Entrevistas

IKEA: Transformar o catálogo numa experiência

IKEA: Transformar o catálogo numa experiência
A IKEA sabe que os consumidores são cada vez mais ativos online e, por isso, tornou a sua principal ferramenta de marketing - o catálogo - interativo, com uma aplicação que permite aceder a mais conteúdos: Objetivo: proporcionar uma experiência de compra mais enriquecedora e estar mais perto dos clientes, como conta em entrevista ao Briefing a diretora de Comunicação e Sustentabilidade da marca em Portugal, Ana Teresa Fernandes.

quarta-feira, 22 agosto 2012 11:26

Briefing | O que levou a IKEA a enveredar por esta forma cénica de lançamento do novo catálogo? Qual é o conceito subjacente?
Ana Teresa Fernandes | O IKEA HOTTEL nasce, no âmbito da apresentação do Catálogo IKEA 2013, num formato diferente e inovador, num espaço público e familiar, o Jardim da Estrela, para chegar à maioria das pessoas.
O nosso objetivo foi recriar um novo espaço, em Lisboa, no coração da cidade, dando grande destaque aos têxteis e ao que possibilitam fazer nas nossas casas, aos quartos IKEA e claro ao novo catálogo IKEA 2013. Queríamos também criar um espaço com diferentes atividades, desde música sueca, a workshops de costura para adultos e para crianças, a ateliers infantis no espaço de sustentabilidade dedicado ao cultivo do algodão e, naturalmente, quartos decorados e desenhados com novidades, inspiração e ambientes IKEA, mas, também aqui, incluir a nossa vertente de responsabilidade social, através da doação à AMI dos 26 quartos completos, permitindo dar algum conforto extra aos sem abrigo, através dos Centros Porta Amiga.

Briefing | Este catálogo é inovador, na medida em que vem acompanhado de uma aplicação. Porquê este passo agora?
ATF | Anteriormente, os nossos clientes tinham já à disposição uma aplicação sobre o Catálogo IKEA. A aposta nesta nova aplicação do novo Catálogo IKEA consiste no facto de todos nós, atualmente, assumirmos um papel ativo enquanto consumidores online. Estamos ligados a várias redes sociais e plataformas digitais. O nosso catálogo, a nossa maior ferramenta de marketing, tinha de seguir este caminho. É uma forma de dar aos nossos consumidores mais conteúdos de decoração, para além da informação disponível nas 328 páginas do catálogo, privilegiando a interatividade e a mobilidade. Os consumidores IKEA podem aceder a mais ideias e conteúdos úteis – galerias de imagens criativas, filmes, modelos 3-D de produtos IKEA e até guias interativos ‘faça você mesmo’ – de forma dinâmica e acessível, em qualquer lugar!

Briefing | Em que medida é que a interatividade com os clientes é importante para a marca?
ATF | O consumidor português é altamente itech. A nossa expectativa é proporcionar uma experiência de compra cada vez mais recompensadora e dinâmica para estarmos cada vez mais próximos dos nossos clientes, responder aos seus sonhos e necessidades em casa, a qualquer hora a partir de qualquer lugar.

Briefing | Que outras ações podemos esperar da IKEA?
ATF | Vamos continuar a surpreender os consumidores e os fãs da marca IKEA, sempre com preços acessíveis, mais baixos a cada ano, e sempre com a missão de proporcionar um dia-a-dia melhor para a maioria das pessoas. Temos preparadas novidades muito empolgantes para os próximos meses.

Briefing | De um modo global, qual a estratégia de marketing da marca?
ATF | Atrair cada vez mais clientes às nossas lojas e aumentar o seu interesse pela decoração da casa ao apresentar soluções funcionais, design e qualidade a preços acessíveis.
De um modo muito breve, a estratégia da IKEA é sempre posicionar a marca como inovadora e líder na vida em casa e como? Destacando os valores da marca – a amplitude de soluções de decoração, a inspiração, a capacidade de surpreender, o ser acessível à maioria e fazê-lo sempre de um modo honesto. Só assim conseguiremos cumprir aquela que é a visão da IKEA – criar um melhor dia-a-dia para a maioria das pessoas. Atualmente, procuramos estar cada vez mais onde estão as pessoas. A nossa estratégia digital e multicanal complementa-se a cada campanha e acreditamos que conseguimos chegar a cada vez mais apaixonados pela decoração e atrair aqueles que ainda têm dúvidas de como decorar um determinado espaço.
Aprendemos muito ao visitar as casas das pessoas nos diferentes mercados onde a IKEA opera, e isso dá-nos grande conhecimento sobre aquilo que são os sonhos e as necessidades de cada família. O que fazemos depois é aplicar nas nossas lojas esses conhecimentos de um modo relevante para cada mercado. As pessoas de Lisboa e do Porto, por exemplo, têm necessidades e gostos bastantes distintos, é preciso demonstrar que os conhecemos. E que para se ter uma casa bonita e que reflita a nossa personalidade não é preciso ter um orçamento ilimitado.

Briefing | Que lugar ocupa a publicidade propriamente dita nessa estratégia?
ATF | Um lugar de destaque naturalmente. Temos uma nova campanha de publicidade, da qual já temos dois anúncios a passar na televisão, e que nos lembra que, apesar de haver coisas que não podemos mudar, há sempre muito que podemos fazer, no fundo, a felicidade somos nós que a fazemos. Este é o nosso novo claim, porque acreditamos mesmo que assim é, e que a vida na nossa casa é uma grande parte dessa felicidade.

Briefing | A crise tem obrigado a ajustamentos?
ATF | Na IKEA acreditamos que a crise nos traz novas oportunidades internas e externas. Isto, aliado aos nossos valores enquanto empresa, faz-nos arriscar mais a cada dia, quer a nível comercial, quer a nível estratégico. Por exemplo, atualmente sabemos que as pessoas saem menos e investem mais nas suas casas, logo mais oportunidades se abrem para nós, já que as pessoas querem melhorar o espaço em que vivem tornando-o mais confortável e moderno.
Do ponto de vista do crescimento da IKEA em Portugal, vamos manter o nosso plano de expansão e investimento para os próximos anos, querendo continuar a abrir novas lojas e chegar mais perto de cada vez mais consumidores. A próxima abertura é para 2014 em Loulé.

Fonte: Briefing

quarta-feira, 05 setembro 2012 13:06

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