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Gibson confiante. A Publicis está preparada para continuar no top 3 global

Gibson confiante. A Publicis está preparadaO CEO da Publicis One em Portugal, Anthony Gibson, acredita que, com Arthur Sadoun, o grupo vai conhecer ainda mais dinamismo e agilidade para reforçar a sua posição no top 3 mundial. Trata-se de um novo capítulo que foi preparado em nove meses, com uma "transformação dramática" desencadeada sob a batuta de Maurice Lévy. A última grande marca de 30 anos de liderança.

terça, 31 janeiro 2017 13:38
Gibson confiante. A Publicis está preparada para continuar no top 3 global

Briefing |Que significado tem esta mudança na liderança ao fim de 30 anos?

Anthony Gibson | Tem um significado enorme. Despois de um crescimento espetacular, de que Maurice Lévy foi o líder indiscutível, começamos um novo capítulo. Um capítulo onde o Publicis Groupe e todas a suas marcas estão bem preparados para enfrentar este novo repto. O ano passado, o Groupe decidiu mudar a sus forma de trabalhar. Com uma transformação dramática, agora oferece a especialização das suas agências de uma forma integrada para cada um dos seus clientes. Parece óbvio e fácil, mas não é. Com Maurice e a sua equipa, conseguiu-se esse novo modelo em nove meses e os próprios clientes já começam a notar as mais-valias.

Briefing | Que marcas deixou Maurice Lévy no grupo Publicis?

AG | As marcas e o seu legado são grandes. Em 1987, a Publicis tinha receitas de 220 milhões de euros, uma capitalização de mercado de 160 milhões de euros e 3.000 empregados. Hoje são 80.000 empregados, 10 mil milhões de euros de receitas e uma capitalização de mercado de 15 mil milhões de euros. As receitas multiplicaram-se por 50, a capitalização de mercado por quase 100 e o número de empregados por 25.
Mas, aparte os números, penso que a qualidade de as agências criativas que o grupo comprou, como a Leo Burnett, a Saatchi & Saatchi, a BBH, e a Duval Guillaume, colocou a Publicis, que antigamente não era considerado um grupo muito criativo, a um nível altíssimo à escala global.
Hoje o digital dentro do grupo já corresponde a 55% das receitas. Aqui, as aquisições da Razorfish, da Digitas, da Nurun e da Sapient (esta última comprada recentemente por dois mil milhões de dólares em cash) colocam o grupo numa posição muito vantajosa para os nossos clientes.
Também há que mencionar a tremenda força das agências de meios do grupo. Dividido o ano passado em quarto grupo principais – Publicis Communications, Publicis Media, Publicis Sapient e Publicis Healthcare – incluem as marcas Zenith, Starcom, Performics, Mediavest, Optimedia e Blue 449. Hoje é considerado o maior grupo de meios a nível global, trazendo uma força de negociação única para os nossos clientes.

Briefing | Que novo rumo pode Arthur Sadoun imprimir ao grupo?

AG | Arthur leva já vários anos sendo preparado pelo próprio Maurice Lévy. É jovem, dinâmico, carismático, que acredita nas oportunidades de digital, meios e criatividade totalmente integrados para ajudar os nossos clientes. Vai trazer ainda mais dinamismo, mais agilidade e mais investimento para continuar a ser no top 3 dos grupos de comunicação global

Briefing | O grupo está a precisar de renovação?

AG | O grupo fez sua grande transformação há mais de um ano. Uma espécie de renovação para aproveitar melhor todas as entidades que temos e para poder ajudar os nossos clientes de forma mais efetiva. Hoje não precisa de renovação, ainda que a saída de Maurice Lévy vá trazer uma renovação automaticamente.

 

 

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terça, 31 janeiro 2017 14:17

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