Entrevistas

Para onde caminha o CCP? O Pedro responde

O Pedro quer fazer do CCP uma referência da criatividade comercial Tornar o CCP numa instituição mais sólida e com um papel mais relevante para os criativos, para que seja a principal referência nacional quando se fala de criatividade comercial. É esta a missão que a Lista A, encabeçada por Pedro Pires, se propõe a concretizar no biénio 2016-2018, ao qual é a única candidata. Um facto que o atual presidente do Clube lamenta e justifica com a existência de uma "classe muito passiva".

quarta, 14 setembro 2016 12:33
Para onde caminha o CCP? O Pedro responde

Briefing | Porque se volta a candidatar à direção do CCP?

Pedro Pires | Esta é uma pergunta impossível de responder individualmente. A direção do CCP é composta por 6 pessoas, com quem aprendi a trabalhar ao longo dos últimos 4 anos, e com as quais estabeleci uma relação que vai para lá desse trabalho. Esta é uma decisão conjunta, de um grupo de trabalho que acha que ainda pode contribuir para fazer do CCP uma instituição cada vez mais sólida e com um papel cada vez mais relevante para os criativos.

Voltamos a candidatar-nos porque gostamos do CCP, de fazer o que temos feito, mesmo que isso seja obviamente algo que nos ocupa parte do pouco tempo livre que temos. Mas é algo que aprendemos a gostar e obviamente que o apoio e os comentários positivos que temos recebido da classe nos dão ânimo.

E aqui chegados há ainda muitas coisas que queremos mudar.

Briefing | Quais os objetivos para o próximo biénio?

PP | Queremos continuar o caminho que temos percorrido – institucionalizar o CCP no bom sentido, no sentido de o tornar uma entidade em constante interação com o seu ambiente durante o ano todo. Este deve ser sempre o grande objetivo – fazer do CCP a principal referência nacional quando se fala de criatividade comercial. 

Mas temos alguns outros objetivos que serão objeto de explicação no programa da Lista A e que serão divulgados brevemente. Posso adiantar que nos queremos focar na história e na memória do CCP, iniciando o processo de digitalização dos trabalhos vencedores festivais, que na ausência de anuário, será uma forma de manter disponíveis todo o património criativo dos festivais. Vamos começar pelos mais recentes e tentar recuperar os mais antigos. É um trabalho complexo e moroso mas que cremos essencial. 

Ainda no domínio da memória e da criação de referências para as novas gerações queremos aprofundar a parte histórica do site, com identificação de antigas direções e outras personalidades relevantes.

Vamos também iniciar um processo de revisão de regulamento e categorias, e continuar a batalhar pelo aumento de sócios e de vantagens relacionadas. Pode-se também referir que a relação com as Universidades é um dos nossos desígnios para este mandato.

Briefing | Como se explica que só haja uma lista a concorrer?

PP | Não se explica, é um facto. Que lamentamos. Este tipo de organizações é quanto mais dinâmica quanto mais gerar interesse da classe e vontade de intervir. 

A verdade é que temos uma classe muito passiva. Com cultura acima da média, opinativa, vaidosa, orgulhosa, talentosa, mas com um deficit claro quanto toca a participação e interação. Estou obviamente a generalizar, existem muitos que colaboram e que dão muito tempo e muito talento ao CCP. Existe uma relação estranha com um sentido de intervenção e colaboração em organizações, um misto entre o medo da exposição e uma proteção face à eventual uncoolness que nos chegarmos à frente possa simbolizar. E depois existe a profissão que é exigente e que já leva muito tempo privado. E isso é um fator muito importante.

Mas é um desperdício. Sei que existem muitas pessoas capazes no mercado de fazer igual ou melhor ao que nós temos feito.

Briefing | Qual o resultado da campanha de angariação de sócios?

PP | Sinceramente é fraco. A resposta anterior explica também um pouco este fator. A quota não é alta, as vantagens são cada vez maiores e melhores, pois a nossa rede de parcerias não para de aumentar, e no entanto a classe continua a não achar relevante ser sócio, mesmo com campanhas de grande impacto e criatividade como a que esteve e está no ar.

Temos que analisar e continuar a tentar, continuar a aumentar parcerias e insistir. Desistir nunca.

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