Entrevistas

Na G, são todos bons portugueses

Na G, são todos bons portuguesesContinua a haver algum tipo de preconceito com o que é nacional. A crítica é de Luís Lucas, fundador da agência que começou há 30 anos como Grafe Publicidade e que hoje é, simplesmente, G. Uma atitude que não compreende. Em entrevista, explica como a inspiração do mar e dos descobrimentos faz arregaçar as mangas numa equipa constituída por "bons portugueses".

quarta-feira, 02 julho 2014 12:44
Na G, são todos bons portugueses

Briefing | 30 anos é muito tempo, ou não?

Luís Lucas | Sim, 30 anos é, de facto, muito tempo, mas parece que foi ontem! Têm sido 30 anos de parcerias, 30 anos de muito trabalho, de muitas alegrias, algumas preocupações, mas com um saldo extremamente positivo. Resumindo, têm sido 30 anos bem vividos.

Briefing | E para uma agência 100% portuguesa? Como tem sido coexistir com agências de multinacionais?

LL | Claro que não é fácil, principalmente com os clientes portugueses, que preferem na sua maioria trabalhar as agências de "fora", talvez por isso, a maioria dos nossos clientes sejam multinacionais a trabalhar em Portugal. Parece que continua a haver algum tipo de "preconceito" com o que é nacional e não percebemos porquê. Os nossos clientes avaliam-nos pela qualidade do nosso trabalho, pela rapidez e qualidade da execução que lhes fornecemos.

Briefing | Como se tem adaptado aos novos tempos, de menos investimento?

LL | Esse é um problema complicado, não só há menos investimento, como o que há é com margens completamente esmagadoras. É óbvio que tivemos que nos adaptar, reduzindo os custos e desenvolvendo uma política de new business muito mais agressiva. Além disso não nos focamos apenas na publicidade tradicional, apostamos em todas as vertentes, incluindo no digital e no online.

Briefing | De que modo é que a matriz – uma agência de Lisboa 100% portuguesa – se reflete na criatividade? Há um ADN próprio?

LL | Claro que sim. A nossa história e localização, as inspirações do nosso espaço estão ligadas ao rio, ao mar, aos descobrimentos. Além disso temos um serviço raro numa agência, um serviço de 24horas para disponível para todos os clientes. Os desafios que nos são colocados são agarrados com todas as forças, com toda a criatividade e inovação. Somos arrojados e rápidos na resposta e, como bons portugueses, arregaçamos as mangas prontos para agarrar seja qual for o desafio.

Briefing | Trinta anos depois, mantém-se o claim "o sentido prático da comunicação"? Como se concretiza?

LL | A nossa mais-valia é, de facto, sermos práticos no contacto com os clientes e rápidos a criar e executar. Não há complicações, a comunicação, seja ela feita de que forma for, só existe para que todos sejamos capazes de nos entendermos muito melhor. A maneira como pensamos e comunicamos as campanhas dos nossos clientes é baseada nesse sentido prático. Uma campanha tem que ser prática, não basta termos a ideia e ficarmos à espera da aprovação. Na G, colocamo-nos do outro lado, vestimos a camisola para que a campanha seja exatamente o que pretendem e que comunique diretamente com o público-alvo. É desta maneira que nos mantemos fiéis ao nosso claim.

Briefing | Em 1984 nasceu a Grafe Publicidade, em 2004 a G. O que se segue?

LL | Em 2012 nasceu o Armazém 3 – Designing new media. Constituímos uma equipa de especialistas no desenvolvimento de projetos web e mobile que implementam estratégias que recorrem às novas tecnologias e que estão focadas nas novas exigências do mercado. É uma outra parte de nós que nos mantém mais vivos e alertas para um mercado que se tornou muito importante. 2014, ano em que fazemos os 30 anos, é um ano para festejar, refletir e solidificar o nosso percurso.

Briefing | É uma agência de Lisboa, mas não está limitada territorialmente. Quais são os planos de expansão?

LL | Tal como no tempo dos descobrimentos, na nossa inspiração, de facto não nos limitamos ao território nacional, nem pretendemos que tal aconteça. Temos capacidade para mais, muito mais. A G trabalha dois clientes ibéricos e também com um grande cliente angolano. Esperamos a curto prazo abrir um escritório em Luanda. Neste momento começámos também a trabalhar um cliente no Brasil.

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quarta-feira, 02 julho 2014 13:50

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