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A PALADIN quer incomodar as multinacionais do mercado dos temperos

 A PALADIN quer incomodar as multinacionais do mercado dos temperosÉ uma marca portuguesa, orgulhosa nas raízes na Golegã, mas quer afirmar-se como uma marca global. Já está em 23 países e tem a ambição de incomodar as multinacionais do sector dos temperos. A inovação é um dos trunfos desta estratégia, afiança João Pilão, o responsável pela internacionalização da PALADIN.

quarta, 16 dezembro 2015 13:37
A PALADIN quer incomodar as multinacionais do mercado dos temperos

Briefing |O que levou a Mendes Gonçalves a comprar a PALADIN?

João Pilão | A Mendes Gonçalves comprou a PALADIN, conhecida pelo seu mostardeiro clássico, para poder servir a estratégia da empresa a dois níveis: uma, diretamente ligada com a internacionalização que pretendíamos imprimir ao negócio e, outra, porque era necessária uma marca para enquadrar a gama de produtos que estávamos a desenvolver e que se mostravam com elevado potencial para competirem com as grandes multinacionais. Contudo, para que isso acontecesse, foi preciso criar um novo ADN da marca, capaz de nos transportar para esse patamar mais alto. E foi assim que em 2013 começou a nova história da PALADIN. Com uma nova imagem, uma nova atitude, novos produtos e alguns com características inovadoras para a classe e para as respetivas gamas, novo packaging, uma nova atitude e um novo posicionamento: Tudo isto sintetizado no conceito TEMPEROS DE PORTUGAL, com o qual queríamos também apoiar a estratégia de internacionalização e tornar a PALADIN uma marca global orgulhosa da sua origem e, ao mesmo tempo, capaz de levar consigo os temperos e os sabores Portugueses a todo o mundo.

Briefing | Que investimento está subjacente ao projeto?

JP | O investimento global já ultrapassou os 4 milhões de euros. Este investimento inclui, além do rebranding e da nova estratégia para alargamento do território da marca, abrangendo todo o universo de temperos em Portugal e no resto do mundo, uma forte componente em Investigação e Desenvolvimento, que dotaram a empresa com o know how e a tecnologia necessárias para colocar a PALADIN ao nível do melhor que se faz no mundo. Esta capacidade de inovação da marca PALADIN está hoje bem patente na gama de produtos e de packaging com que se apresenta nos diferentes mercados internacionais em que está presente.

Briefing | O que traz de inovador ao mercado dos temperos?

JP | A PALADIN apresenta uma gama ampla e variada de temperos diferenciados feitos a partir de matérias-primas de excelência, mais de 85% de origem nacional, que respondem às aspirações dos consumidores e que consagram o orgulho na portugalidade. Esta atitude permite-nos ditar as tendências ao nível dos novos temperos e, também, na forma como as pessoas os utilizam no seu dia-a-dia.

Temos vários exemplos disso mesmo. Um dos mais recentes lançamentos, o "Ketchup à Portuguesa", é feito a partir do tomate nacional, do Ribatejo, um dos melhores do mundo. Mas temos outros exemplos: os vinagres com polpas de frutas, os piri-piri Sacana, que já ganharam várias distinções em feiras internacionais, as emulsões com sabores bem típicos de Portugal como o coentro e alhos, a mostarda com mel, entre muitos outros.

Briefing | E qual a ambição? Como competir com as multinacionais do setor?

JP | A PALADIN tem a ambição de vir a incomodar as grandes multinacionais que dominam o mercado. Este é um segmento altamente dinâmico em que é imperativo inovar permanentemente, quer por uma questão de sustentabilidade do negócio, mas também para sermos relevante para o consumidor. Prova disto mesmo é o "Ketchup à Portuguesa", o qual foi distinguido como produto inovador, entre milhares de outros e o único português, naqueles que podem ser considerados os "óscares" dos produtos alimentares (o Top Innovations do Taste 2015 da ANUGA, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo).

Briefing |Qual o desempenho dos mercados da exportação? Estão novos mercados no horizonte?

JP | A PALADIN está a afirmar-se como uma marca global e não como uma marca de exportação. Não nos limitamos a vender contentores para o mundo, a nossa estratégia é fazer da PALADIN uma marca relevante junto dos consumidores de cada país. Esse facto está a produzir importantes resultados porque pensamos em cada mercado de acordo com a sua especificidade. E, por isso, temos tido performances muito interessantes. Por exemplo, estamos a crescer a um excelente ritmo em Marrocos e na Argélia, já estamos em países como a Líbia, Jordânia, Arábia Saudita ou Israel. Estamos a entrar na Nigéria e no Senegal. Ao todo, são já 23 países onde a PALADIN lançou mais de 300 referências.

Briefing | A ideia é só exportar ou produzir localmente?

JP | A PALADIN é uma marca global mas Portugal será sempre o coração da operação. Abrimos recentemente uma fábrica em Angola, para estarmos mais próximos de um dos nossos maiores mercados e ponderamos fazê-lo noutras geografias quando as vicissitudes do mercado o exigirem. De resto, trabalhamos numa relação muito estreita com os nossos parceiros locais para podermos fazer as adaptações necessárias a cada mercado.

Briefing | Qual a estratégia para dar a conhecer a marca?

JP | Temos apostado em dar a conhecer a marca através de campanhas que demonstrem o arrojo da marca e que evidenciem a sua atitude e a sua portugalidade. Exemplo disso é a campanha "Faz como o Joaquim. Solta a língua com Paladin", que cruza o digital com a televisão. Em Portugal, o investimento tem sido maioritariamente em televisão e nos mercados internacionais temos uma forte aposta, sobretudo, no ponto de venda.

Briefing | Quais os resultados previstos para 2015 e as metas para 2016?

JP | A PALADIN tem vindo a crescer a um bom ritmo, acima dos 50% ao ano, e pretende em cinco anos triplicar as vendas.

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segunda, 21 dezembro 2015 13:23

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