Entrevistas

Design na Boca do Lobo? É out of ordinary

 Design na Boca do Lobo? É out of ordinaryDesenhar experiências e surpreender. É esta a filosofia da Boca do Lobo, a marca portuguesa de mobiliário de luxo que está a dar cartas lá fora. Nasceu para quebrar a monotonia e conseguiu: as peças são exuberantes, recorrendo a técnicas e materiais que remetem para a herança do país como a talha dourada. Já conquistaram a sétima arte e em breve vão voltar a ser estrelas de Hollywood. Marco Costa, o CEO e responsável pelo design, é o porta-voz desta filosofia.

sexta-feira, 22 janeiro 2016 12:59
Design na Boca do Lobo? É out of ordinary

Briefing | O que levou à opção pelo segmento luxo?

Marco Costa | Ao estudar o mercado, entendemos que havia uma falha no mercado de design de mobiliário no segmento de luxo. Faltava a exclusividade e peças que transmitissem uma mensagem, uma experiência. Percebemos que o mobiliário era todo muito parecido e com design muito a direito e que não havia diferenciação e sentimento de exclusividade. Decidimos assim desenhar peças únicas e extravagantes que colmatassem essa falha. Juntamos uma equipa de topo, desde designers a artesãos, e fizemos o que sabemos melhor: usar as manualidades, a herança portuguesa, as técnicas que vêm do passado e que adaptamos ao presente e ao conhecimento traduzido do estudo e da vivência. Ao entrarmos no segmento dos cofres e caixas de joias e de cigarros, exploramos ainda mais o mercado de luxo e público com um estilo de vida mais arrojado.

Briefing | O que define, no entender da Boca do Lobo, uma marca de luxo e extravagância?

MC | É uma marca que passe sensações e que marque. Que não deixe ninguém indiferente e que não seja esquecida. Tem algo que faça o público entender logo que a peça é Boca do Lobo.

É passar a paixão que sentimos pelo que fazemos e pelo que nos inspira a criar. Acreditamos que as nossas são distintas e com carácter individual, diferentes de tudo o que há no mercado tanto a nível nacional como internacional.
A Boca do Lobo oferece o maior nível de qualidade e consegue manter uma relação com o seu público; isso é, para nós, ser uma marca de luxo. Gostamos de partilhar a paixão e passar todo o nosso entusiasmo aos nossos clientes. Há uma frase do presidente da marca, Amândio Pereira, que resume bem a nossa filosofia: "Os nossos clientes querem uma experiência, nós desenhamos e surpreendemos, é como uma cultura".

Briefing | Quem é o vosso público alvo? É mais nacional ou internacional?

MC | O nosso público alvo e onde mantemos a maior parte do negócio é internacional mas também temos relações e clientes portugueses de longa data e que nos acompanham ao longo dos anos e em todas as nossas conquistas. Também mantemos várias parcerias com marcas nacionais e internacionais e o objetivo é criar mais ligações e que estas já existentes continuem a prosperar e a trazer sucesso para ambas as partes.

Briefing | Qual tem sido o desempenho da marca do ponto de vista do negócio?

MC | Temos sempre objetivos muito elevados porque somos uma marca muito exigente e que acredita em nós, na nossa equipa e no nosso talento. Somos muito focados no trabalho e no que queremos ser enquanto marca e enquanto negócio. O caminho está bem delineado e o que queremos alcançar está bem definido nas nossas cabeças e estratégias; sabemos o que fazer para alcançar a notoriedade que se espera. Podemos dizer que o volume de vendas está a um nível acima do esperado e que acreditamos acabar o ano com todos os objetivos alcançados.

Briefing | Como promovem a marca? Que ferramentas de marketing privilegiam?

MC | A nossa marca é também uma marca de branding; uma marca que aposta muito e não descura a comunicação e o marketing sendo que são as ferramentas que nos levam onde estamos hoje. Temos uma boa e sólida equipa de marketeers, web designers e comunicação. É uma equipa formada, com a estratégia delineada desde início do ano para que se possa chegar ao previsto no fim do mesmo. Fazemos muitas ações de marketing e de comunicação, temos uma estratégia muito forte e muito bem estudada. Temos a comunicação online e depois temos as feiras de design internacionais e os showrooms que nos dão uma grande exposição também e que são a maior mostra do nosso trabalho a nível físico para o mundo. A abertura do apartamento Covet London com um novo conceito de showroom, onde podemos estar entre amigos e conviver descontraidamente num espaço onde se respira design também ajudou muito no marketing e divulgação da marca. E claro, a ótima relação que mantemos com a imprensa, que é um dos meios mais fortes na nossa comunicação e divulgação da marca.

Briefing | Como surge a associação ao cinema?

MC | A nossa participação no primeiro Fifty Sahdes of Grey, e que se vai estender para a próxima sequela com mais peças das nossas coleções, segue-se a uma visita de um elemento da produção numa das feiras de design em que participamos no estados Unidos e que adorou as nossas peças. Foi feito o contacto com os nossos diretores e escolhidas as peças pelas Universal Pictures para que estas figurassem no filme. A partir daí surgiram mais contactos e já temos algumas propostas para decorarmos mais cenários de outros filmes. Foi, sem dúvida, uma conquista que nos deu um grande impulso e abertura para o mundo cinematográfico, onde nunca tínhamos estado, que nos abriu muitas portas e que criou uma enorme cobertura mediática.

Briefing | E aos leilões da Christie's?

MC | Como uma equipa proactiva e impulsionadora que somos, temos muitos projetos internos e muitas ideias que queremos implementar e muitos locais e acontecimentos onde queremos estar. Daí surgiu a ideia de contactar a Christie's ao sabermos que iria existir um leilão com a categoria "Out of Ordinary" que é tudo oq eu nós somos. Enviamos a proposta sobre o Symphony Sideboard pois era uma edição limitada e um de oito exemplares disponíveis em todo o mundo e foi uma das peças que esteve no cenário do Fifty Shades. Fomos escolhidos e correu bem; foi mais um dos eventos do ano para nós e que levou o nome de Portugal e do design português e seus talentos a outro nível.

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terça-feira, 26 janeiro 2016 15:25

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