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Dizem que a McCann vai fechar? Luís Pereira Santos troca o MBO por miúdos

Dizem que a McCann vai fechar? Luís Pereira Santos troca o MBO por miúdos"Dizem que a McCann vai fechar". Assim se intitulava o vídeo que circulou em finais do ano e que mostrava o esvaziar da agência, com a legenda "Muito se fala na McCann. Acredita em tudo o que se diz?". Esta provocação anunciava o management buy out e a nova vida da agência, agora explicada pelo ceo, Luís Pereira Santos.

segunda, 15 fevereiro 2016 13:32
Dizem que a McCann vai fechar? Luís Pereira Santos troca o MBO por miúdos

Briefing | O que motivou a compra da McCann Portugal ao grupo Interpublic?

Luís Pereira Santos | O MBO resulta de uma proposta da Interpublic e insere-se numa estratégia europeia de dar maior flexibilidade e maior competitividade às agências locais. Na realidade, essa estratégia já vinha a ser implementada e com enorme sucesso noutras McCann, como é o caso da Bélgica, Holanda, Manchester, Birmingham. Esta mudança do modelo de negócio está agora a ser estendida a diversos outros países do norte e leste da Europa.

Uma empresa cotada na bolsa de Nova Iorque como a Interpublic obriga a um conjunto de reports e burocracias que são hoje mais difíceis de ser suportadas pelos clientes. Assim sendo, a melhor forma de garantir competitividade às agências locais é retirando-lhes esse peso e, para tal, as agências locais têm que sair formalmente do grupo, mesmo que continuem a utilizar a mesma metodologia de trabalho, a mesma estrutura criativa e estratégica e a mesma marca. Este modelo de negócio permite isso mesmo e é por isso que acredito nele.

Briefing | O desempenho da McCann contribuiu de algum modo para a restruturação?

LPS | Não. O mercado publicitário é, como sabemos, um mercado muito volátil. As agências não ganham nem perdem anualmente 2% ou 3% do seu revenue, ganham ou perdem 20% ou 30%. A redução do revenue da McCann Lisboa é absolutamente pontual. Quando a negociação do MBO teve lugar vínhamos na sequência de 5 anos consecutivos de crescimento. Claro que já estávamos a lidar com a perda da CGD, mas perdas e ganhos neste mercado são a definição do próprio mercado e a Interpublic, que cá está representada por várias agências há dezenas de anos, sabe bem disso.

Briefing | A marca McCann vai manter-se?

LPS | Vai sim. O grupo fica assim com a McCann Advertising, desenvolvendo o core do trabalho publicitário, a McCannHotel, com os projetos de génese digital, a McCann Design, com o trabalho de branding, e a Aye Below, com o trabalho de ativação das marcas.

Briefing | O que implica em termos de (re)posicionamento?

LPS | Nada. Somos orgulhosamente a mesma agência que éramos até setembro de 2015.

Briefing | E a equipa? Quem transita? Houve despedimentos?

LPS | A equipa é, basicamente, a mesma, mas houve lugar a algumas reduções pontuais de pessoal, especialmente no departamento administrativo e financeiro. A redução de accounts, criativos e arte finalistas (5 no total) aconteceu na sequência da redução do revenue da TAP e nada teve que ver com o MBO.

Briefing |E os clientes transitam?

LPS | Transitam todos, sim, até porque este modelo de negócio em nada muda a relação com os clientes. O nosso nível de serviço ou de integração internacional é exatamente o mesmo que era antes. Só não consolidamos contas com o grupo.

Briefing | E há novos clientes no horizonte?

LPS | Claro que sim. No mês de janeiro ganhámos a gestão das redes sociais da Maybelline NY e, para além disso, estamos a ultimar dois contratos. Um com um novo cliente para a McCann e um outro para a Aye Below. Assim que possível daremos novidades.

Briefing | A mudança de instalações foi coincidência ou é mais do que uma mudança de instalações?

LPS | A feliz coincidência foi o facto de ter sido finalmente possível fazê-la, uma vez que o contrato das antigas instalações terminava no final de 2015. Já há algum tempo que queríamos mudar de escritório e fazer um projeto arquitetónico de raiz, adaptado à nossa de trabalhar, mas o contrato de arrendamento anterior não o permitia. Assim que a possibilidade se materializou, aproveitámo-la e aqui estamos no novo espaço. 

Dizem que a McCann vai fechar? Luís Pereira Santos troca o MBO por miúdos

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quarta, 17 fevereiro 2016 12:51

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