Entrevistas

Um rumo bem definido. É o que leva a LAIQ a vingar

Objetivos e um rumo bem definido. É o leva a LAIQ a vingarNum mercado tão concorrencial e exigente como o português é fundamental que a LAIQ, marca de telemóveis 100% nacional, mantenha o foco sem nunca abdicar da qualidade. 

segunda, 03 abril 2017 12:03
Um rumo bem definido. É o que leva a LAIQ a vingar

Quem o diz é o Smart Devices Sales & Marketing Manager, Pedro Reis. O profissional acrescenta que, este ano, a marca tem como objetivo chegar aos clientes de uma forma mais relacional, sobretudo através dos canais digitais e mobile.

Briefing | Qual o balanço que faz do 1.º ano da empresa?

Pedro Reis | O primeiro ano de atividade da LAIQ foi bastante positivo, pese embora a competitividade do mercado português. Conseguimos ganhar espaço e obter resultados de liderança em vendas, nos segmentos em que nos posicionamos dentro do portfolio de alguns parceiros. Acima de tudo conquistámos, por um lado, o apreço dos nossos consumidores que atualmente nos reconhecem pela qualidade dos nossos produtos e, por outro, conseguimos um voto de confiança dos nossos parceiros de negócio, que nos faz acreditar que o futuro será bastante promissor para os novos lançamentos que temos planeado.

Briefing | Qual a quota de mercado da Laiq?

PR | Atualmente temos cerca de 1% de quota de mercado com perspetivas de crescimento.

Briefing | Como pretendem aumentar as receitas?

PR | Através da diversificação de canais e portfolio, com claro focus no consumidor e no serviço e atenção ao cliente, pois acreditamos que é isso que nos diferencia.

Briefing | Que outros objetivos querem alcançar em 2017?

PR | Queremos essencialmente alargar o espetro de presença nos players do mercado português e iniciar o processo de internacionalização através de parcerias concretas que garantam as premissas da marca.

Briefing | Como consegue uma marca de smartphones que é 100% portuguesa vingar num mercado tão concorrencial?

PR | O mercado português para além de altamente concorrencial tem níveis de exigência muito acentuados. Uma marca 100% portuguesa, como a LAIQ, só consegue vingar e ter o seu espaço se não perder o foco no que é realmente importante para um mercado tão específico como o nosso. Ou seja, temos objetivos e um rumo bem definido e não cedemos à tentação de entrar em franjas de mercado que não são as nossas, não abdicando nunca da qualidade que é a bandeira da marca, para que o valor dos equipamentos seja reconhecido pelos nossos clientes. Temos consciência das nossas limitações, mas uma tremenda convicção na qualidade dos nossos produtos e no serviço personalizado que prestamos aos nossos clientes.

Briefing | Como acompanha a Laiq a evolução tecnológica que há neste mercado?

PR | Na LAIQ realizamos um trabalho profundo de pesquisa, interação e parceria com os players relevantes do mercado, desde os fabricantes de chipset (Mediatek e Qualcom) até aos produtores de componentes e integradores, sem os quais não conseguiríamos oferecer um produto tão completo e fiável como pretendemos. Prova disso é o reconhecimento que temos por parte dos operadores, para quem a qualidade técnica e de apresentação do produto não pode ser negligenciada e onde o mínimo detalhe tem que ser cumprido na fase de homologação e certificação dos equipamentos para que possam ser comercializados nos seus canais.

Briefing | Vão investir na comunicação da marca? Como?

PR | A comunicação é um fator fundamental e, desde o início, que temos investido na divulgação da marca, com números mais expressivos na fase de arranque, que incluíram campanhas multimeios com televisão, imprensa e online. Neste último ano e nos projetos e atividades futuras vamos manter este investimento, mas mais concentrado no canal online e em parcerias comerciais ou bi-partidas que nos permitam chegar aos nossos clientes de uma forma mais relacional, sobretudo através dos canais digitais e mobile.

Briefing | Como surgiu a parceria com a MEO?

PR | A parceria com a MEO surgiu no âmbito dos projetos de comunicação anteriormente desenvolvidos pela empresa "mãe" da LAIQ, a SDT, cuja componente tecnológica de infraestrutura de rede e de desenvolvimento de produto com e para a MEO nos levou a ganhar crédito e reconhecimento do valor da marca LAIQ, para ser listada na sua oferta de terminais de consumo.

Briefing | Essa parceria limitou-se ao lançamento do Startrail8?

PR | O lançamento do Stratrail8 é a consequência de um conjunto de projetos anteriormente desenvolvidos para a MEO que resultaram na construção de um portfólio alargado de produtos, sendo alguns deles autênticos best sellers da marca. O Startrail8 foi uma oportunidade proporcionada pelo grupo Altice para o desenvolvimento de um produto em cooperação que foi internacionalizado para outros mercado em que atuam, nomeadamente o francês. Esta é uma parceria histórica que muito privilegiamos e que encaixa no nosso modelo de negócio. Estamos a desenvolver outras parcerias nestes moldes que oportunamente divulgaremos.

Briefing | Porque optaram por se lançarem com nomes de cidades estrangeiras (New York e Dubai)?

PR | A escolha dos nomes, nesse caso de cidades, não tem tanto a ver com a perspetiva de serem estrangeiras ou locais, mas mais com o reconhecimento aspiracional da cidade em si, que corresponde ao "carácter" que queremos que o equipamento transmita. Para além disso, poderá também, se quisermos, haver uma relação direta com o DNA da marca que é: "de Lisboa para o Mundo!" dando seguimento ao empreendedorismo nacional de aventura e "conquista" de mercados externos.

Briefing | A internacionalização está prevista?

PR | Sim! Aliás a internacionalização acabou por acontecer por vontade do parceiro (operador) num modelo de co-branding que agora pretendemos dar seguimento com a marca LAIQ, não só na geografia Europeia, mas também Africana e Sul Americana, aproveitando as sinergias de negócio da empresa mãe que tem presença física ou negocial direta em alguns deles, como é o caso do Brasil, México, Angola ou Moçambique.

Briefing | Neste momento têm quantos smartphones no mercado?

PR | Neste momento, com a marca LAIQ, temos 3 smartphones – New York, Dubai e Glow - sendo que o último tem 3 variantes de cor alargando assim a escolha conforme as preferências dos nosso clientes. Esperamos durante 2017 alargar e reformular a gama de produtos, já com a apresentação de 2 novos modelos nos próximos meses.

Briefing | E como vão renovar a linha de equipamentos?

PR | A conceção e posicionamento de mercado da LAIQ assenta numa faixa de preços e características muito racional e na qual se realiza a maior fatia de vendas do mercado – gama média – pelo que, para já, temos planeado, ainda durante este ano, refrescar os equipamentos de gama de entrada e um novo produto "flagship" que acreditamos que contribuirão para que os consumidores olhem para a LAIQ como uma excelente opção relativamente aos players habituais e impulsionará a marca para outro patamar.

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