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Record TV cresce nas audiências. David Perpétuo explica como

Record TV no topo de audiências. David Perpétuo explica comoNo último ano a Record TV ocupou, diversas vezes, a liderança de audiências em todos os canais do cabo em Portugal, segundo dados da GfK. Assim, para manter a primeira posição, em 2017 o canal vai apostar na qualidade dos conteúdos e numa oferta arrojada e inovadora. Diz o diretor executivo da Record TV Europa, David Perpétuo.

terça-feira, 07 fevereiro 2017 13:10
Record TV cresce nas audiências. David Perpétuo explica como

Briefing | Como conseguiu a empresa consolidar a sua posição em Portugal?

David Perpétuo | A Record TV está em Portugal há dez anos e encetou, desde essa altura, uma estratégia de proximidade à cultura e valores portugueses. É por isso que está disponível em todos os operadores do cabo sem subscrição acrescida. Uma das maiores apostas ganhas da emissora são os conteúdos de produção nacional, que replicam e promovem o que temos de melhor, sendo depois difundidos por países onde o grupo está presente. Outro dos pilares basilares que fortaleceram a nossa estrutura foi o investimento na inovação tecnológica e na qualidade da emissão, o que fez com que nos tornássemos num dos primeiros canais generalistas a transmitir em alta definição no cabo em Portugal. Nesta era digital, claramente marcada pela imediatez e urgência tecnológica, os telespectadores exigem, cada vez mais, conteúdos inéditos e de referência, que os entretenham e informem, aliados a uma emissão de excelência. E é isso que a Record TV consegue oferecer-lhes.

Briefing | Que investimento foi feito para chegar a estes resultados?

DP | É sempre difícil precisar em números o que não se traduz apenas em dinheiro. Além do investimento financeiro que, como deve imaginar, foi significativo, há a considerar o tempo, dedicação e trabalho que a equipa da Record TV tem desenvolvido ao longo de todos estes anos. Uma equipa jovem e dinâmica, cujas ideias e empenho em muito contribuíram para os resultados extraordinários do último ano. Estamos a falar de um crescimento de 20%, face ao ano passado, e de índices de liderança consolidados nos principais segmentos horários, incluindo o horário nobre na TV por cabo. No balanço final, estes resultados foram ao encontro das expectativas do grupo e fizeram jus ao investimento feito. E não vamos ficar por aqui.

Briefing | Terá sido a nova identidade visual da emissora uma influência para este crescimento?

DP | A mudança da identidade é muito recente (nov. 2016). Certamente contribuirá para impulsionar ainda mais a visibilidade da marca, mas o crescimento registado até agora deve-se à estratégia de comunicação e marketing da empresa e, maioritariamente, ao facto de, efetivamente, respeitarmos e prestarmos atenção aos desejos dos telespectadores.

Briefing | O que levou a este rebranding?

DP | Quem não muda, paralisa. E, neste momento, essa máxima faz mais sentido do que nunca no mercado da televisão. O grupo Record, que tem mais de 60 anos, sempre teve por política uma aposta contínua na renovação e modernização. Reinventar é mesmo a nossa marca! No caso do recente rebranding, pareceu-nos chegada a altura de apresentar uma nova identidade visual, que traduz os anos de história e experiência do grupo ao mesmo tempo que reforça o alinhamento mundial da Record TV que, estando presente em mais de 150 países, é uma das maiores estações de televisão comercial do mundo.

Briefing | Que estratégia pretende usar em 2017 para consolidar e melhorar os resultados obtidos em 2016?

DP | A estratégia será manter o foco na qualidade dos conteúdos para continuar a disponibilizar uma oferta arrojada e inovadora. Somos uma estação que prima pela diferença e acreditamos que será exatamente isso que nos fará manter a primeira posição.

Briefing | Quais as ferramentas de marketing que pretendem usar para chegar, cada vez mais, à população portuguesa?

