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O Diogo quer mais Gema no mundo

O Diogo quer mais Gema no mundoÁfrica e América do Sul estão nos planos da Gema, empresa de tecnologia criativa 100% portuguesa e que no portefólio conta com projetos como o Museu dos Descobrimentos, no Porto, o Museu de Fátima, com o maior holograma do país, o Museu do Chocolate em Viana do Castelo e, até, o Museu do Pelé, no Brasil. Diogo Barbosa, partner da empresa, falou ao Briefing sobre a ambição da Gema.

quinta-feira, 04 setembro 2014 13:44
O Diogo quer mais Gema no mundo


Briefing | O que é ser uma empresa de tecnologia criativa?
Diogo Barbosa | É ser uma empresa inovadora que cria experiências únicas. No caso da Gema estamos orientados para os mercados do entretenimento, cultura, turismo e publicidade.

Briefing | Que mais-valia tem o know-how da Gema para as marcas?
DB | O nosso know-how tem como objetivo complementar e enriquecer eventos e pontos de contato das marcas com o consumidor final através da conceção criativa e artística de momentos inesquecíveis, com recurso à tecnologia, à luz, à imagem, ao som, ao movimento e à arte. Por exemplo, o Museu do Chocolate, em Viana do Castelo, possibilita aos visitantes não só experiências sensoriais 3D e 4D, como também conhecer a história da descoberta do cacau e as diferentes regiões de produção através de realidade aumentada e video-walls.

Briefing | Que campanhas de marketing e publicidade já utilizaram a tecnologia da Gema?
DB | Há várias campanhas de marketing e publicidade que usam a nossa tecnologia. Por exemplo, em Portugal a Super Bock lançou recentemente uma ação para testar os conhecimentos futebolísticos dos clientes de alguns hipermercados, oferecendo aos participantes a possibilidade de ganharem prémios. Com o mote "Super Bock – Faz a tua Festa", esta ação permitia simular duas cadeiras de um estádio de futebol, onde os participantes tinham acesso a um controlo remoto, através do qual tinham de responder acertadamente ao maior número de questões, no menor tempo possível. As respostas certas eram contabilizadas num ranking nacional e se apurarem os vencedores de todo o país. A Gema estendeu ainda esta ação ao Facebook da Super Bock, onde os participantes podiam consultar o ranking e um mapa da localização das próximas ações a realizar. Esta ação esteve disponível durante sete dias em 70 hipermercados.

Briefing | Como surgiu a oportunidade de criar para o Museu Pelé? Trouxe mais visibilidade ao trabalho da empresa?
DB | A oportunidade de criar para o Museu Pelé apareceu de forma natural e por já termos uma presença relevante no mercado brasileiro. Este trabalho trouxe bastante visibilidade à Gema por termos sido escolhidos para desenvolver um grande projeto museológico de uma das mais relevantes figuras do futebol mundial.

 


Briefing | Qual o maior desafio proposto à Gema?
DB | O maior desafio foi, sem dúvida, a execução do projeto (do Museu Pelé). Ao longo do mesmo, o prazo de finalização foi sendo encurtado, o que implicou ajustamentos constantes e grande esforço e dedicação por parte de toda a equipa envolvida.

Briefing | Que estratégia de marketing a Gema adota para promover a empresa?
DB | Tendo em conta os recentes sucessos, e dadas as características do negócio da Gema (B2B), estamos focados em comunicar o nosso portfólio em meios da especialidade e nas redes sociais. A comunicação que advém da ação comercial é um complemento permanente e fundamental.

Briefing | Como a marca se diferencia no mercado?
DB | A qualidade do nosso portfólio, que nos tem permitido crescer com base em notoriedade, advém do facto de procurarmos trabalhar desde início com uma equipa com as melhores pessoas das melhores universidades portuguesas, ao nível das melhores empresas do mundo. Só desta forma conseguimos projetar ideias geniais a partir de partir de Portugal para todo o planeta. Para além disso, cada projeto que desenvolvemos acaba por ser único e irrepetível. Pautamo-nos pela originalidade e exclusividade dos conteúdos, o que faz com que o nosso trabalho se torne muito marcante.

Briefing | Qual a estratégia da Gema para a internacionalização?
DB | Desde início que fomos sempre empreendendo, investindo e arriscando em novos mercados. Angola foi com o país que escolhemos para iniciar a nossa internacionalização, onde operamos com o nome GEMADIGITAL (100% detida pela Gema Portugal). De seguida avançámos para o Brasil, para o Reino Unido e para os Estados Unidos. Arriscar está no nosso DNA e é isso que desafiamos os nossos clientes a fazer.

Briefing | Já há novos projetos em mente?
DB | No âmbito da operação normal da empresa temos vários projetos a decorrer no Brasil, em Portugal e em Angola. O último trimestre costuma ser muito forte pelo que contamos ainda com muitas novidades até ao final do ano.
Em termos de expansão, estamos a estudar a inclusão de mais dois países no mundo Gema, um em África e outro na América do Sul. De qualquer forma, é importante destacar que temos como principal prioridade aumentar o nosso mercado nos destinos já consagrados.

Briefing | Como a empresa pensa inovar?
DB | No âmbito da criação de um laboratório de investigação em parceria com a UTAD (Universidade de Alto Douro e Trás-os-Montes), que acabámos de formalizar, estamos com projetos nas áreas de Mixed Reality e Jogos Contextuais.

Briefing | Quais os objetivos de negócio até ao final do ano?
DB | Temos como objetivo até ao final do ano, consolidar os mercados em que estamos presentes, com vendas que permitam atingir a faturação planeada. Para além disso, a consolidação do investimento da criação do laboratório de investigação com a UTAD é também uma prioridade em 2014/2015.

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quinta-feira, 04 setembro 2014 13:52

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