Entrevistas

A GMK acredita que o “segredo” está no foco

A GMK acredita que o “segredo” está no foco Chegou ao mercado a produzir conteúdos na área do Golfe, alargando depois a outros desportos e ao Turismo e Lazer. E são estes os eixos que têm dado visibilidade e notoriedade à GMK, segundo o partner, Manuel Agrellos, que aponta o foco como responsável por tornar a produtora numa referência no mercado português.

segunda-feira, 18 julho 2016 12:56
A GMK acredita que o “segredo” está no foco

Briefing | A GMK nasce em 2002. Que diferenças ao longo destes 14 anos de produção?

Manuel Agrellos | Ao longo destes 14 anos do trabalho feito pela GMK na área da produção vemos, sobretudo, muita evolução a nível das ferramentas e tecnologia disponibilizadas, o que nos tem permitido inovar e criar conteúdos diferenciadores, apetecíveis e com mais qualidade para os nossos clientes. Procuramos sempre perceber o que faz falta e o que pode ser melhorado.

Briefing | Qual tem sido a estratégia da produtora para se reinventar?

MA | A GMK é uma produtora de dimensão pequena, e, nesse sentido, a nossa estratégia desde o inicio tem sido a do foco em nichos de mercados estratégicos, o que nos permite alcançar um elevado nível de especialização e qualidade nos projetos desenvolvidos. A GMK começou com a produção de conteúdos na área de Golfe, alargando posteriormente para outros desportos e à área de Turismo e Lazer. Em termos de estratégica acabámos por decidir que seria esse o nosso foco, é onde sabemos e temos provas dadas da qualidade do nosso trabalho.

Briefing | Como a GMK se distingue das demais produtoras?

MA | Acredito que seja o foco que temos dado aos três eixos que identifiquei acima (Turismo, Desporto e Lazer) que nos têm proporcionado a visibilidade e notoriedade para sermos a produtora de referência no mercado português, no que toca a estas áreas. Destaco a produção dos programas "Golf Report" e "Boa Cama Boa Mesa" que têm sido duas das nossas principais "montras" de trabalho nestas áreas.

Briefing | Que desafios se colocam à criatividade no trabalho desenvolvido pela agência?

MA | Os principais desafios são, acima de tudo, os de conseguirmos estar na linha da frente no que toca à inovação em termos de produção de conteúdos. É certo que o consumidor quer, cada vez mais, decidir o que quer ver e como e quando quer fazê-lo, por isso, temos de saber criar os conteúdos adequados a essa realidade e que proporcionem emoções e sensações disruptivas ao consumidor. Temos que também saber adaptar os conteúdos aos desafios de novas plataformas, sobretudo porque essas plataformas agora e no futuro vão ser diferentes para diferentes faixas etárias e níveis sociais.

Briefing | Os vídeos em 360º têm vindo a ser uma aposta da GMK. Quais as mais-valias?

MA | Os vídeos 360º já não são novidade mas a verdade é que apenas nos últimos meses alcançaram um grande sucesso. Acredito que este sucesso se dê, sobretudo, pela experiência proporcionada por esta tecnologia, que dá ao utilizador a ideia de que está a experienciar o que está a ver no momento, como se efetivamente lá estivesse. Os vídeos produzidos em formato 360º permitem que o consumidor escolha e explore o seu ângulo de visualização preferencial. E esta possibilidade está totalmente alinhada com a tendência dos consumidores terem cada vez mais a possibilidade de escolherem os conteúdos que querem consumir. Permite (e cada vez será com maior realidade) transportar o cliente para determinado sítio. É também o início para outras tendências e desenvolvimentos como seja a Realidade Aumentada (RA). Num futuro próximo faremos integração de tudo. Estamos já a trabalhar nisso com a GEMA (nossa parceira).

Reforço ainda que um dos nossos principais clientes na produção de vídeos em formato 360º é o SLBenfica e, recentemente, foram produzidos vários conteúdos no jogo da celebração do campeonato português e nos momentos que corresponderam à cerimónia de entrega do troféu, a chegada dos jogadores ao Marquês de Pombal, o palco e um "best of" de todos estes os momentos.

Atualmente a GMK tem a capacidade para produzir conteúdos de elevada qualidade em formato 360º, e "live", mais até do que a plataforma do Facebook tem neste momento a capacidade de suportar.

Briefing | Como as marcas podem beneficiar desta ferramenta?

MA | Ao utilizarem este tipo de ferramentas as marcas estão a colocar-se num patamar diferencial em termos de inovação e aproximação do consumidor, proporcionando-lhe experiências únicas e diferenciadoras. O fator surpresa e o fator inovação são fundamentais para as marcas que querem marcar a diferença e tornar-se top of mind do consumidor. Podem colocar o seu cliente onde quiserem... dentro da sua loja, no palco com um artista, na primeira fila de um evento... entre tantas outras possibilidades.

Briefing | A GMK tem vindo a promover uma interação entre conteúdos televisivos e conteúdos online. O que é que, na prática, isto significa? Trata-se de uma nova tendência?

MA | Fizemos recentemente uma experiência neste âmbito para uma reportagem no Royal Óbidos Resort no programa Golf Report, que contou com a produção de vídeos 360º para a emissão televisiva do programa, disponibilizando aos telespectadores conteúdo adicional online em formato 360º. Esta interação e colocação de conteúdos online trata-se de um add-on para o consumidor que tem assim a possibilidade de visualizar mais conteúdos, e decidir quando e como o quer fazer. São experiências que continuaremos a fazer de forma a perceber quais vão ser os melhores "modelos para os consumidores deste tipo de conteúdos.

Briefing | Essa exclusividade de conteúdos é apetecível para as marcas?

MA | É, claro! As marcas querem surpreender e fidelizar o consumidor, proporcionando-lhes momentos de interação diferenciadores. São estes momentos que vão colocando as marcas na linha da frente e em top of mind dos consumidores, que é o que qualquer marca pretende.

Briefing | E até que ponto os utilizadores procuram esse tipo de conteúdos?

MA | As pessoas são muito curiosas por natureza. E têm vontade de experimentar tudo o que seja diferente e possa fugir ao quotidiano. E a tecnologia tem conseguido trazer muita inovação no que se refere à forma como as pessoas visualizam esses conteúdos. Por isso, acredito que sim, que existe uma predisposição bastante elevada por parte dos utilizadores para novas formas de interação com as marcas.

Briefing | Como vê Portugal nesta área? É uma técnica a ganhar terreno?

MA | Acredito que sim. Portugal está atento à inovação e temos vindo a desenvolver projetos e técnicas na área do digital que primam pela inovação tecnológica. Além do 360º, a realidade virtual e a realidade aumentada são também duas tendências que as marcas têm cada vez mais procurado para se ligarem ao consumidor.

Briefing | Este é o futuro da produção?

MA | O futuro da produção passa pela criação de conteúdos que permitam ao consumidor ter o poder de decidir o que quer ver, quando quer ver e como quer ver. Permite também, a nosso ver, colocá-lo em determinado sítio que ele queira estar.

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quarta-feira, 20 julho 2016 12:59

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