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A marca Lidl privilegia a simplicidade e eficiência, diz a Vanessa

A marca Lidl privilegia a simplicidade e eficiência, diz a VanessaCom um novo posicionamento "Mais para Si", o Lidl está cada vez mais  focado no cliente e nas suas necessidades. Quem o diz é Vanessa  Romeu, diretora de comunicação e relações públicas do Lidl Portugal, no mês em que arrancam as comemorações dos 20 anos do Lidl.

quinta-feira, 12 março 2015 12:50
A marca Lidl privilegia a simplicidade e eficiência, diz a Vanessa

Briefing | Estando o Lidl a comemorar o 20º aniversário, que balanço faz do último ano da marca em Portugal?

Vanessa Romeu | O último ano foi um ano de consolidação. Consolidação essa que se iniciou em 2013, do ponto de vista da comunicação, quando o Lidl adotou uma nova frase que foi o "Mais para Si" e começou a comunicar mais em televisão. Esse momento foi quase um momento de viragem e nós, a partir daí, desenvolvemos um conjunto de ações. Desde o "See you in Lisbon", que foi uma campanha de moda que marcou vários países onde o Lidl está integrado, passando pela campanha dos Stikeez, por exemplo, que é um programa de fidelização e é também uma abordagem diferente para a marca. E depois, o desenvolvimento de projetos de responsabilidade social muito fortes, como foi o caso do Movimento Mais para Todos. Acho que 2014 foi um ano de consolidação e demonstrou que de facto conseguimos e estamos a trabalhar para cumprir cada vez mais a nossa promessa do "Mais para Si", para os nossos clientes.

Briefing | Nestes 20 anos, quais foram as principais alterações da marca na abordagem ao mercado português?

VR | O Lidl entrou no mercado português em 1995, portanto é natural que aquilo que era importante e relevante há 20 anos se tenha alterado. O que o Lidl fez foi procurar adaptar-se ao mercado onde estava inserido e adaptar a sua oferta para satisfazer as necessidades dos seus clientes. Exemplo disso foi o facto de nós integrarmos carne fresca embalada na nossa seleção de produtos e essa carne ser 100 por cento nacional. Há aqui um grande cuidado em promover aquilo que é produzido em Portugal e aquilo que se enquadra no gosto dos portugueses.

Briefing | E que novidades tem a marca Lidl a nível de comunicação?

VR | Aquilo que vamos apresentar é uma grande novidade. O Lidl instalou-se em Portugal em 1995 e nós decidimos que íamos arrancar em março com as nossas comemorações de aniversário. É algo que se vai prolongar no tempo, portanto contrariamente à abordagem mais clássica de celebração de aniversários, nós vamos comemorar ao longo do ano inteiro. Vamos ter um conjunto de iniciativas muito orientadas para o cliente, pensadas numa ótica de digital media, e usar as nossas redes sociais, onde somos muito fortes. Aliás os posts de Facebook do Lidl acabam por ser os posts com mais gostos e interações do mercado inteiro, portanto demonstra que há aqui uma forte aposta nesta área. As comemorações dos 20 anos vão ter várias vertentes, sendo que estas serão divulgadas oportunamente. Como temos um ano inteiro de comunicação, não podemos divulgar tudo, porque senão vamos "entregar o ouro ao bandido".

Briefing | Quais são os objetivos de negócio do Lidl para 2015, em termos de investimento no mercado português?

VR | O nosso ano fiscal é diferente do ano de calendário. Nós estamos a entrar no ano fiscal, estamos ainda a alinhar esses números e, portanto, não os temos para divulgar. Quando os tivermos, vamos certamente partilhar aquilo que pretendemos fazer. O que eu posso dizer é, quase em jeito de balanço, que desde que o Lidl entrou em Portugal, há quase 20 anos, foram mais de mil milhões de euros de investimento. Temos tido um papel importante. Atualmente somos um dos maiores empregadores alemães em Portugal, temos mais de 4500 colaboradores e estamos muito conscientes da nossa responsabilidade perante a sociedade. E de certeza que vamos continuar a fazê-lo.

Briefing | Como surgiu a estratégia de remodelação das lojas, que se tem vindo a verificar, por exemplo, na padaria com o sistema de self-service?

VR | Nós estamos sempre à procura de formas de inovar, de simplificar e de otimizar. A marca Lidl é uma marca que privilegia muito a simplicidade e a eficiência. Aquilo que nós procuramos com todas as abordagens é melhorá-las. Do ponto de vista, por exemplo, do pão, muitas vezes, se o pão está pré-embalado, podemos não gastar o pão todo. Até do ponto de vista de desperdício alimentar, acaba por ser uma abordagem mais interessante, porque permite à pessoa levar para casa a quantidade que quer. E o tipo de pão. Uns gostam do pão mais tostadinho, outros gostam do pão um bocadinho mais cru e esta personalização faz parte da nossa estratégia de proximidade. Nós queremos que os consumidores também vejam o Lidl como uma opção viável, uma alternativa muito real para ser o seu supermercado de eleição, sem necessidade de recorrerem a outras superfícies.

Briefing | E quanto ao reposicionamento no mercado? Como é que o Lidl está a deixar de ser um grossista?

VR | O Lidl entrou no mercado como um hard discount. A palavra "hard" era aqui a palavra-chave. Era tudo em paletes, pouca aparente preocupação com a estética. Havia muito foco na otimização dos processos. Hard discount significa também ter poucas categorias e ter exclusivamente marca própria. O que é que se passa hoje? Hoje em dia temos praticamente todas as categorias relevantes para o mercado, motivo pelo qual as pessoas podem fazer as suas compras para a semana ou para o mês, assegurando que não falta nada para a família indo ao Lidl o que, nos primórdios, não era verdade. E passa a incluir marcas de fabricante também. Nós conseguimos ter uma oferta abrangente. Temos normalmente o líder de mercado, uma ou duas referências. Aquilo que efetivamente vende mais, como oferta para os nossos clientes. E isso é muito diferente daquilo que foi o Lidl. Mas há uma premissa que se mantém que é a questão da qualidade ao melhor preço, que está associada ao hard discount. Somos discount, mas o próprio mercado mudou e agora as pessoas são muito mais smart shoppers. Vamos fazer compras com inteligência, comparando preços e produtos.

Briefing | Estão a planear a abertura de novas lojas?

VR | Ainda no mês de março vamos passar a ter 240 lojas. Vamos abrir uma loja no norte, em Matosinhos, no final do mês. Estamos ainda a estudar se vamos poder abrir mais.

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quinta-feira, 12 março 2015 13:26

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