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A revolução está aí. E o Rui e a APPM mostram porquê

A revolução está aí. E o Rui e a APPM mostram porquêÉ sob o signo da revolução que a Marketing Marathon decorre a partir de segunda-feira, em Lisboa. Uma revolução nos estilos de vida e que impacta a comunicação das marcas, obrigando-as a investir em novas linguagens e novas plataformas. Em entrevista, Rui Ventura, presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais do Marketing (APPM), contextualiza a escolha do tema.

sexta, 07 abril 2017 13:12
A revolução está aí. E o Rui e a APPM mostram porquê

Briefing | O que tem a frase de Bill Drayton de tão relevante que inspirou o tema da Marketing Marathon?

Rui Ventura | A frase do Bill Drayton fala-nos de mudança e fala-nos na capacidade que temos de ter para estarmos predispostos para a mudança. E é exatamente sobre mudança e sobre uma revolução que está a acontecer que a Marketing Marathon se vai focar este ano. Uma revolução na forma de estar, na forma de pensar e na forma de executar, que impacta marcas, profissionais e sociedades. Mudanças ao nível dos estilos de vida, mudança ao nível do trabalho e da forma como pensamos a relação entre a nossa vida e o trabalho e mudança ao nível da comunicação e dos conteúdos.

Briefing | Que paralelismos há entre o empreendedorismo e o marketing?

RV | Existem muitos. O empreendedorismo requer o mesmo tipo de competências que o marketing. É necessário termos uma visão para o negócio, uma ideia, um serviço inovador. É necessário conhecimento de mercado, estudar os potenciais clientes e os pricing points. E é necessária coragem para fazer acontecer. Para implementar, para executar com sucesso.

Briefing | E de que revolução estamos a falar?

RV | Estamos a falar de uma revolução criativa que impacta novas e velhas empresas, novos e velhos profissionais. Criativa porque as empresas e os profissionais, independentemente do seu historial, estatuto ou awareness, necessitam de uma constante dinâmica de comunicação e de conteúdos, e precisam de reciclar conhecimento e investir em novas linguagens e novas plataformas. E esta nova dinâmica vem também impactar os estilos de vida e a relação que temos com o trabalho. Nunca, tanto como hoje, se fala de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, entre trazer a felicidade para o local de trabalho e isso acontece porque existe uma revolução empresarial a acontecer. Profissionais e marcas criadas para ir ao encontro desta nova realidade. Espaços de coworking, startups, freelancing, tudo frutos de uma sociedade globalizada, crescentemente automatizada onde, de facto, o que existe de diferenciador é o fator humano, as soft skils e as emoções.

Briefing | Trata-se de entender as marcas como agentes de mudança? Em que medida?

RV | Não só as marcas, mas também as pessoas. Hoje a grande revolução está na criação de microempresas de pessoas que saem da sua zona de conforto, de empresas estabelecidas, para iniciarem os seus próprios projetos. E isso é de facto relevante e de certa maneira revolucionário. E, se olharmos para a big picture, vemos esta tendência ser aplicada globalmente. Inclusive vemos movimentos de marcas globais que pesquisam por produtos e marcas locais exatamente para estarem mais próximas, serem mais humanas e mais verdadeiras.

Briefing | Durante anos, a tecnologia foi uma espécie de santo graal do marketing. Essa visão está a mudar? Estamos a caminhar para uma visão mais humanizada?

RV | A tecnologia continua a ser o combustível desta revolução. Eu diria que assistimos a uma humanização da tecnologia e isso é um fenómeno muito interessante. Porque a tecnologia só é relevante porque junta pessoas.

Briefing | O que determinou a organização do congresso em três painéis – conteúdos, vida e trabalho?

RV | Porque são temas que estão relacionados, os conteúdos são influenciados pelos estilos de vida e pela nossa relação com o trabalho. E as marcas cada vez mais investem em conteúdos que mostrem pessoas reais e a sua relação de equilíbrio entre vida e trabalho.

Briefing | No que respeita aos conteúdos, qual é a revolução?

RV | A revolução acontece a vários níveis. Por um lado, na multiplicidade de plataformas onde podemos disseminar conteúdos, por outro lado, no acesso e na democratização da tecnologia para produzir conteúdos de excelência e ainda a um terceiro nível que tem a ver com a abertura das marcas para comunicarem com diferentes estilos e com muito mais frequência.

Briefing | E que relação têm os estilos de vida com o marketing?

RV | Toda. Os produtos, os serviços e as marcas são construídas tendo em conta os estilos de vida dos consumidores. Não é por acaso que determinadas marcas se identificam com alguns grupos de consumidores.

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terça, 11 abril 2017 14:07

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