Entrevistas

A Carlota sabe como é importante um mindset vencedor

Carlota Ribeiro Ferreira, ceo da WIN WorldCarlota Ribeiro Ferreira não tem dúvidas de que um mindset vencedor é essencial para se ser bem-sucedido na vida e nos negócios. É isso que procura transmitir com as Happy Conferences, iniciativas da empresa que fundou, a WIn World, e que todos os anos trazem a Portugal oradores com pensamento positivo. Este ano, o neucientista Ian Robertson vem mostrar como o sucesso atrai sucesso.

terça-feira, 10 março 2015 12:00
A Carlota sabe como é importante um mindset vencedor

Briefing | Porquê a escolha do tema "winning mindset" para a edição de 2015 da Happy Conference?

Carlota Ribeiro Ferreira | Porquê um winning mindset? Porque representa exatamente o compromisso que devemos fazer para sermos bem-sucedidos. Nos negócios e na vida. É um compromisso que exige coragem mas, ao assumirmos que queremos ser bem-sucedidos, trabalharemos para fazer a diferença e seremos certamente mais felizes, pois tudo ganha uma nova dimensão e um novo significado.

O mais fascinante é que a capacidade de vencer não é uma competência inata mas algo que se pode trabalhar. E por isso 'Winning Mindset: High Achievers in Business and Life' é o tema da Happy Conference 2015 – uma conferência em que Ian Roberston, psicólogo doutorado em neurociências, orador de renome internacional e autor de diversos best-sellers, conduzirá uma intensa e impactante sessão de duas horas onde vai desconstruir o que está subjacente à capacidade de vencer e ao sucesso – as motivações, o foco, os comportamentos e as condicionantes neuro-químicas – e como cada um de nós pode efetivamente desenvolver uma atitude e uma capacidade de agir que conduza a uma série de vitórias a nível individual e coletivo.

Briefing | Qual a importância de promover uma cultura vencedora na vida e nos negócios?

CRF | Vencer na vida e nos negócios é ótimo. E como diz Jack Welch, não apenas bom – é ótimo. Porque quando as empresas vencem, as pessoas florescem, existem mais empregos e mais oportunidades. Há claramente mais estímulos, mais desafios e mais conquistas, tornando a vida profissional e pessoal mais estimulante.

E não tenhamos dúvidas: equipas com um mindset vencedor são determinantes para as empresas superarem desafios maiores e atingirem objetivos de negócio mais ambiciosos, de uma forma mais positiva e sustentável, e todos beneficiam. Daí a importância de promovermos uma cultura vencedora e de darmos às pessoas, o conhecimento, a consciência e as práticas que as podem levar a construir um caminho mais vencedor para si, para as suas equipas e para as suas empresas.

Briefing |Certamente que todas as marcas/empresas querem ser vencedoras. Mas nem todas o são. O que falta?

CRF | Muitas vezes o que falta é consciência do que somos ou representamos e também das possibilidades e opções que temos para vencer. Falta muitas vezes a capacidade de analisarmos os factos friamente. É importante sabermos se estamos a ser bem-sucedidos ou não, se o mercado precisa de nós e se estamos a ser capazes de surpreender e envolver os consumidores, se o caminho que estamos a fazer está a trazer bons resultados ou não. E, se não houver bons resultados, que pistas temos para mudar e melhorar, ou alternativamente, para focar noutro projeto ou direção.

Para uma marca ser vencedora tem de ter uma proposta de valor distinta e superior e que o consumidor reconheça como tal. E tem de ser rentável, ou seja, tem de ser um bom negócio do ponto de vista financeiro, pois só assim é sustentável. Hoje, mais do que nunca, é fundamental que os líderes tenham consciência desta dinâmica e que envolvam as suas equipas numa reflexão e monitorização permanente da sua capacidade de propor e criar valor. As empresas têm de fazer análises ao seu desempenho e ao das suas marcas com alguma frieza, e com base nos dados reais, desenhar uma estratégia vencedora, que muitas vezes poderá assentar em novos paradigmas, mas se não analisarmos o nosso caminho de forma objetiva, é impossível criarmos novos caminhos, mais vencedores, digamos. E isto aplica-se às marcas, às empresas, e claro, a nós próprios.

Briefing |O que tem levado à escolha dos sucessivos oradores? De que modo se enquadram no espírito da Happy Conference?

CRF | A Happy Conference foi criada em 2009 com o propósito de inspirar e promover a felicidade, a produtividade e o crescimento positivo e sustentável nas organizações.

Psicologia positiva, criatividade, inovação, confiança, produtividade, empowerment e liderança com magia são algumas das dimensões trabalhadas na Happy Conference ao longo do tempo e que têm juntado mais de 800 pessoas em cada edição - líderes, empresários, gestores, psicólogos, consultores, bem como todos aqueles que estão comprometidos em garantir e promover culturas e ambientes de felicidade e bem-estar nas suas empresas e equipas, assim como uma atividade com significado e propósito – com vista a alcançar novos patamares de crescimento.

Procuramos sempre temas de grande relevo e oportunidade no contexto e oradores que consigam envolver de forma entusiasmante as audiências corporativas pois a missão da Happy Conference é de facto trabalhar as várias dimensões da felicidade do ponto de vista das lideranças e das culturas organizacionais.

Briefing | Que balanço faz das edições anteriores? Que feedback tem tido?

CRF | Muito positivo. E estamos felizes pois crescemos todos os anos com a experiência e o feedback. Este ano é particularmente especial pois demos um novo passo e fizemos evoluir a Happy Conference para uma Happy Corporations Society – uma sociedade de conhecimento e networking, que trabalha com as empresas na dinamização de culturas cada vez mais vencedoras capazes de gerar mais e melhores resultados numa senda de crescimento positivo e sustentado. A Happy Conference é naturalmente a iniciativa mais emblemática e agregadora desta sociedade de conhecimento e networking mas um conjunto de outros conteúdos e eventos ao longo do ano – como sejam workshops vários dentro das empresas, livros, newsletters, entre outros – permitem-nos trabalhar tudo de forma mais completa, profunda e integrada com cada uma das empresas.

Para ter um exemplo, uma empresa membro da Happy Corporations Society tem um conjunto de participantes na Happy Conference com Ian Robertson sobre winning mindset; umas semanas mais tarde, terá um workshop interno exclusivo com um formador especializado e onde se trabalhará de forma mais objetiva o winning mindset na empresa; no final da primavera, um trekking exclusivo que funciona como um outro teambuilding capaz de voltar a juntar o grupo numa reflexão sobre a felicidade e bem-estar na vida e na empresa; no final do ano, os participantes recebem um conjunto de livros relacionados com a temática e ao longo de todos os meses uma newsletter que traz artigos de referência, case-studies e outras notícias de impacto relacionadas com a importância de termos culturas felizes e vencedoras nas empresas e o impacto que estas têm nas vidas das pessoas e nos resultados. E depois, temos ainda uma série de outros workshops disponíveis como Happy Workplace, o Happy & Healthy e o Happy & Confident, e as empresas membro têm descontos especiais nos mesmos. Ou seja, evoluímos, instituímos novos paradigmas e modelos que permitem uma transposição e consolidação de conhecimentos e práticas de forma mais efetiva à realidade e aos objetivos de cada empresa, e também de forma mais continuada ao longo de todo o ano. Acreditamos que são ações de formação e inspiração de enorme interesse, aliadas a oportunidades de presença e ativação de marca junto a audiências corporativas qualificadas.

A recetividade tem sido ótima e nós estamos muito felizes com esta evolução.

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terça-feira, 10 março 2015 12:32

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