Entrevistas

A Little Buddha aterrou em Portugal. E a Ana explica porquê

A Little Buddha aterrou em Portugal. E a Ana explica porquêPresente em Espanha, no Reino Unido e em França, a Little Buddha escolheu Portugal para reforçar a presença na Península Ibérica. A proximidade, a existência de empresas que apostam na inovação e a oportunidade de aproximar a agência de países como o Brasil e Angola são fatores que, segundo a project director Ana Higuera, fazem deste um mercado estratégico para a agência de brand design.

quarta-feira, 02 dezembro 2015 12:40
A Little Buddha aterrou em Portugal. E a Ana explica porquê

Briefing | A Little Buddha acaba de chegar a Portugal. O que motivou esta aposta?

Ana Higuera | Com a entrada no mercado português, pretendemos reforçar a nossa presença na Península Ibérica. Para além da proximidade, foram decisivos fatores como a existência, em Portugal, de grandes empresas que apostam na inovação - sobretudo no setor alimentar e dos vinhos -, e também uma excelente oportunidade de nos aproximarmos de países de língua portuguesa como o Brasil e Angola.

Briefing | E porquê o Porto?

AH | A nossa estratégia passa por estabelecer relações duradouras com médias e grandes empresas que apostem no marketing e no consumidor. A região do norte, concretamente o Grande Porto, concentra importantes grupos económicos do país em diferentes setores (laticínios, bebidas, distribuição, vinhos e setor alimentar, em geral). É importante frisar que estamos a operar a partir do Porto mas o nosso objetivo é abranger o território nacional.

Briefing | Qual o investimento e quais os objetivos?

AH | Estamos certos de que a entrada da Litttle Buddha no mercado português contribuirá para o crescimento da empresa, que em 2014 faturou 1,3 milhões de euros. Em 2015, a previsão é a de um crescimento sustentável de 15%, dos quais 4% em Portugal. A proximidade com o cliente português, a aproximação de países como Brasil e Angola e a dinamização do nosso portfólio de clientes e setores são os objetivos prioritários.

Briefing | O que a Little Buddha traz de inovador para as marcas no mercado português?

AH | Primeiro, a multiculturalidade de uma equipa de mais de 30 profissionais oriunda de mais de 10 países: as empresas podem contar com o talento, a experiência e a visão única de profissionais provenientes de distintos mercados, destilando esta visão do mundo nas soluções que apresentam; Depois, falamos a mesma língua das equipas de marketing - o facto de termos na nossa equipa profissionais de marketing que transitaram de empresas de grande consumo (eu própria trabalhei como brand manager de uma empresa cliente da Little Buddha), permite-nos apresentar soluções focadas no consumo e entender/desafiar o briefing do cliente. É uma mais-valia que nos aproxima do cliente e facilita o trabalho das equipas criativas e de design; Por último, a experiência multisetor e multicategoria: Trazemos uma visão 360º para as empresas portuguesas pois trabalhamos com diferentes setores como alimentação, bebidas, higiene, cosmética, produtos de limpeza e alimentos para animais de estimação, entre outros. Por exemplo, no setor do vinho, temos trabalhado para muitas marcas espanholas, conhecemos muito bem o setor e as suas dinâmicas. Acreditamos que podemos contribuir com estratégias diferenciadoras para assegurar a presença e a liderança de empresas do setor vinícola que estejam interessadas em "dar uma nova vida" às suas marcas.

Briefing | Como a Little Buddha se distingue das demais agências?

AH | A nossa vantagem competitiva apoia-se em quatro fatores de diferenciação: A equipa: uma excelente combinação de profissionais com vasta experiência em marketing de grande consumo, com uma visão estratégica e de negócio; criativos e gestores de conta com larga experiência em agências multinacionais. Isto permite-nos apresentar soluções a questões de marketing focadas no consumidor; A versatilidade: atuamos em diferentes categorias e sectores, o que nos permite enriquecer os nossos projetos. A estratégia: fornecemos propostas relevantes para o consumidor, atendendo às suas necessidades atuais e potenciais. Tentamos melhorar ainda mais a proposta de valor a partir de uma perspetiva de marketing e uma abordagem do consumidor; E, a alta taxa de fidelização dos clientes, tanto nacionais como internacionais.

Briefing | Presente em Espanha, Reino Unido e França, qual o mercado com mais peso no negócio da agência?

AH | Espanha é o nosso core business contudo, em pouco anos temos desenvolvido projetos para os EUA, o Canadá, e vários países em África, Rússia, Alemanha, França e inclusive, Portugal. Marcas como Henkel ou Ultima (de Affinity) fazem parte dos nossos clientes.

Briefing | Quais os próximos mercados no horizonte da Little Buddha?

AH | Durante o próximo ano o nosso foco está nos mercados atuais da agência. Em breve anunciaremos algumas novidades que nos permitirão dinamizar mais o mercado espanhol e capturar novos clientes nos mercados mais recentes como Portugal e França.

Briefing | Que perspetivas para 2016?

AH | Entramos numa nova etapa: lançámos uma nova identidade corporativa; uma nova plataforma web (mais atrativa, mais completa), vamos lançar um novo formato de newsletter mais completo, um blog e teremos uma presença renovada nas redes sociais. Estamos a iniciar projetos importantes de identidade corporativa e packaging em Espanha, sempre com um pé em Portugal, França e Reino Unido. E como parte fundamental do nosso ADN, continuaremos a apostar no talento, que acreditamos ser essencial para marcar a diferença no mercado.

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