Entrevistas

O Kiosk deles vende criatividade

Tiago Matos Fernandes, fundador do KioskTiago, Diogo, João e André abriram o Kiosk. Mas não é um quiosque qualquer: aqui vende-se criatividade para as pequenas e médias empresas e start-ups. Porque se acredita que estes negócios precisam de uma identidade e de uma comunicação apelativas. Um projeto que Tiago Matos Fernandes, fundador e diretor criativo, dá a conhecer ao Briefing.

quarta, 26 março 2014 12:05
O Kiosk deles vende criatividade

Briefing | Porquê uma agência especializada em PME e start-ups?

Tiago Matos Fernandes | Em primeiro lugar, acreditamos existir um espaço ainda por preencher na gestão profissionalizada da comunicação das PME. A falta de adaptação de grande parte destas empresas, com um claro défice na gestão da comunicação, faz-nos acreditar ser um campo com imenso valor e potencial para explorar. Além disso, é uma importante aposta pessoal da equipa oferecer um forte apoio àquele que é o principal tecido empresarial português, apoiando a economia das empresas e do país.

Da mesma forma, e com o crescimento exponencial do número de start-ups e de novos negócios, identificámos, também aí, um espaço emergente para atuar. No fundo, não temos um objetivo cego de nos tornarmos uma agência "gigante" e de ganhar enormes quantias em cada projeto que trabalhamos, mas, pelo contrário, queremos abarcar muitos clientes e ganhar pela contínua aposta nos nossos serviços.

Briefing | Que necessidades de comunicação têm as empresas desta dimensão?

TMF | Muito mais do que aquilo que muitas delas imaginam. O mundo está a mudar e muito rapidamente a adaptar-se à nova era digital que, quer se queira, quer não, está a crescer em força. Outra tendência é o poder de escolha que, cada vez mais, está nas mãos do cliente, e se as empresas não souberem comunicar para se diferenciar e sobressair, vão submergir num mercado sobrelotado e de concorrência feroz.

O mercado pede cada vez mais a adaptação e a disponibilidade das empresas a estes novos formatos e necessidades, e quanto mais tarde estas decidirem seguir o caminho que se estreita nessa direção, mais "estranhas" se vão tornar ao próprio mercado, perdendo espaço e colocando em risco a sua própria sustentabilidade. Embora em Portugal o digital ainda não esteja numa fase de desenvolvimento e utilização tão avançado como em outros países, o seu futuro não será diferente. É apenas uma questão de tempo. Mas esse tempo já chegou e vai acentuar-se.

Briefing | Sendo empresas pequenas e em início de vida não terão grande orçamento para comunicação. A Kiosk é, em consonância, uma agência low-cost?

TMF | Podemos dizer que somos, efetivamente, uma agência low-cost. Mas não assumimos um papel de low-cost por sermos apenas "baratos". Para sermos verdadeiramente competitivos, acima de tudo, adotamos uma metodologia "Lean", isto é, assentamos os nossos métodos na otimização do fluxo de trabalho e no emagrecimento de despesas desnecessárias ou dispensáveis. A nossa estratégia baseia-se no corte de custos supérfluos, evitando quaisquer desperdícios ou excessos, potenciando, assim, a competitividade nos preços que apresentamos aos nossos clientes.

Assumimos um compromisso de oferecer serviços Premium, de verdadeira qualidade, mas adaptados aos orçamentos de cada cliente. O nosso objetivo é garantir a qualidade tal qual qualquer agência criativa de renome, mas a preços ajustados à realidade de cada negócio, mesmo para os mais pequenos, e não filtrar a comunicação profissionalizada apenas às grandes empresas que dispõem de grandes orçamentos.

Briefing | Como se propõe transformar estas empresas / negócios em marcas?

TMF | A proposta é simples. Hoje em dia, grande parte das empresas ainda assenta as suas estratégias em modelos já ultrapassados, meramente numa estrutura de vendas. Nós acreditamos que, nos dias de hoje, isso, por si só, não chega. O que propomos é a alteração desse modelo para outro com uma componente mais humana, mais ligada e direcionada às pessoas e em responder às suas necessidades. A ideia é criar uma identidade para a empresa. Uma imagem atrativa e impactante, com uma comunicação clara e relacional, com que as pessoas se consigam identificar e que aproxime a empresa dos seus clientes. Criar um conceito de "Brand" à volta do negócio.

Briefing | O digital é a principal ferramenta. Como se propõe transformá-lo numa mais-valia para os clientes?

TMF | As novas tecnologias tornam a esfera digital como um meio privilegiado para comunicar, não apenas pela sua dinâmica inovadora, mas, acima de tudo, pelo seu carácter globalizante. Ouve-se e lê-se muito que o digital é uma aposta para o futuro e que cada vez mais é obrigatório adotar estratégias de comunicação devidamente adaptadas, com pena, para quem o não fizer, de ser ultrapassado pela concorrência e esquecido pelos consumidores. Mas, na verdade, esse "futuro" é agora, e quanto mais tempo as empresas demorarem a reagir, mais dificuldades irão encontrar no futuro para se destacar.

O meio digital garante, sem dúvida, a melhor relação custo/benefício. Seja para promover a proximidade empresa/cliente, para fidelizar clientes, para fazer sentir aos consumidores que as marcas fazem parte do seu quotidiano, gerando sentimentos e emoções entre ambos, ou seja para conseguir oferecer um serviço continuado de cada vez maior qualidade. Mais, a internet assume-se como uma eficaz ferramenta para a internacionalização das empresas. Por outro lado, o digital é "infinito", ou seja, oferece um número de possibilidades de atuação praticamente ilimitado, dependendo da maior ou menor criatividade de cada um. A web torna-se, por isso, mais abrangente, mais barata, mais rápida e mais eficaz, e é isso mesmo que empresas com menos recursos ou menos investimento disponível para comunicação necessitam.

Briefing | Quem é a equipa da Kiosk?

TMF | A Kiosk foi fundada e é dirigida por quatro membros participantes na empresa: eu próprio, Tiago Matos Fernandes, e Diogo Inácio, na direção criativa, João Afonso, na direção de Arte / Design, e André Camacho Lopes, na gestão de projetos.

Neste momento o projeto arranca com esta equipa, escolhida para ser multidisciplinar e abranger diversas áreas da comunicação, design e publicidade.

Briefing | Que objetivos definiu para 2014?

TMF | O principal objetivo, neste primeiro ano, será cimentarmo-nos no mercado e garantir, o mais rapidamente possível, um número razoável de clientes que nos permita ter a estabilidade e confiança necessária para podermos continuar a investir e a crescer gradualmente. Para já, perspetivamos uma faturação a rondar os 40.000€ a 50.000€, o que seria um sinal positivo para enfrentar o próximo ano.

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sexta, 28 março 2014 10:58

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