Entrevistas

Como a Bicafé quer conquistar a Ásia

Antonio GandraEgito é a aposta. Um reforço com o qual a empresa torrefatora de café nacional pretende "abrir portas" para os mercados do Médio Oriente, através da participação em certames alimentares internacionais. Já no mercado nacional, a estratégia da Bicafé passa pela inovação e pela acessibilidade do produto. A trabalhar no lançamento de novas gamas, e na entrada em novos mercados, diz o CEO, António Gandra, que 2015 será um ano prometedor.

quarta, 21 janeiro 2015 12:29
Como a Bicafé quer conquistar a Ásia

Briefing | A Bicafé anunciou o reforço da presença da marca no Egito. Qual o investimento e com que objetivos?

António Gandra | O Egito, com cerca de 86 milhões de habitantes e com tradição no consumo de café, afirma-se por si só como um país com potencial para se revelar um importante mercado de exportação. Associado a este facto, este é um país com forte influência em todo o Médio Oriente que, como sabemos, é um mercado apetecível para a Europa alimentar. Assim, ao reforçar a nossa presença no Egito, pretendemos "abrir portas" para outros mercados do Médio Oriente e perspetivar a nossa entrada nesses mercados.

Briefing | Qual a estratégia de internacionalização da marca? E quais os mercados prioritários?

AG | O departamento de I&D da Bicafé trabalha diariamente para que sejamos pioneiros no desenvolvimento de novos produtos e para que exista uma melhoria/ aperfeiçoamento contínuo das gamas existentes.

Nos últimos 3 anos, temos assistido na Europa, mercado maduro no consumo de café expresso, a uma deslocalização do consumo de café em grão e moído para o café em cápsula. Atenta ao mercado, a Bicafé foi capaz de antecipar esta tendência e desenvolver antecipadamente as suas gamas de cápsula, tornando-se pioneira no lançamento de cápsulas compatíveis com diversas marcas de máquinas do mercado.

Com um portefólio completo onde se incluem todas as soluções em café expresso, e marcando já presença em inúmeros países europeus, africanos e no mercado norte-americano, a Bicafé tem apostado no alargamento da sua ação aos países asiáticos (participação na FHC) e ao Médio Oriente, não descurando nunca os mercados onde já marca presença.

Briefing | O que representam esses mercados externos no volume de negócios/faturação?

AG | A Bicafé trabalha a passos largos para que o volume de negócios no mercado de exportação ultrapasse no curto prazo as vendas nacionais. Como já referido a Bicafé tem vindo a apostar na exportação dos seus produtos, e o peso das exportações será naturalmente maior ao longo do tempo.

Briefing | E no mercado nacional qual é o desempenho da Bicafé?

AG | O ano de 2014 tem sido excelente para a Bicafé no mercado nacional, onde não só temos apresentado resultados entusiasmantes no canal Horeca nacional, como temos crescido exponencialmente no retalho, onde marcamos presença nos mais importantes retalhistas e distribuidores alimentares nacionais com as nossas diferentes gamas de café em cápsula.

Briefing | Qual a estratégia para se diferenciar num mercado tão concorrencial como o do café?

AG | Num mercado tão concorrencial, a Bicafé aposta continuamente na inovação e na diferenciação pela qualidade ao melhor custo para o consumidor final.

A nível nacional, por exemplo, a Bicafé foi uma das primeiras marcas a lançar café em cápsula. Esta antecipação permitiu-nos diferenciarmo-nos dos produtos que foram surgindo entretanto, através do lançamento de novos lotes, alargando a possibilidade de escolha e permitindo a cada consumidor encontrar o lote que mais se adequa ao seu gosto e à sua personalidade. Por outro lado, a nossa constante aposta na qualidade e na acessibilidade do nosso produto, permitiu-nos ganhar quota e estabelecermo-nos definitivamente como uma das alternativas para o consumidor final.

No mercado Horeca, a Bicafé continua a marcar pontos ao manter e elevar a fasquia do nível de serviço prestado, onde se alia não só um produto de qualidade irrepreensível, com um serviço profissional de design de toda a publicidade e merchandising colocado no cliente, e 40 anos de história na seleção e torrefação dos melhores cafés do mundo.

Briefing | Uma das ferramentas de promoção a nível nacional tem sido a associação a eventos. Como são identificadas essas parcerias e qual o retorno?

AG | Os eventos são uma forma da Bicafé estar sempre próxima dos seus consumidores. A Bicafé sempre se associou aos mais diversos tipos de eventos, destacando-se obviamente os eventos de carácter social, eventos desportivos, congressos, palestras, etc. Recebemos centenas de solicitações mensalmente e vamos gerindo os eventos em que marcamos presença, tendo em consideração a agenda e o plano de marketing.

Briefing | A nível externo, uma das estratégias passou pela nomeação do treinador Manuel José como embaixador. Qual o retorno?

AG | O treinador Manuel José dada a sua portugalidade, notabilidade e carinho junto dos consumidores no Egito e Médio Oriente foi a nossa escolha óbvia para representar a Bicafé nesses mercados. Este é um investimento de ativação da marca, essencial para a penetração com sucesso num novo mercado, tendo o retorno sido extremamente positivo e catalisador da aceitação da nossa marca num mercado tão particular como o egípcio.

Briefing | É uma abordagem a repetir noutros mercados, nomeadamente em Portugal?

AG | A estratégia de comunicação usada para o mercado egípcio tem caraterísticas únicas que a diferem de outras realidades, como a nacional.

As especificidades de cada país e mercado exigem que a Bicafé tenha uma estratégia global, mas sempre com atuação local e adaptada à realidade, até porque a própria oferta de produtos poderá variar consoante o mercado.

Briefing | Como a marca perspetiva 2015? Há outros mercados no horizonte da Bicafé?

AG | Atualmente a Bicafé marca presença em mais de 20 países, seja com produtos marca Bicafé, seja com private label, e 2015 apresenta-se para nós como um ano extremamente prometedor.

Estamos a trabalhar no lançamento de novos produtos e na entrada em novos mercados. Continuaremos a apostar em certames alimentares internacionais, como a SIAL Paris, e temos já agendada para 2015 a participação em certames em Londres, Paris, NY, Dubai, São Paulo e Marrocos, estando também a equacionar a participação noutras feiras internacionais, de forma a darmos a conhecer os nossos produtos no maior número de mercados a nível mundial.

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