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Tratar as marcas como seres sociais? O João explica

Tratar as marcas como seres sociais? O João explica Trabalhou no Brasil e voltou a Portugal para um período sabático. Mas o "bichinho" da criatividade não deu descanso, e com um mercado mais ávido decidiu, com quatro sócios, criar a Social Animals. Uma agência cujo foco está nas redes sociais, isto porque é onde as pessoas interagem como verdadeiros animais sociais. Quem o diz é João Pedro Batista, diretor criativo da agência que quer mostrar às marcas portuguesas como esta ferramenta pode gerar muito negócio.

quarta-feira, 23 setembro 2015 12:24
Tratar as marcas como seres sociais? O João explica
Briefing | São portugueses, trabalharam no Brasil e voltaram a Portugal para criar a Social Animals. O que motivou esta aposta?

João Pedro Batista | Esta aposta aconteceu de uma forma nada premeditada. Eu e a Filipa (Sócia e Diretora de Estratégia) tínhamos regressado de São Paulo para passar um período sabático de três meses em Portugal. A questão é que quem é da área nunca está verdadeiramente desligado e foi inevitável começarmos a olhar para o lado e ver que havia tanto por fazer no mercado português. Posto isto, rapidamente percebemos que podíamos fazer a diferença e daí ao nascimento da Social Animals.

Briefing | Mas porquê "Social Animals"? E o que representa a suricata enquanto símbolo da agência?

JPB | O nome da agência partiu do facto de acreditarmos que é nas redes sociais que hoje interagimos como verdadeiros animais sociais. No fundo, as redes sociais são o nosso habitat natural, pois é lá que nos sentimos mais confortáveis para expor as nossas opiniões. A Suricata foi uma escolha óbvia, pois além de ser um dos animais mais divertidos do mundo animal, é super atenta e extramente complexa nas suas relações sociais - tudo o que nós também somos.

Briefing | Como a experiência e o know-how adquiridos no Brasil podem alavancar o negócio da agência?

JPB | No Brasil, eu, a Filipa (Sócia e Diretora de Estratégia) e o Gustavo (Sócio e Diretor de Media e BI) que é brasileiro-argentino, trabalhámos marcas como Spotify, PepsiCo, Johnnie Walker, Intel, L'Oréal, P&G, entre outras. Isso deu-nos o know-how e a experiência para perceber que estas estratégias, além de awareness podem gerar leads! O nosso grande desafio é explicar às marcas portuguesas que as redes sociais são uma ferramenta que pode trazer muito negócio e que nós sabemos como fazê-lo.

Briefing | Quais as diferenças na comunicação destes dois mercados?

JPB | As diferenças são radicais... Não vou comparar orçamentos por questões óbvias, muito menos falar de aspectos criativos e estratégicos, pois a realidade económica e cultural é completamente diferente. No Brasil, as marcas já olham há alguns anos para o Facebook como uma das maiores plataformas de media do mundo e sabem que têm que ter uma presença efetiva nesta rede. Em Portugal ainda se está no Facebook apenas por estar. É curioso ver que há marcas que não tiram qualquer proveito comercial desta rede, estando aparentemente felizes com isso.

Briefing | A Social Animals apresenta-se com uma agência de social media. Porque deve uma marca optar por uma estratégia nas redes sociais?

JPB | Depois de uma crise – eu considero que a crise já terminou - as marcas devem repensar nos investimentos. Hoje em dia, o Social Media é o meio mais assertivo para comunicar, pois as ferramentas de segmentação são tão exatas que conseguimos definir clusters e micro-clusters. Embora o CPC (Cost Per Click) seja mais alto que o da TV, conseguimos chegar exatamente a quem queremos, não havendo desperdício de dinheiro numa campanha de leads. No fundo, as redes sociais permitem fazer uma segmentação tão próxima quanto a do Marketing Direto. Daí no Brasil muitas agências deste segmento estarem a converter-se para agências de Social Media.

Briefing | Quanto às redes sociais, qual o canal mais eficaz e capaz de gerar maior retorno às marcas?

JPB | O Facebook é sem dúvida a rede mais bem preparada para investimentos. As ferramentas de segmentação são incríveis e a sua implementação não para de crescer em Portugal. Uma das mais subestimadas é o Linkedin, que tem um potencial brutal para gerar leads no segmento profissional.

Briefing | A Social Animals tem apostado no desenvolvimento de campanhas recorrendo a hashtags. Como se explica a adesão dos consumidores a movimentos como o #VoaNelson?

JPB | As hashtags representam hoje o que os slogans representavam em outros tempos. O caso do #VoaNelson ilustra isso na perfeição, pois nasceu no Social e em pouco tempo estava na boca de milhares de portugueses, incluindo os meios de comunicação social. A adesão é simples de explicar - trata-se de uma história real e inspiradora e, as redes sociais são isso mesmo. Logo é fácil de criar um sentimento de pertença ao movimento.

Briefing | Que marcas que já experienciaram o trabalho da Social Animals?

JPB | Temos neste momento trabalhos em curso para algumas das principais marcas presentes em Portugal e alguns já concluídos nestes poucos meses que iniciámos a nossa atividade. Temos trabalhado setores diversos desde personalidades, marcas de grande consumo e até mesmo um site de apostas tanto em Portugal quanto no Brasil, onde além de uma campanha para o mercado brasileiro conseguimos criar o meme mais falado da final do campeonato. Por enquanto, não podemos ainda revelar o nome dessas marcas.

Briefing | Depois do Brasil e Portugal, há novos mercados no horizonte da agência?

JPB | Esses são os dois mercados prioritários, sendo que a nossa maior aposta vai para o mercado português. No entanto, não descuramos a hipótese de apostar em outros mercados, pois as redes sociais dão-nos essa liberdade e facilidade de trabalhar em qualquer ponto do mundo, mas primeiro, queremos afirmar e consolidar a nossa presença no mercado nacional.

Tratar as marcas como seres sociais? O João explica

Equipa Social Animals: (da esquerda para a direita) Gustavo Gonzalez - Diretor de Media e BI, João Pedro Batista - Diretor Criativo, Filipa Maurício - Diretora de Estratégia, Gonçalo Cardoso - Diretor de Contas, José Quintela - CEO.

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quarta-feira, 23 setembro 2015 16:07

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