ADN, entende-se que os dois mundos estão longe de ser contraditórios.

quinta, 17 janeiro 2019 12:57
Tech killed creativity? Or not? A Isobar é que sabe

 

Diz Miguel Mateus que a tecnologia hoje, mais que nunca, é um catalisador da criatividade. “O seu uso expande o meio em que as nossas ideias fluem, criando novos espaços, automatizando processos e economizando tempo. Pois uma era digital trouxe uma sociedade tecnológica que porventura trouxe uma sociedade criativa. O fácil acesso à informação, a facilidade com que podemos validar ideias e testar conceitos, num mundo de processos cada vez autónomos, trouxe uma capacidade inerente a cada um de criar uma ideia realmente válida e inovadora através do uso da tecnologia”, sustenta.

Rute Franca dá uma achega: “Podemos pensar que estes dois mundos são contraditórios, sendo a tecnologia o mundo da precisão e a criatividade o mundo de pensamentos livres não seguindo regras pré-estabelecidas; na verdade, complementam-se um ao outro, com a criatividade a fazer faísca e a tecnologia a execução”. No seu entender, caminha-se na direção de um futuro em que a tecnologia criativa é a resposta, ou em que a colaboração ágil entre técnicos e criativos é fundamental. Não há – argumenta – soluções universais, independentemente da operacionalização, devem coexistir integrados na procura da melhor solução que melhor sirva os objetivos pretendidos.

Daí que, na ótica de Miguel Mateus, quando se pensa em Inteligência Artificial, Realidade Virtual ou chatbots se esteja, de facto, a pensar em tecnologia ao serviço do consumidor, num mundo cada vez mais digital e mobile. “Apresentando uma capacidade de se especializarem em tarefas especificas que automatizam processos, muito mais focados na intenção do consumidor. Estamos a falar de tecnologia que permite procurar, comparar, comunicar e comprar dentro da mesma interface. São peças de comunicação que, quando usadas no timing certo para o target certo, se tornam elos positivos de ligação entre marca e consumidor, fomentados através da eficiência na comunicação”, concretiza.

Neste contexto, descarta que a tecbologia se venha a sobrepor à criatividade, à ideia. Esta – diz – continuará a ser um ato cognitivo humano e espontâneo que provem da experiência pessoal, do conhecimento e informação que se detém sobre uma temática. “ A maioria das vezes estamos a falar da resolução de um problema através da evolução tecnológica, que, porventura, potencia a inovação. A ideia será sempre a fronteira, será sempre o início de algo da natureza humana em que a tecnologia será a plataforma que a concretiza. Existirá sempre uma aliança entre a ideia e a tecnologia em que uma puxa a outra e vice-versa”, defende.

Na mesma linha de raciocínio, descarta um marketing desumanizado: “Enquanto não vivermos num mundo de máquinas criado por máquinas, como o universo sci-fi ‘Terminator’, de James Cameron e Gale Anne Hurd, continuamos a criar soluções de pessoas para pessoas. Uma comunicação cada vez mais assente numa vertente de storytelling que fomenta o sentimento e a ligação humana entre consumidor e a marca. Teremos sempre uma necessidade de criar soluções que, por mais avançadas tecnologicamente, serão sempre criadas com uma ligação sentimental inerente à natureza humana. A comunicação criada de pessoas para pessoas será sempre humana, pois a criatividade assim sempre o será.”

Também a diretora de operações considera que a tecnologia aliada à criatividade permite produtos, experiências e soluções inovadoras num mercado cada vez mais disruptivo, que, quando bem-sucedidos, transformam de uma forma positiva o negócio dos clientes. “Não há dúvida de que, quando os dois vivem em perfeita harmonia, coisas extraordinárias acontecem ao ponto de transformar negócios, marcas e vidas, e isso cria valor. Como líderes criativos envolvidos na transformação digital patrocinada pela criatividade, esse é um casamento que temos encorajado a todo o custo. Sem isso, esses dois mundos não acompanharão as mudanças de paradigma que nos são apresentados nesta nova revolução industrial”, conclui.

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quinta, 17 janeiro 2019 13:01

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