Entrevistas

A agência que sempre "fugiu" à capital. O Pedro explica

/investigacao/investigacaoDesde 1992 que apoia, com comunicação "criativa e eficaz", marcas e empresas nacionais. E fá-lo a partir do centro do país. Falamos da sistema4, a agência de publicidade de Leiria que sempre resistiu à "tentação" de ter uma filial em Lisboa ou no Porto. A comemorar 25 anos de atividade, o diretor-geral e criativo, Pedro Oliveira, explica o porquê deste posicionamento.

segunda, 30 janeiro 2017 12:58
A agência que sempre "fugiu" à capital. O Pedro explica

Briefing | A sistema4 nasce em 1992. O que mudou no mercado nestes 25 anos?

Pedro Oliveira | Mudou muita coisa ... eich, tanta! O analógico agora é digital. A c.a. era certinha agora nem é... Havia clientes chatos, mas bons, e chatos mas maus, e só maus ou só bons ... espera, isso não mudou. Pensando melhor, isto até nem mudou assim tanto. A criatividade focada nos resultados continua a ser a base disto tudo. O resto é apenas processual.

Briefing | Ter sede em Leiria foi de alguma forma um obstáculo no trabalho da agência?

PO | Claro que sim. Claro que não. E o mais interessante é que sempre resisti à tentação de abrir uma filial em Lisboa ou no Porto, mesmo até, quando me sugeriram para ter uma morada apenas postal e um telefone na capital porque ficava bem no cartão-de-visita. Estar em Leiria é afinal uma grande vantagem. A vida por cá acaba por ser bem mais tranquila, a cidade é muito agradável, com boas gentes, boa qualidade de vida, um meio empresarial dinâmico e empreendedor... Depois, só temos é que fazer como nos grandes centros, trabalhar, trabalhar, ter talento e ser sempre melhor. Ainda por cima estamos apenas a uma hora e pouco do Bairro Alto ou a duas dos Clérigos.

Briefing | Mas como uma agência local se promove?

PO | Felizmente que ao fim de um quarteirão de anos a autopromoção faz-se diariamente com a nossa atividade e talento. Depois, somos uma agência muito ativa com as movidas da cidade, apoiamos com frequência ações de responsabilidade social e desportivas, temos bons relacionamentos com o Politécnico e com as associações empresariais. Aqui e ali, rasgamos o dia com intervenções na comunidade, sejam culturais, artísticas ou lúdicas. Por fim há ainda um aspeto que é sintomático e que faço sempre questão de destacar. Muitos dos projetos congéneres que existiram ou existem na região integram, integraram ou foram fundados por ex-colaboradores da nossa agência ... que me recordo, aí uns 8 ou 9 projetos.

Briefing | Na agência, irreverência convive diariamente com o método e organização. O que significa e como funciona a favor das marcas?

PO | Aqui, é a organização que permite a existência de espaço e tempo para criar e ser irreverente. Considero que o caos até pode ser propício a um certo trilho criativo, mas seguramente não será sustentável ou rentável.

A criatividade sem resultados é nada, e as marcas sem resultados ... já foram.

Briefing | Os clientes são nacionais? Há marcas internacionais em carteira?

PO | Os nossos clientes são essencialmente médias empresas industriais de âmbito nacional e internacional. Temos várias marcas que ajudámos a criar que já são hoje marcas de referência no seu sector, umas no plano interno e outras pelo mundo fora. Pontualmente trabalhamos alguns projetos de multinacionais, mas não a conta por inteiro.

Briefing | E as ambições, são locais ou globais?

PO | A ambição é tudo aquilo que a vida que queremos nos permite alcançar. Prefiro pensar que localmente, de forma geral na região centro, vão continuar a existir empresas com projetos fantásticos para tornar as suas marcas globais, e isso, para nós é o mais importante.

Briefing | Como se reinventa após estes 25 anos?

PO | É relativamente fácil. Boa condição física e mental. Bom enquadramento e apoio social e familiar. Uma paixão desmesurada pelo momento, pelo gesto, pela hora de criar. Por fim. Os "Monstros" alimentavam-se de gritos, nós alimentamo-nos dos sorrisos dos nossos clientes.

"Um sorriso por dia, reinventa-te, ao cão, ao gato e à tia".

Briefing | Como foi 2016 para a agência?

PO | Um ano difícil em virtude de alguns ajustes internos nos Recursos Humanos, mas fechámos o ano com mais clientes novos do que perdidos, e isso, é estimulante. Aliás, considero que foi uma excelente rampa de lançamento para este 2017 que queremos estar imparáveis.

Briefing | A sistema4 diz que 2017 será um Ano Neon. O que significa?

PO | O conceito principal vem do processo de iluminação a Neon, na prática cada vez menos usado por causa do led, mas na minha opinião, continua um ícone da força da publicidade e da comunicação visual. Depois, por cúmulo, Neon também deriva do grego antigo e significa novo, tal como o sonho que nos guia em cada dia, em cada projeto. Para além disto tudo, é luminoso, brilhante, tal como tudo o que desejamos para este ano.

Briefing | Que perspetivas para este ano?

PO | Quadridimensionais e sem pontos de fuga.

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segunda, 30 janeiro 2017 14:14

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