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Potenciar a reputação da Bridgestone é a missão da Constanza

Potenciar a reputação da Bridgestone é a missão da ConstanzaDefinir a comunicação internacional da marca, a partir de indicações da sede, em Bruxelas, e, ao mesmo tempo, aproveitar sinergias entre Portugal e Espanha para potenciar a reputação da marca. São estes os objetivos que justificam a nomeação de Constanza Pasqual del Pobil como diretora de Comunicação da região sudoeste da Bridgestone.

quarta-feira, 20 julho 2016 13:04
Potenciar a reputação da Bridgestone é a missão da Constanza

Briefing | A Bridgestone acaba de nomear Constanza Pasqual del Pobil para diretora de Comunicação da região sudoeste. O que justifica esta nomeação?

Constanza Pasqual del Pobil | Constanza Pasqual del Pobil vem assumir o cargo de Diretora de Comunicação da região sudoeste substituindo a sua antecessora, Sonia Navarro, que transitou para uma outra empresa.

Briefing | Que responsabilidades terá Constanza Pasqual del Pobil a seu cargo?

CPP | A nova responsável ficará encarregue de conceber e implementar o plano de comunicação regional, em coordenação com o diretor de Marketing em Portugal, André Bettencourt, e com o departamento de Comunicação da Bridgestone Europe. A sua experiência e conhecimento dos meios será valiosa na continuação da promoção do posicionamento da empresa e dos seus produtos em Espanha, um dos mercados-chave, na Europa para o fabricante de pneus e produtos de borracha líder a nível mundial, e onde se situam três das suas principais fábricas - em Burgos, Vizcaya e Santander.

Briefing | Como será feita a articulação com a direção de Marketing da marca em Portugal?

CPP | Será feita de forma direta e complementar. O objetivo é que a região possa definir aquela que é a comunicação internacional da marca, cujas indicações vêm da sede, em Bruxelas. Mas, por outro, aproveitar sinergias entre os países para potenciar a reputação da marca existente nos mercados.

Briefing | Como tem sido o desempenho da marca em Portugal?

CPP | A notoriedade da marca em Portugal é bastante elevada fruto do trabalho efetuado ao longo dos anos quer junto da comunicação social como do BOSS (cliente final). Isto, como é óbvio, é fruto de um trabalho de proximidade, mas também da qualidade dos nossos produtos e serviços. A marca apresenta crescimentos sempre positivos desde 1997, ano em que entrou na F1 e que marca o arranque decisivo da marca a nível mundial. Em Portugal, como grupo, somos um dos três primeiros. Este ano, graças do lançamento do novo DriveGuard acreditamos que a marca venha a dar mais um salto qualitativo. Percebemos que antigamente quando o nome era mencionado nem sempre era reconhecido pelo consumidor. Hoje, como resultado das diversas ações que levámos a cabo ao longo dos anos e da satisfação que o cliente tem quando compra os nossos produtos (porque o facto de voltar a comprar é uma prova que atesta a fidelização) o nome Bridgestone é reconhecido como produto de alta qualidade, um verdadeiro produto Premium. Contudo, e uma vez mais como grupo, estamos presentes no mercado com produtos para vários segmentos, quer com a Firestone para o segmento Quality, como ainda com a Dayton e Seiberling para o segmento Budget. Para cada tipo de cliente e poder de compra temos uma solução e isso enquanto desafio em para a área de comunicação é que o temos tentado dar a conhecer às pessoas.

Briefing | A Bridgestone sentiu alguma quebra de receitas com a crise financeira? Qual a estratégia adotada?

CPP | Não estaríamos a ser corretos se afirmássemos o contrário. Contudo, desde há alguns anos que vimos a adotar várias estratégias de melhor aproveitamento dos recursos quer seja na produção, como na venda e distribuição. Seguimos ao longo dos anos uma linha que nos permitisse manter os níveis de qualidade, mas com níveis de aproveitamento mais eficazes de todos os recursos. As nossas fábricas passaram a produzir produtos mais ecológicos, mas também passaram a gastar menos nessa produção com recurso à reciclagem de pneus para produção de energia. Nas vendas reestruturámos a forma como os nossos comerciais planeiam as suas visitas quer em termos de itinerários como no tempo das mesmas. Na distribuição seguimos o lema "Cost to Serve" que basicamente levou-nos a pensar melhor quanto é que custa servir o cliente e quais as formas para o fazer de uma forma mais económica sem sacrificar a qualidade do serviço. Pensamos "Verde" e agimos de uma forma "Verde", mas, acima de tudo, percebemos que era possível reduzir custos em diversas áreas sem que isso representasse menor eficácia ou qualidade. Basicamente fizemos um aproveitamento mais eficaz dos nossos recursos que vai desde os pontos que referi a pormenores como a utilização do papel, dos toners, das luzes, entre outros. Pequenos detalhes para grandes pormenores.

