Criatividade

O Pedro e o Duarte (não) matam saudades

Pedro Almeida e Duarte Cunha, designer digital e copywriter da Bang Bang Agency, respetivamente, criaram um vídeo de sensibilização para ajudar a prevenir a Covid-19, com a mensagem: “matar saudades pode matar pessoas”.

terça-feira, 26 janeiro 2021 11:58
O Pedro e o Duarte (não) matam saudades

 

Num texto que descreve a proposta do projeto – que está preparado para ser divulgado em televisão e online –, Pedro Almeida e Duarte Cunha começam por explicar que “a tão portuguesa palavra ‘saudade’ foi eleita a palavra do ano em 2020, batendo palavras como 'Covid-19’, 'pandemia’, ‘confinamento’, ou ‘zaragatoa’, mas a verdade é que – se no domínio do léxico ela saiu vencedora – na vida real, a pandemia acabou por derrotá-la. Tudo, muito por culpa da vontade incomportável que muitas pessoas tiveram de matar saudades”.

Agora, veem-se “os sintomas desse saudosismo a manifestarem-se” e assiste-se à “propagação do terror”, quando só é exigido ficar em casa, mas, para muitos, “continua a ser difícil controlar a vontade de matar saudades”. “Sentir saudades é algo natural, principalmente quando estamos (ou deveríamos estar) distantes um dos outros, já matar saudades, é condenável, porque – nos tempos que correm – pode implicar a morte de pessoas”, referem.

Foi essa premissa que os levou à mensagem de sensibilização, “simples e incisiva”, porque “o tempo, a bem dizer, também não está para floreados”. A mensagem – explicam – surge, então, sobre um fundo preto, “sem cores estridentes, precisamente porque o foco está numa sensibilização que urge”. As letras da palavra “saudade” – inicialmente afastadas e por desvendar – aproximam-se umas das outras, “numa analogia ao aproximar e relaxar de comportamentos que os portugueses tiveram nas últimas semanas”. Após um ajuntamento das letras, a palavra desaparece e surge aos poucos “pessoas”, o que faz com que até onde então estava “matar saudades”, apareça “matar pessoas”. Por fim, cada uma das letras da palavra “pessoas” vai desvanecendo, “como simbolismo para as pessoas que, em consequência da proximidade, correm o risco de desaparecer”.

“Estaremos todos nós a morrer de saudades? Sim, estamos. Mas morrer de saudades (ao contrário de Covid) não mata. Só mói. Nós temos de aguentar, e vamos aguentar. Podemos ter saudades. Podemos morrer de saudades. Não podemos é matar saudades. Porque isso, claro está, pode matar pessoas”, concluem os criativos.

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