Entrevistas

Digital “passa, sem dúvida, a fazer parte das nossas vidas”

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Estamos na “era digital” e esse é um facto inegável. Actualmente já existem cerca de 1 milhão de ecrãs digitais no mundo, sendo que a JCDecaux já instalou a nível mundial cerca de 7 mil. Este dado é tanto mais importante quando verificamos que entre 2008 e 2010 este número cresceu 500%.

terça-feira, 14 junho 2011 11:32

Não admira, por isso, que a mais recente aposta da empresa em Portugal tenha passado pela instalação da "maior rede de mupis digitais" nacional, com 240 faces, em 21 Centros Comerciais Sonae Sierra, impactando aproximadamente 200 milhões de visitantes por ano. Entre as vantagens destas novas tecnologias na publicidade exterior e o feedback positivo dos clientes, Anita Martins, directora geral da JCDecaux, reforça: o digital "é sem dúvida uma realidade que irá passar a fazer parte das nossas vidas".

Briefing: O futuro dos media (incluindo os meios exteriores) passa pelo “Digital”. Concorda?

Anita Martins:
Tendo em conta que entre 2008 e 2030 a população mundial que vive nos centros urbanos, passará de 51% para 60%, que entre 1960 e 2000 o tempo que os consumidores estão fora de casa nos seus tempos livres duplicou de 8% para 17% e que os jovens (a geração digital) são um grupo-alvo importante, a evolução natural da comunicação exterior passará pela utilização de suportes digitais. Actualmente já existem cerca de 1 milhão de ecrãs digitais no Mundo, sendo que a JCDecaux já instalou a nível mundial cerca de 7 mil. Este dado é tanto mais importante quando verificamos que entre 2008 e 2010 cresceu 500%.

B: De que forma é que a JCDecaux tem acompanhado, em Portugal, esta evolução dos suportes de comunicação exterior?

AM:
A JCDecaux chegou a Portugal há 39 anos e desde sempre que fomos pioneiros em todos os projectos que lançámos, por isso somos líderes. Estando agora na era do “digital”, conseguimos encontrar os parceiros ideais para o lançamento da primeira rede digital, com cobertura nacional. Os mupis digitais, que lançámos recentemente em parceria com a Sonae Sierra, distinguem-se por via da sua versatilidade, rapidez e facilidade de adaptação de campanhas publicitárias. Ou seja, porque são controlados remotamente é possível substituir em qualquer ponto de Portugal, ilhas incluídas, campanhas de forma instantânea. A criatividade pode ser diferente de mupi para mupi e por períodos horários. Esta realidade é também e só por si um desafio para as agências e para os anunciantes, que agora poderão pensar conteúdos específicos para o público desejado. Paralelamente e como são digitais é possível ter a emissão da publicidade em formato digital animado o que é sem dúvida mais cativante e mais dinâmico para o consumidor.

B: Existe já muita procura destas novas tecnologias por parte dos clientes, ou existe ainda alguma resistência a esta inovação?

AM:
As marcas querem e necessitam cada vez mais de contar histórias, de falar ao coração dos seus públicos. Por isso, a evolução da procura é real e positiva. Recordo-me de que há 11 anos lançámos em conjunto com a Sonae Sierra a primeira rede de mupis com cobertura nacional, produto que ganhou a confiança imediata do mercado publicitário. Pouco tempo depois lançámos um novo produto também inovador em Portugal: animação e decoração de espaços nos centros comerciais. Pela experiência adquirida percebemos que existe lugar para tudo, que é apenas necessário oferecer diferenciação e sobretudo excelência para o cliente.

B: Que exemplos de utilização destes novos suportes aponta?

AM:
Num mercado onde a concorrência entre marcas é cada vez maior, mais do que comunicar há que impactar e criar envolvimento com o público. Um exemplo desse impacto é a recente campanha que desenvolvemos em conjunto com a FOX, e que mostra todo o seu potencial de criatividade e inovação tecnológica ao transformar abrigos em verdadeiras arenas romanas. Trata-se de uma campanha ousada e totalmente inédita para um canal de televisão, onde entre as várias inovações destacam-se os mupis e abrigos com televisão inserida onde o transeunte pode ver e ouvir o trailler da série. Temos demonstrado uma panóplia de suportes onde misturamos criatividade com a utilização de tecnologia. Por exemplo, só nestes primeiros meses de 2011 tivemos em Portugal acções como a campanha da Água das Pedras com mupis especiais que continham um aquário com água gaseificada; a campanha da TMN 4G, com um ecrã acompanhado de uma ventoinha que simulava o efeito 4G; os mupis do Millenium BCP com palmas da mão em formato gigante; as t-shirts XXL do programa “Peso Pesado” da SIC; e mais recentemente o painel 8x3 da Nívea, na 2ª Circular, que está totalmente decorado com plantas e flores em 3D. E, deixe-me dizer-lhe que o mercado irá assistir ainda este ano a desenvolvimentos efectuados pelo Grupo JCDecaux quer a nível nacional quer internacional

B: Sai muito mais caro investir nestes novos suportes de comunicação exterior? Em quanto é que diria que variam os valores de investimento para um cliente que aposte nestes suportes, por oposição à compra de espaço em suportes mais tradicionais?

AM:
Aprendi com o sr. Decaux que “quem compra caro chora uma vez, quem compra barato chora a vida toda”. Ou seja, a qualidade, a diferenciação e a inovação paga-se. Por isso, se procuramos qualidade, diferenciação, inovação, o preço não pode pesar no momento da decisão. Conseguimos desenvolver projectos adequados aos orçamentos dos nossos clientes salvaguardando sempre a garantia de qualidade e impacto que a acção deverá ter.

B: Que feedback têm tido por parte dos clientes que já utilizaram estes “novos” meios para as suas campanhas?

AM:
O feedback recebido pelos clientes que já utilizaram a rede digital instalada nos centros comerciais da Sonae Sierra foi bastante positivo. Vão voltar a fazer campanha o que só por si é um indicador excelente.

B: Quais são os grandes objectivos para a JCDecaux Innovate, a curto/médio prazo?

AM:
Um dos grandes objectivos da JCDecaux Innovate é ser pioneira e inovadora nas soluções apresentadas ao mercado publicitário. O facto de pertencermos a um grupo mundial permite-nos ter uma base de dados grande sobre soluções já testadas pela JCDecaux a nível internacional, à qual é acrescentado o know-how das nossas equipas. Queremos ser a empresa que os clientes contactam quando querem soluções diferentes e de qualidade.

Fonte: Briefing

quinta-feira, 20 outubro 2011 10:29

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