Briefing | A Bridgestone foi eleita "Fabricante de Pneus do Ano". O que significa esta distinção? Qual o retorno esperado?

CPP | Este foi o reconhecimento do impressionante investimento global da Bridgestone em I&D e dos feitos alcançados a nível de produção sustentável.
Tal como Eduardo Minardi referiu na cerimónia de entrega dos prémios, todos nós na Bridgestone estamos muito orgulhosos por receber esta distinção. As áreas de I&D e Inovação estão no centro de todas as nossas atividades, sendo este o único caminho que nos pode conduzir a um futuro sustentável.
É um claro sinal de que a empresa está fortemente motivada para crescer nos próximos anos, aumentando a sua posição de referência no campo do desenvolvimento e da produção de pneus. Acredito que seja essa afirmação desse reconhecimento que iremos ter como retorno no curto médio prazo por parte do público em geral.

Briefing | Como está a ser 2016 para a marca?

CPP | Como grupo, a nível mundial os resultados são positivos. A nível Europeu existem alguns mercados onde gostaríamos de estar melhores, mas é a sul onde verificamos um comportamento muito positivo. Na região sudoeste (Portugal e Espanha) temos estado todos os meses com performances muito positivas que se traduzem em conquistas de mercado tanto em produtos de consumo (ligeiros, comerciais, 4x4 e moto) como comerciais (camião, agrícolas, engenharia civil). Curiosamente este crescimento é superior à tendência dos dois mercados e isso claramente é fruto da notoriedade e qualidade dos nossos produtos bem como da capilaridade geográfica que temos com a oferta dos mesmos onde o cliente precisa. Em Portugal os resultados são francamente positivos. É um dos mercados com algumas das cotas de mercado mais altas de toda a Europa. Apesar de ser um mercado de menor volume estamos muito satisfeitos com os resultados. Este ano, e a título de exemplo, com o lançamento do novo DriveGuard conseguimos não só chegar junto de um novo público como também reforçámos a imagem da marca. Nas motos somos claramente líderes e isso é algo que não se analisa só com as vendas. Os estudos mostram que em concentrações de motos e feiras, o número de motos equipadas com os nossos produtos – como por exemplo os novos Battlax S21 e T30 Evo –, é fracamente elevado e em muitos casos superior a 50%. Tudo isto comprova que em Portugal somos uma das marcas que o cliente nacional gosta, procura e recomenda.

Briefing | Quais os objetivos da Bridgestone para o mercado português?

CPP | Temos objetivos bem definidos e sabemos onde vamos querer estar quando chegarmos a 2020. Alguns desses objetivos estão quase atingidos, mas na vida achamos que nem tudo se resume a alcançar objetivos. Compete-nos comprovar a qualidade dos nossos produtos e por isso temos previsto o lançamento contínuo de novas soluções que virão trazer sempre mais e melhor mobilidade às pessoas. Não olhamos para Portugal de uma forma específica como também não o fazemos para Espanha. Somos todos parte de uma engrenagem europeia que se quer afirmar e contribuir para a afirmação do grupo enquanto líder mundial – que já hoje o é. Portugal é um mercado onde muitas vezes testamos soluções porque o BOSS é exigente, mas também conhecedor. Testamos porque a rede de agentes autorizados que aí temos é também preocupada em ter melhores instalações e servir melhor o cliente final. A comunicação social local é igualmente recetiva e isso ajuda-nos a construir um contexto favorável que só é possível porque existe vontade por parte destas várias partes. Como é óbvio temos áreas onde queremos melhorar, mas em termos globais a contribuição de Portugal tem sido sempre de crescimento que, no final, constitui uma mais-valia para a Região sudoeste. O meu papel será o de, juntamente com o meu colega André Bettencourt, construirmos alicerces que ajudem a manter o bom desempenho local e dando sempre a conhecer os nossos produtos e serviços.

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quarta-feira, 20 julho 2016 13:21

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