DP | Pretendemos prosseguir com a aposta nos meios convencionais, como a publicidade tradicional, mas vamos, sobretudo, reforçar a nossa presença online. Como um dos vectores da nossa filosofia empresarial é a proximidade, vamos igualmente continuar a associar-nos aos eventos nacionais de grande dimensão.

Briefing | Consideram o investimento no digital importante para aumentar audiências? E para o aumento de receitas de publicidade?

DP | O mercado digital é incontornável para o sucesso de qualquer negócio. Para uma estação de televisão representa uma oportunidade de alcançar mais audiências, sobretudo entre os públicos mais jovens e, consequentemente, estimula o aumento das receitas.

Briefing | Como se têm desenvolvido as receitas de publicidade na Record TV?

DP | As receitas de publicidade têm acompanhado o crescimento das audiências, ou seja, têm exibido uma linha ascendente e sólida.

Briefing | O soft sponsoring faz parte da estratégia de publicidade dos anunciantes?

DP | Sim. Efetivamente os clientes têm procurado cada vez mais esse tipo de solução publicitária e a emissora tem criado, muitas vezes à medida, o formato que melhor responde aos seus desejos. Essa é uma das grandes valências da Record TV, a possibilidade de desenhar à medida de cada cliente a solução de conteúdo comercial que melhor responde às suas necessidades sem, naturalmente, comprometer a relação de confiança que mantém com os telespectadores.

Briefing | Como pensa a Record TV cativar os portugueses durante o horário nobre?

DP | A Record TV já é a principal escolha dos portugueses neste horário na oferta de TV por cabo. O nosso objetivo passa por continuar a ser a primeira escolha dos portugueses no principal horário da televisão portuguesa. Como as produções históricas foram uma aposta ganha da emissora, vamos continuar a investir na produção deste tipo de conteúdos inéditos e exclusivos.

Briefing | Lideraram no horário nobre em todas as operadoras do cabo?

DP | Os dados oficiais da GfK / CAEM com que o mercado trabalha não contemplam a variável 'operadora'. Contudo, os dados do return-path-data são favoráveis a essa tendência. Além disso, os próprios parceiros (operadoras de televisão) reconhecem-nos como um canal estratégico e uma mais-valia para a sua operação.

Briefing | Na análise de liderança, a Record TV foi comparada com todos os canais do cabo?

DP | Naturalmente que sim. Enquanto televisão generalista, as nossas análises baseiam-se na comparação com todos os canais presentes no cabo. Os próprios dados consolidados da GfK certificam a Record TV como a emissora mais vista entre todos os canais do cabo, de segunda a sexta feira, das 20:00 às 24:00.

Briefing | Referem que as novelas históricas foram importantes na liderança no horário nobre, vão continuar a apostar nesse produto?

DP | Sem dúvida. Como este foi claramente um formato de sucesso, que alavancou as audiências no horário nobre, será inteligente manter a aposta. Este foi um risco assumido, pois até o produzirmos não existia histórico televisivo nesta área de produção, ou seja, na teledramaturgia. A Record TV foi mais uma vez pioneira, o que é motivo de grande orgulho.

Briefing | Preveem a emissão de novas produções únicas? E de produções nacionais?

DP | Sim, já está em fase de gravação uma nova produção exclusiva baseada numa história épica, que dará continuidade à novela atualmente em exibição, 'A Terra Prometida'. Quanto às produções nacionais, estamos a estudar a possibilidade de criar mais um projeto diferenciado.

Briefing | Que objetivos querem ver alcançados no final de 2017?

DP | Queremos manter o ritmo de crescimento. Conquistar a liderança em mais segmentos horários para nos mantermos no top 10 no horário total da TV por cabo. Alargar os perfis de públicos que assistem ao canal, reforçar os índices de notoriedade da emissora no país, e consequentemente, solidificar a carteira de parceiros que investem na emissora.

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quarta-feira, 08 fevereiro 2017 13:19

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