Entrevistas

O que a BUS tem para oferecer ao mercado

 O que a BUS tem para oferecer ao mercadoA BUS autonomizou-se da brasileira Fischer e apresenta-se agora ao mercado como agência independente. Com que trunfos? Com a senioridade da equipa, o conhecimento dos mercados – Portugal e Angola são primordiais – e a confiança na capacidade de entregar, como afiança o ceo, Pedro Diogo Vaz, em entrevista.

quarta-feira, 23 julho 2014 13:14
O que a BUS tem para oferecer ao mercado

Briefing | Porque é que chegou ao fim o acordo com a Fischer Brasil?

Pedro Digo Vaz | O acordo feito em 2010 tinha previsto um conjunto de expectativas de ambas as partes relativamente à parceria. A Fischer ganhava uma estrutura de gestão local e a entrada num mercado como o de Angola. A BUS ganhava know how em advertising e acesso a uma base de conhecimento partilhado. Todos esses ganhos foram alcançados por ambas as partes.

Contudo, analisada a situação atual - da operação e dos mercados de atuação - entenderam os acionistas não existirem mais-valias significativas na manutenção deste acordo, face ao interesses e expectativas atuais de cada uma das partes. Não houve qualquer desentendimento, apenas opções estratégicas de cada uma das partes.

Briefing | Portugal e Angola são os mercados da BUS. Como vai reforçar a sua presença?

PDV | A operação BUS está de facto centrada nos mercados de Portugal e Angola. É onde detém escritórios com equipas residentes.

Na verdade verificar-se-á uma manutenção dessa presença, sendo que continuaremos a abordar outros mercados, de forma mais pontual.

Acreditamos que Portugal tem boas condições para ser um "hub" de produção criativa para clientes noutros mercados europeus que estejam a investir em África (e não apenas em Angola). Por exemplo, temos vindo a trabalhar com um cliente sediado na Suíça, desenvolvendo campanhas para um conjunto de 14 mercados africanos, em que a criatividade e a produção são desenvolvidas em Portugal.

A acompanhar esta nova fase, estamos também a encetar um conjunto de novas abordagens a clientes, explorando oportunidades que temos vindo a detetar, tanto em Portugal como em Angola, que acreditamos trarão novidades em breve.

Briefing | Como é que a BUS se vai distinguir da concorrência?

PDV | Esse é sempre o Santo Graal dos negócios! Acreditamos que a senioridade é uma das vantagens que temos a oferecer ao mercado. Temos uma equipa sénior, bem entrosada, que conhece bem os mercados de atuação e que pensa muito bem estrategicamente a criatividade que propõe aos clientes. Por outro lado, temos muita confiança na nossa capacidade de entregar. Como dizemos no nosso statement desta nova marca, queremos que os clientes entrem nesta viagem e, por mais desafiante que seja o destino, e sentem e apreciem, que a experiência da equipa garante que chegamos ao destino.

Briefing | No caso de vir a existir outro acordo com uma agência ou uma network qual o "perfil" pretendido?

PDV | Neste momento não existe nenhuma intenção deliberada de aproximação a uma network. Há, pela inversa, uma intenção do acionista de afirmar a agência como uma agência independente. Agora, também é verdade que estamos num mercado, como o angolano, que - passada a euforia - é um mercado com interesse potencial para várias networks e, nesse sentido, não pomos de parte a hipótese de vir a acolher propostas que façam sentido.

Briefing | Como define o atual momento do mercado em Angola?

PDV | Em Angola passou a euforia das entradas, ou seja, as agências (portuguesas e não só) já perceberam que a abordagem não pode ser como tábua de salvação, para compensar a inexistência de negócio no mercado-mãe. Cada mês de operação é muito caro e exige uma estratégia de negócio bem estruturada e consistente, que não seja oportunista.

Cada vez mais os clientes querem ter equipas locais, que pensem local, mesmo que tenham expertise internacional.

Contudo, acreditamos que o "boom" das marcas ainda não aconteceu. Muitas marcas começam agora a instalar-se, as práticas começam a normalizar-se nalguns aspetos e está-se numa fase de maior exigência por parte dos consumidores, que também já valorizam a comunicação de forma relevante.

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sexta-feira, 25 julho 2014 09:59

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