Criatividade

A Mensagem do Futuro do Diogo tem um novo começo

“Prefiro acreditar que esta é a altura para um novo começo”. É esta a Mensagem do Futuro de Diogo Soares, diretor de arte sénior na equipa de design da Apple na Califórnia. Responde, assim, ao desafio do Clube Criativos Portugal, que conta com a Briefing como media partner.

terça-feira, 19 maio 2020 09:39
A Mensagem do Futuro do Diogo tem um novo começo

 

Lisboa e São Francisco têm muito em comum: a ponte, sete colinas, os elétricos, o clima e especialmente a luminosidade. Foi fácil sentir-me em casa, há cinco anos, quando me mudei para a Califórnia, para trabalhar na Apple em Silicon Valley.

Esta zona tornou-se o epicentro mundial das novas tecnologias e da inovação através de invenções como o computador pessoal, o iPhone e as redes sociais, reinventando o futuro dos transportes públicos e até perspetivando meios de conhecimento para uma potencial colonização de Marte.

Por isso, as empresas de tecnologia atraem pessoas de todo o mundo que querem aqui trabalhar, preferindo morar em São Francisco, já que oferece um estilo de vida mais interessante.

A maior desvantagem de se viver na cidade e trabalhar em Silicon Valley é o longo e penoso trânsito de autoestrada.

Em média demorava duas horas para chegar ao trabalho e outras duas para regressar a casa, 24 horas da minha semana passadas no carro. Para a grande maioria das pessoas isto pode parecer normal, mas torna-se extenuante e tira-nos tempo, descanso e convívio familiar.

Agora, o novo normal é trabalhar em casa. O novo normal trouxe a necessidade de questionar ideias antigas e adotar novas formas de trabalhar e viver. Trabalhar em casa deu-me mais tempo para pensar e refletir, especialmente com o sol de manhãzinha.

Em retrospetiva, as horas que passei no trânsito nos últimos cinco anos podiam ter sido usadas de uma forma mais produtiva, basta fazer as contas. Muitas das tecnologias que usamos hoje para trabalho remoto já existiam antes da pandemia, mas foi preciso a Covid-19 para acelerar o inevitável e forçar-nos a mudar a forma como trabalhamos e onde o fazemos. Com este novo padrão muitos outros irão surgir em reação a esta crise global. E porque não?

Em vez de olhar para este momento como uma interrupção do dito normal, prefiro acreditar que esta é a altura para um novo começo. Um começo onde as melhores ideias ganham e as piores são deitadas para o lixo. Conduzir quatro horas por dia para chegar ao escritório quando posso trabalhar a partir de casa? Não, obrigado.

O mundo mudou muitas vezes e vai continuar a mudar. Agora não há como voltar atrás e como designers e criativos devemos assumir a responsabilidade de definir estratégias e ferramentas para implementarmos este novo capítulo na sociedade do futuro.”

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terça-feira, 19 maio 2020 09:51

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