Entrevistas

Novos desafios na comunicação? Flexibilidade é a aposta da Global Press

Novos desafios na comunicação? Flexibilidade é a resposta da Global PressHá 15 anos no mercado, a Global Press afirma que o sector da comunicação tem agora um desafio cada vez maior - as novas tecnologias e a evolução do digital imprimem um ritmo muito mais intenso e uma capacidade de resposta mais rápida. Flexibilidade é aposta da agência para fazer face a estas novas exigências, como demonstra o co- fundador, proprietário e CEO da Global Pres, Rui Elias.

segunda-feira, 21 dezembro 2015 13:11
Novos desafios na comunicação? Flexibilidade é a aposta da Global Press

Briefing | A Global Press está no mercado há 15 anos. Como evoluiu o sector da comunicação em Portugal?

Rui Elias | Evoluiu de forma positiva no sentido em que existe uma maior consciencialização por parte das entidades e marcas sobre a importância da comunicação e uma maior sensibilidade para o valor acrescentado que a comunicação pode trazer (em termos de imagem, de construção de reputação, de proximidade com os seus diferentes públicos-alvo, etc.). Por outro lado, a comunicação representa um desafio cada vez maior; as novas tecnologias e a evolução do mercado digital imprimem um ritmo de comunicação muito mais intenso e uma capacidade de resposta mais rápida. Tudo isto se traduz num novo paradigma da comunicação que hoje em dia é mais próxima, mais personalizada, mais rápida, mas também mais exigente, mais intensa e mais exposta.

Briefing | Qual a importância da comunicação na estratégia de uma marca?

RE | Tem uma importância absolutamente vital. Todos nós comunicamos a qualquer momento e das formas mais diversas (pelo que falamos, pelo que escrevemos, pela forma como olhamos, pelos posts, comentários e fotos que colocamos nas redes sociais, pela linguagem corporal ou pela forma como nos vestimos); o mesmo se passa com as marcas em relação à sua audiência e é absolutamente vital que seja a marca a controlar a forma como essa comunicação é idealizada, concebida e posta em prática. A comunicação pode revestir-se de muitas formas, desde as mais exuberantes às mais discretas, mas é essencial que seja a própria marca a controlar forma como se quer apresentar, como quer ser percecionada e como quer ser posicionada. Mesmo que a estratégia da marca seja o de ser percecionada como uma marca discreta, low profile, ela tem de definir uma comunicação que transmita esse posicionamento; o (aparente) silêncio pode ser também uma forma de comunicação. O que a marca transmite para o exterior irá transmitir e reforçar a sua identidade, a sua essência; será essa comunicação, seja ela mais exuberante e marcante ou mais discreta que irá criar um espaço próprio para que possa atingir os seus objetivos.

Briefing | Quais as plataformas privilegiadas para comunicar uma marca? Qual a mais eficaz?

RE | Depende da marca e dos seus objetivos; não existem fórmulas fechadas nem receitas mágicas. Cada marca terá de encontrar a plataforma, a ferramenta, o tom ideias para comunicar de acordo com a sua meta final e com a sua identidade. O que resulta para uma marca não tem que resultar necessariamente para outra; o que resulta para uma marca em determinado momento não resulta obrigatoriamente numa ocasião futura; o consumidor e os mercados sofrem alterações constantes e as agências de comunicação têm de acompanhar (e por vezes ditar) essas mudanças e adaptar a comunicação e as suas ferramentas constantemente, de forma criativa e assertiva. Este é um dos desafios que torna a comunicação tão aliciante.

Briefing | Mas o que a Global Press oferece de diferenciador às marcas?

RE | Uma experiência alargada e um conjunto de serviços transversal que permite uma comunicação a 360 graus. Fruto de um leque de clientes bastante diversificado e das suas diferentes unidades de trabalho, a Global Press consegue a qualquer momento acompanhar um cliente na área corporativa, financeira, de produto, luxo e lifestyle ou mass market... A Global Press consegue ter uma perspetiva abrangente da comunicação e comunicar virtualmente com qualquer target e qualquer player em nome de qualquer cliente. Esta flexibilidade, a par com uma dimensão média que lhe permite ter uma maior proximidade com o cliente e capacidade de resposta, assim como a sua capacidade de intervenção a nível internacional (a Global Press pertence a uma das maiores redes de agências de comunicação independentes a nível mundial) conferem-lhe fatores de vantagem e competitivos no mercado.

Briefing | A Global Press opera sob três áreas: Corporate, Fashion Office e Events. Qual a área com mais peso no negócio da agência?

RE | Na verdade a Global Press integra 4 unidades de trabalho, a Corporate (comunicação institucional e corporativa para entidades públicas ou privadas, marcas e serviços), a Indulge (focada no segmento dos vinhos e bebidas espirituosas, hospitality, gastronomia e lifestyle), a Fashion Office (focada no segmento de luxo, moda, joalharia, alta relojoaria e beleza) e a Events, que organiza eventos chave na mão, desde encontros de quadros a conferências, inaugurações e apresentações, etc. A área com maior peso poderá variar de ano para ano. O balanço final deste ano deverá revelar uma equivalência em termos de valor de negócio entre as áreas Corporate e Fashion Office, seguida da Indulge. No ano passado, por exemplo, a área de eventos teve grande relevância na faturação global da agência.

Briefing | Quais os resultados obtidos este ano?

RE | Até ao final do ano a Global Press deverá apresentar uma faturação de cerca de 1 milhão de euros.

Briefing | O que podemos esperar da Global Press em 2016?

RE | Uma agência com vontade de crescer, atenta ao mercado e a todas as inovações, criativa, persistente na obtenção de resultados, dedicada, próxima, parceira e desafiadora.

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

terça-feira, 22 dezembro 2015 09:03

bt nl

2050.Briefing

O Outdoor Honesto

À Escolha do Consumidor

Edições Especiais

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing