Entrevistas

O Gonçalo acredita na economia do mar e até lançou um jornal

O Gonçalo acredita na economia do mar e até lançou um jornalO mar é o último ativo que nos resta. É nisto que acredita Gonçalo Colaço, que acaba de lançar o Jornal da Economia do Mar com o propósito de aumentar a consciência do país para a importância económica desse ativo.

quinta-feira, 21 agosto 2014 12:39
O Gonçalo acredita na economia do mar e até lançou um jornal


Briefing | O que está na origem deste projeto?

Gonçalo Colaço | As razões que presidem ao lançamento deste projeto encontram-se, de algum modo, expressas no Editorial do Número 0, intitulado mesmo especificamente "Razão e Finalidade", e que podemos sintetizar do seguinte modo: no momento em que Portugal, no atual enquadramento histórico, perder a capacidade de afirmar, de facto, real e efetivamente, a plena soberania sobre o mar que é seu, Portugal desaparece. No atual enquadramento histórico, tal significa também, ou correlativamente, dispor, para além da visão estratégica de uma capacidade económica da correspondente capacidade económica para efetivar essa mesma "visão estratégica". Ora, curiosamente, essa capacidade, esse necessário acréscimo de capacidade, como é manifesto, ou vem porque, entretanto, somos capazes de desenvolver o último "ativo" que verdadeiramente nos resta, o mar, ou não vem e tudo estará consumado. Assim, para dar consciência a todos disto mesmo, nasce o projeto do Jornal da Economia do Mar, ou, como é referido na sua missão, "Transmutar o Lusófono conhecimento do Mar em verdadeiro acto económico e real poder estratégico".

Briefing |A quem se destina?
GC | A todos os portugueses em geral e ao mundo das Pequenas e Médias Empresas em particular, de modo a congregar num mesmo lugar comum quem busca novas áreas de negócio, com capacidade de investimento, e quem, com boa capacidade de imaginação e inovação, procura novos investidores.

Briefing |Há publicidade que sustente o projecto?
GC | Sim, ou o mar português é apenas uma ilusão e é mesmo Portugal que poderá estar em causa, "cousa" muito mais grave, evidentemente, do que um mero e pequeno projeto como o do Jornal da Economia do Mar.

Briefing | Porquê uma edição em papel, quando se sabe que há cada vez menos leitores?
GC | Não sabemos se há cada vez menos leitores, o que sabemos é que a palavra escrita, impressa em letra de forma, à moda antiga, continua a ter um peso que a palavra digital não tem, ou tem de modo muito diferente. Em setembro, a versão digital irá igualmente nascer mas, até pelo gosto gráfico do projeto, pelo gosto e gozo estético do mais clássico dos formatos, a versão em papel nunca irá desaparecer.

Briefing | Porquê edição em Portugal e em Cabo Verde?
GC | Porque o Jornal da Economia do Mar tem a ambição de vir a abraçar toda a CPLP, a começar, naturalmente, por Cabo Verde, por razões de proximidade geoestratégica.

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sexta-feira, 29 agosto 2014 12:08

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