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Demonstrar a portugalidade da KAFFA. É o objetivo de Pedro Henriques

Demonstrar a portugalidade da KAFFA. É o objetivo de Pedro Henriques A KAFFA visa mostrar ao consumidor a "excelente" relação qualidade-preço das cápsulas e a portugalidade que "distingue" a marca, segundo Pedro Henriques. O diretor Comercial e de Marketing da KAFFA avança que comunicar "above the line e bellow the line" é o desafio, tendo em vista o principal objetivo para 2017, que é cimentar a empresa como produtora de marcas próprias e como marca de fabricante. Melhorar a presença no ponto de venda, nas redes sociais e restruturar a loja online são outras das apostas para este ano.

segunda, 24 abril 2017 13:46
Demonstrar a portugalidade da KAFFA. É o objetivo de Pedro Henriques

Briefing | De que forma a sua experiência pode ajudar a melhorar a comunicação da KAFFA?

Pedro Henriques | O meu percurso profissional sempre foi desenvolvido em grandes casas e em todas elas aprendi imenso e desenvolvi aptidões em inúmeras áreas. A partir do momento em que acreditamos que temos o melhor produto do mercado, temos que passar essa mensagem, comunicando "above the line e bellow the line". Para além do know-how e modernidade que a KAFFA incorpora, é preciso também demonstrar claramente que esta é uma empresa portuguesa, com produção totalmente feita em Portugal. A qualidade, inovação, modernidade e portugalidade são valores que fazem parte do ADN da KAFFA e o consumidor tem de os conhecer e orgulhar-se deles. Um dos meus grandes desafios é fazer chegar esta informação ao maior número possível de lares, em Portugal e além fronteiras.

Briefing | Como pretende reforçar a imagem da empresa?

PH| Sem dúvida demonstrando a qualidade do produto que oferecemos e a portugalidade associada à empresa. A família Galvão foi a fundadora da Brasileira e esteve desde sempre ligada ao café. Hoje a KAFFA é uma empresa extremamente inovadora, moderna e continua a ser totalmente nacional e a trabalhar com parceiros portugueses.

Briefing | Que estratégia de marketing acredita que será uma boa aposta a nível nacional? E internacional?

PH| O nosso grande objetivo para este ano é cimentar a empresa não só como produtor de marcas próprias, mas também como um importante player enquanto marca de fabricante sob a alçada KAFFA. Para isso, estamos a desenvolver um trabalho que será visível ainda no primeiro semestre deste ano e que agrega e consolida os valores que identificam a marca. Recentemente conquistámos novos acordos de distribuição com grandes players com quem acordámos uma forte visibilidade no ponto de venda coadjuvada com bastantes ações de degustação e interação com o consumidor. No ambiente digital estamos a reestruturar a loja online, em concordância com os valores atrás referidos, e a consolidar a nossa presença nas redes sociais. Queremos melhorar ainda mais o nível de serviço e oferecer aos nossos clientes excelentes promoções à distância de um clique.

A nível internacional, estamos a desenvolver várias parcerias com importantes players (produtores e distribuidores) que a curto prazo trarão resultados relevantes, não só para a KAFFA mas também para os parceiros com quem a KAFFA colabora regularmente. Além disto, continuamos a apostar numa forte presença nas principais Feiras Internacionais. Estivemos em março no Reino Unido no International Food & Drink Event e, em maio, vamos estar na PLMA (Private Label Manufacturers Association), em Amesterdão.

Briefing | Qual a quota de mercado da KAFFA?

PH| A nível nacional, a quota de mercado da empresa KAFFA representou em 2016 cerca de 13,5% em volume de cápsulas vendidas.

Briefing | O que oferece a KAFFA de diferente das restantes marcas com capsulas compatíveis?

PH| A KAFFA oferece um portfolio bastante alargado de cápsulas compatíveis com os principais sistemas do mercado, além de ser especialista na produção de sistemas fechados de café, nomeadamente o próprio Sistema KAFFA. A acrescentar a toda esta diversidade, e fruto do nosso know how e capacidade produtiva, estamos habilitados a construir um produto com elevada qualidade, contribuindo fortemente para a democratização do mesmo.

Briefing | Como pretendem enfrentar a concorrência?

PH| Apesar do mercado do café ser muito agressivo, temos consciência de que temos um excelente produto e queremos demonstrar claramente ao consumidor a excelente relação qualidade-preço do mesmo, democratizando o consumo de cápsulas de café em casa. A afirmação da portugalidade parece-nos também um fator distintivo que o consumidor português muito valoriza.

Briefing | Como pretende inovar?

PH| A inovação sempre foi e continua a ser parte da vida da empresa. Os produtos KAFFA são resultado de longos processos de investigação e desenvolvimento. A nível interno, a empresa promove regularmente ações de formação. Dentro deste âmbito, surge ainda a colaboração regular com algumas Universidades portuguesas, nomeadamente com o Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, com as quais desenvolvemos procedimentos, registos de análise sensorial, seleção e orientação de estágios de alunos universitários.

Briefing | O digital é cada vez mais uma aposta das empresas. Será também uma preocupação da KAFFA?

PH| O digital é imprescindível por isso estamos a proceder à modernização da nossa loja online, tornando-a mais atrativa. Queremos ter uma Coffee Shop online com todos os valores da portugalidade e qualidade dos nossos produtos. Nos dias de hoje com cada vez menos tempo livre, o consumidor recorre sempre e em primeira instância ao online. Se tivermos uma resposta imediata e de qualidade vamos certamente "marcar pontos." Embora o café seja um produto de compra planeada, o consumidor valoriza a compra online quando vê o seu produto chegar a casa à distância de um clique.

Iremos também este ano apostar em reforçar e solidificar a nossa presença nas redes sociais, afirmando os valores e princípios que orientam a empresa. Teremos várias surpresas dentro em breve e já está em vigor um plano promocional bastante atrativo para quem optar pela compra online.

Briefing | Quais as metas da KAFFA até ao final do ano?

PH| A nível nacional consolidar ainda mais as parcerias que temos com os nossos clientes. A nível internacional, iremos alargar o nosso portfolio de clientes de modo a aumentarmos o nosso rácio de exportação para valores perto dos 25%. Continuamos apostados em ser pioneiros ao nível de investigação e desenvolvimento.

Briefing | Avançaram que pretendem chegar às 145 milhões de cápsulas em 2017. Como o vão fazer?

PH| Tendo a certeza do nosso caminho, existe algo que está acima de tudo e que nada será possível sem esse espírito: o compromisso de todas as áreas da empresa (Produção, Comercial & Marketing, Qualidade, Investigação, Financeiro) e o fortíssimo espírito de equipa, que posso testemunhar. Juntos atingiremos os nossos objetivos.

Briefing | A fábrica no Brasil terá influencia para esse crescimento? Como?

PH| O mercado de cápsulas no Brasil é ainda emergente pelo que, no futuro, a nossa presença neste país será muito importante, não só para o mercado brasileiro, mas também para os mercados de outros países da América Latina.

Briefing | Passa pelos planos da KAFFA a expansão para outros países? Se sim, quais e porquê esses países?

PH| Estamos neste momento a desenvolver contatos e a iniciar novos projetos com parceiros independentes. A Europa continua a ser a nossa grande aposta uma vez que é neste continente que a cápsula de café é consumida e valorizada.

Briefing | Qual a importância dos mercados internacionais no negócio da KAFFA?

PH| A exportação representa cerca de 20% do negócio da KAFFA.

Briefing | E qual o país que dá maior receita à marca?

PH| A nível internacional, a Holanda.

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