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Como a Paleta de Ideias cresceu 30% em 2014? O Abel explica

Abel Rocha, diretor geral Paleta de IdeiasA Paleta de Ideias acaba de comemorar o 20º aniversário. E fá-lo com um "balanço muito positivo". A prova são os números: 30% de crescimento do volume de negócios, em 2014. É o resultado da aposta em áreas como o desenvolvimento web, o multimédia e o audiovisual, como diz Abel Rocha, diretor geral da empresa, que explica ao Briefing como a agência criativa enfrenta a competitividade do setor.

quarta-feira, 20 maio 2015 11:55
Como a Paleta de Ideias cresceu 30% em 2014? O Abel explica

Briefing| A Paleta de Ideias está a comemorar 20 anos. Qual o balanço?

Abel Rocha | Com a chegada do número redondo, e tudo aquilo que ele representa, não podíamos estar mais satisfeitos com o que conseguimos alcançar. Como agência criativa consolidada e uma carteira de clientes em constante expansão que nos proporcionam abraçar projetos cada vez mais ambiciosos e um volume de negócios crescente, é com orgulho que dizemos "sem dúvida, um balanço muito positivo"! Esse resultado apenas é possível porque tratamos todos os nossos clientes como parceiros de negócio, primando pela satisfação das suas espectativas e dando aos mesmos, mais do que aquilo que ambicionam, aquilo de que realmente precisam, com uma oferta muito abrangente e qualificada.

Briefing| E há grandes diferenças no panorama criativo nacional desde há 20 anos?

AR | O panorama criativo nacional de há 20 anos sofreu uma metamorfose, sem dúvida. Se por um lado existe uma maior valorização das áreas ligadas à comunicação e imagem originada pela concorrência interempresarial e verificando-se consequentemente uma grande procura deste tipo de serviços, tanto no mercado nacional como internacional, por outro lado o surgimento de um "boom" de agências com um leque de serviços muito semelhantes não trouxe consigo um reforço da qualidade dos serviços prestados por todos. Em muitos casos a tendência real não é uma evolução proporcionada pela procura de aumento de qualidade e exigência, é o aparecimento e desaparecimento constante de agências, sendo que uma grande fatia das sobreviventes presta serviços de fraca ou medíocre qualidade, levando ao inevitável lugar-comum de que maior número nem sempre significa maior qualidade.
Apesar de todos os "contras", acreditamos que esta fraqueza atual do setor serve também como uma "força" para determinadas agências (como a Paleta de Ideias), uma vez que têm a possibilidade de se destacarem ao mostrarem a sua competência e credibilidade contínua no mercado.

Briefing| Como a Paleta de Ideias se afirma num mercado disputado por agências de grande dimensão e com suporte de uma rede internacional?

AR | Na verdade, trabalhamos apenas com empresas de "middle market" (com uma ou outra exceção). Embora a qualidade de trabalho que endereçamos ombreie com qualquer agência dita "de grande dimensão".

Briefing | O que ganhou a agência com a integração no Grupo Primavera?

AR | A integração surgiu, em 2001, no âmbito de um convite da Primavera - fruto da confiança mútua que se foi estabelecendo e reforçando desde o primeiro dia em que a Paleta de Ideias ganhou a conta da Primavera Software – que nos possibilitou o acesso à sua extensa rede de revendedores, os quais se tornaram (muitos deles até aos dias de hoje) nossos clientes. Contudo, a integração também trouxe benefícios ao grupo. Passou desta forma a conseguir articular a comunicação dos seus parceiros de forma integrada, o que permitiu potenciar a comunicação da marca Primavera.
Entretanto, em finais de 2013, por mútuo acordo, saímos do grupo. Esta decisão foi resultado de um longo e maturado processo, de ambas as partes, em ano de decisões de índole mais estruturante por parte da Paleta de Ideias e da própria Primavera.

Briefing | Em 2007, adquiriram a Sensoria. Porquê a aposta numa empresa de webdesign e tecnologias da internet?

AR | Cada passo dado pela Paleta de Ideias tem um propósito estratégico e foi neste sentido que surgiu a aquisição da Sensoria. De olhos postos no futuro, em 2007, compreendemos a necessidade de apostar numa empresa de webdesign e programação web com o objetivo de não só alargar os nossos serviços e consequente mercado de ação como o de termos capacidade de endereçar junto dos nossos clientes uma qualidade de resposta às novas exigências que estavam a surgir com a intensificação e ampliação do mundo digital.

Briefing | Como tem a Paleta de Ideias enfrentado os últimos anos de contração no que toca ao investimento publicitário? Há sinais de mudança?

AR | Desde 2007, 2008 que a Paleta de Ideias teve a visão de ampliar e especializar a sua gama de serviços de forma a precaver-se no caso de surgirem futuros episódios de contração, podendo assim compensar o abrandamento da procura de uma determinada área de serviço (como por exemplo do design gráfico, onde eramos já na altura, reconhecidos) através da aposta em outras áreas que se impunham, como o desenvolvimento web, o multimédia e o audiovisual em geral. E a consequência desta medida estratégica é hoje visível: nos últimos anos evidenciamos um crescimento progressivo, o que nos coloca em contraciclo (felizmente) em relação à situação global do mercado em que atuamos.

Briefing | Como foi o ano 2014?

AR | Foi o melhor ano de sempre para a Paleta de Ideias! Crescemos como nunca; os valores falam por si... 30% de crescimento do volume de negócios.

Briefing | Que perspetivas para 2015? Está prevista a expansão para outros mercados?

AR | Estamos muito entusiasmados e motivados em continuar a elevar o valor da agência, reforçando a nossa oferta em Portugal e junto do mercado internacional europeu. Este ano iniciaremos um novo ciclo e não faltarão novidades, as quais serão reveladas muito brevemente...
Atualmente estamos a trabalhar em diversos projetos com clientes de valor. Dos vários desafios que temos em mãos um que se destaca como pioneiro no panorama global, porém para já não podemos avançar grandes pormenores relativamente ao mesmo.
No que diz respeito à expansão para outros mercados, não temos a pretensão de estarmos presentes fisicamente num futuro próximo. Por outro lado, trabalhamos cada vez mais para o mercado internacional, em grande parte o mercado lusófono, mas também no continente europeu, e que tem representado um crescente aumento do nosso volume de negócios nesta vertente, tanto no mercado intracomunitário, como fora dele.

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