Entrevistas

O sr. Cândido é um sucesso

 O sr. Cândido é um sucessoO sr. Cândido, o primeiro empregado da Nobre, desafiou os portugueses a partilharem nas redes sociais o vídeo "A Partilha", revertendo cada partilha em produtos para a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares. Em apenas um mês, houve mais de 87.000 partilhas, o correspondente a quase seis toneladas de alimentos. Em entrevista ao Briefing, a diretora de Marketing, Marta Rufino, explica a estratégia da marca.

quinta-feira, 10 outubro 2013 13:09
O sr. Cândido é um sucesso

Briefing | O que levou a Nobre a recorrer ao "passado" nesta campanha? Que mensagem pretende transmitir?

Marta Rufino | A receita do Fiambre Tradicional foi criada pelo trabalhador nº 1 da Nobre, o Sr. Cândido, que é também o personagem central da nossa campanha. Havendo a possibilidade de recorrer à sua imagem, considerámos que seria uma justa homenagem e uma bonita forma de agradecimento, por parte da Nobre, a este trabalhador que dedicou a sua vida a criar as nossas receitas que os portugueses tanto gostam.

Além da homenagem, a campanha pretende também incentivar à partilha e, assim, ajudar quem mais precisa. Ao longo do filme, o Sr. Cândido relembra como a partilha real era feita antigamente e como nos dias de hoje é bem mais virtual e descomprometida.

E é partindo dos sentimentos mais sinceros do conceito de partilha, que o Sr. Cândido, que ao longo da sua vida tem vindo a partilhar as suas receitas, aparece agora na primeira pessoa a convidar os portugueses a partilhar de uma forma mais real e mais nobre. Isto porque com a partilha deste vídeo, a Nobre vai dar toneladas de produto a quem mais precisa.

Briefing | Quais são os pilares da estratégia de marketing da marca?

MR | A Nobre é uma marca com mais de 50 anos de história, que se tem mantido fiel aos processos e receitas transmitidas de geração em geração. E, nesse sentido, a tradição é, sem dúvida, um dos pilares da marca. Por outro lado, temos o compromisso de acompanhar e responder às necessidades e expectativas do consumidor, assegurando o sabor e a qualidade a que a Nobre sempre habitou os portugueses. E, por isso, Inovação, Qualidade e Confiança são os eixos que complementam os principais pilares da nossa estratégia.

Briefing | Que uso faz das redes sociais? Que importância têm para a marca?

MR | A aventura da Nobre pelas redes sociais é relativamente recente, mas tem ganho uma importância crescente. Em 2011, no âmbito do Movimento "Portugal é Nobre", foi criada a única página de facebook da marca e que conta hoje em dia com mais de 80.000 fãs. É com muito orgulho que nos apercebemos que temos uma comunidade muito ativa, coesa e participativa, que muito respeitamos e com a qual aprendemos diariamente Por isso, é sem dúvida uma aposta para continuar.

Nesta última campanha, as redes sociais têm um papel privilegiado, pois a partilha do vídeo ocorre através do facebook ou do youtube, o que nos permite não só acompanhar o impacto da campanha em tempo real, como receber em primeira mão o feedback dos nossos fãs e consumidores.

Briefing | O ponto de venda ainda é importante?

MR | O ponto de venda é e continuará a ser sempre muito importante, pois é onde ocorre a decisão final de compra. É a prova final da preferência por uma determinada marca ou produto. Sobretudo no contexto socioeconómico que vivemos atualmente, é fundamental que as marcas garantam diferenciação e impacto no ponto de venda, reforçando também aí os valores da marca e uma eficiente gestão do portfólio disponível, de forma a assegurarem a sua relevância e a sua preferência pelo consumidor.

Briefing | Houve alterações na estratégia da marca em consequência da atual situação do país?

MR | Houve acima de tudo uma adaptação. O consumidor está a mudar os seus hábitos de consumo e as empresas têm de se adaptar a essa mudança, quer ao nível da comunicação quer ao nível da gestão de produtos e inovação.

Num contexto de crise, como o que vivemos atualmente, é difícil lembrar o que já fizemos e acreditar no que podemos fazer. E por isso iniciámos em 2011 o Movimento Portugal é Nobre, lançado precisamente para recuperar o orgulho no que Portugal e o Portugueses têm de melhor, no sentido de inspirar, encorajar e motivar cada um de nós, à sua maneira, a acreditar que podemos sempre fazer mais e melhor. E a mais recente campanha do Sr. Cândido vem exatamente no seguimento deste novo posicionamento da marca.

Ao nível da gestão do produto e da inovação, temos uma equipa inteiramente dedicada à investigação e desenvolvimento, apostada em encontrar novas alternativas de charcutaria, no sentido de responder adequadamente às novas necessidades dos portugueses, como por exemplo com gamas de produto mais acessíveis, (como é o caso da gama de produtos económicos) ou produtos mais saudáveis (com a aposta na gama Naturíssimos), validando as nossas decisões com base no reforço da informação relativa aos consumidores e compradores.

Face à atual conjuntura, temos ainda implementado uma série de iniciativas a nível de produção, logística e formação que nos têm permitido controlar de forma eficaz os custos inerentes à nossa atividade.

Briefing | Que uso faz das promoções e descontos?

MR | Promoções e descontos são ferramentas utilizadas para impulsionar as vendas de um produto num determinado período ou incentivar à sua experimentação. E é exatamente com essas finalidades que as utilizamos. Ou seja, não utilizamos promoções e descontos para assegurar uma base de venda regular, mas apenas para ações específicas e com objetivos devidamente identificados.

Briefing | Em termos de mercados, há outros no horizonte da Nobre que não o português?

MR | A Nobre começou a exportar na década de 90, sobretudo para o mercado da saudade com o objetivo de complementar as vendas do mercado interno. Neste momento, a Nobre exporta para mais de 20 países, como a França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça, Bélgica, Andorra, Holanda, Ilhas Jersey, Malta, Grécia, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe, R.D.Congo, Rep. Congo, Nigéria, Guiné Equatorial, India, Macau, Hong Kong, Timor Leste, Austrália, Costa Rica e Líbano. E faz parte da nossa estratégia continuar a procurar novos mercados, de forma consistente e sustentável.

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sexta-feira, 11 outubro 2013 12:48

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