Criatividade

#ALENTE DE… Diana Antunes filmou os primeiros frames na dança

A dança foi o primeiro passo que Diana Antunes deu em direção à realização. Foi através dela que o espaço e o movimento passaram a integrar a sua vida e, embora fosse o seu foco, a necessidade de criar “uma base mais sólida para o futuro”, aliada ao seu gosto pela escrita, levou-a a candidatar-se à escola de cinema. Hoje, “contar histórias que exponham a realidade e, com isso, mudar mentalidades” é o seu maior objetivo profissional.

sexta-feira, 10 julho 2020 12:42
#ALENTE DE… Diana Antunes filmou os primeiros frames na dança

 

Foi durante o curso, e ao experimentar diferentes áreas, que surgiu o gosto pela direção de arte, antes mesmo da “paixão pela realização”. Só mais tarde Diana Antunes entendeu o motivo dessa predileção, pois, na sua ótica, uma história é precedida de um espaço, que tem de ser real e estar “fechado”, na sua cabeça, para conseguir criar.

Os videoclipes marcaram o início da sua experiência na área de realização, e neles mantinha sempre presente a “parte da arte”, tendo, inevitavelmente, começado a dedicar-se, cada vez mais, a esta vertente.

“Tem sido um processo de descoberta, em que me tento definir enquanto realizadora e tento encontrar a minha própria linguagem”, revela.

Atualmente como freelancer, depois de ter trabalhado com as produtoras SlowStudio e Story We Produce, Diana olha para a publicidade “com respeito” e considera que a fez evoluir, enquanto realizadora, bem como conhecer diversos profissionais e fazer vários contactos. “O ritmo publicitário é um ritmo fulminante”, afirma, destacando que não há tempo a perder, o que leva a que se aja rápido, “de forma certeira”, e, simultaneamente, obriga a que os próprios realizadores confiem em si e no seu trabalho.

Antes de começar a filmar, a fase de pré-produção assume uma extrema importância, segundo a realizadora, pois garante que todos os pormenores estão alinhados: “Tudo é discutido ao pormenor, de forma a que, quando se pisa o set, a equipa esteja em total sintonia”.

Após estar tudo fechado, neste ponto, “é hora de fazer acontecer” e “começa a diversão”. Sobre o trabalho que se segue, realça: “A publicidade leva horas seguidas de trabalho, cansaço acumulado, a boa disposição e paixão pelo que se está a fazer é muito importante para nos aguentarmos, durante as rodagens”.

Depois, há um ritual que cumpre: desrespeitar a folha de serviço e ser a primeira pessoa a entrar, pois chegar a um décor com os técnicos “de um lado para o outro, a puxar cabos e a montar luzes” deixa-a nervosa. “Gosto da calma de um décor vazio, de vaguear pelo espaço a ouvir música, a repensar no filme, viver o espaço antes de a ‘confusão’ organizada o ocupar”. Gosta ainda de cumprimentar toda a equipa antes de começar a filmar e de “assistir ao processo gradual de um dia no set”.

Questionada sobre o que distingue os realizadores de publicidade dos de cinema, Diana comenta que tudo depende do quanto se está disposto a entregar, comparando ambas as áreas a relações pessoais.

“A publicidade é a one night stand, uma paixão forte, fogaz”, afirma, defendendo que é algo que se vive por inteiro e, embora seja um compromisso importante, “termina mais rápido do que começa”, sem dar tempo nem margem para dúvidas.

Já o cinema, diz, “é uma relação longa, para casar”. À sétima arte está associado espaço para criar, bem como para que os realizadores se possam apaixonar, cansar e questionarem-se se querem ou não continuar. “É uma relação como qualquer outra, dá trabalho e tem de se cuidar”, conclui.

No que respeita a filmes que gostaria de ter realizado, a lista é longa, mas há sete que se destacam: “Separation”, “The Killing of a Sacred Deer”, “Mommy”, “Donnie Darko”, “Shoplifters”, “Amour” e “Dogman”.

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