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As marcas são de confiança e o selo também. A Maria do Carmo diz porquê

As marcas são de confiança e o selo também.  A Maria do Carmo diz porquêExiste há 17 anos e, além do pioneirismo, reclama os atributos da abrangência da amostra, da independência da metodologia e da ausência de interesses comerciais. É assim o selo Marcas de Confiança, segundo Maria do Carmo Diniz, diretora de Publicidade das Selecções do Reader's Digest. Na próxima quinta-feira, dia 11, são entregues os prémios da edição de 2017.

terça-feira, 09 maio 2017 13:07
As marcas são de confiança e o selo também.  A Maria do Carmo diz porquê

Briefing | O que é uma marca de confiança? Quais os atributos?

Maria do Carmo Diniz | Uma marca de confiança é aquela que ocupa o top of mind do consumidor, ou seja, quando questionado em que marca mais confia em determinada categoria, o inquirido apenas refere uma, a primeira que lhe ocorre.
Uma marca de confiança acaba por ser aquela que corresponde às expectativas do consumidor em termos de qualidade, eficácia e fiabilidade. É, portanto, aquela que é reconhecida com tendo uma justa relação de valor, que transmite segurança e está nas preferências do consumidor.

Briefing | O diferencia este selo dos demais que existem no mercado?

MCD | Este foi o primeiro selo a surgir no mercado, há já 17 anos. Existem também alguns aspetos que são eles próprios geradores de confiança.
Desde logo, a abrangência da amostra – 15.000 inquiridos representativos da população portuguesa. Depois, o facto de cada marca de confiança ser determinada de forma transparente, justa e direta é outro fator diferenciador. Não existem candidaturas ou inscrições, nem exclusões. A metodologia de pergunta aberta permite que qualquer marca seja referida em cada categoria analisada. É eleita marca de confiança aquela que soma o maior número de votos na respetiva categoria.
A caracterização da marca é votada em função de três atributos, nomeadamente, a qualidade, a relação custo/benefício e a perceção das necessidades do cliente. Para além destes atributos, a caracterização da marca é ainda votada considerando a referência ao consumo nos últimos doze meses.
Por último, a inovação é também um fator diferenciador, na medida em que o estudo se adapta rapidamente às alterações do mercado. Sempre com foco na confiança, ano após ano, este estudo tem sondado diferentes perspetivas, como a económica, social ou política, tendo sido dos primeiros a privilegiar setores como o ambiente e a eleição de personalidades de confiança. A título de exemplo, no ano do europeu, em que Portugal se sagrou campeão, sentiu-se a necessidade de avaliar a confiança que os portugueses depositam na profissão de treinador desportivo, concluindo-se que 59% dos portugueses não confia nesta profissão (o que é sintomático dos treinadores de bancada).

Briefing | Todos reclamam independência e transparência, mas que garantias podem as Seleções dar de que não há interesses comerciais subjacentes à escolha?

MCD | Desde logo, o estudo não implica nenhum pagamento para o uso do selo. A revista Selecções dos Reader's Digest não comercializa o estudo, nem a utilização do selo Marca de Confiança na comunicação que as marcas vencedoras entendam fazer. Esta é uma inequívoca prova de isenção.

Briefing | Como avalia o número de selos que existem no mercado?

MCD | Naturalmente, temos um enorme orgulho em ter sido pioneiros em Portugal, na criação de um estudo deste género promovido por um media, com intenção de distinguir marcas e, de certo modo, de termos aberto espaço no mercado para todos os outros selos que hoje existem.
Acredito que, desde que tenham qualidade, todo este tipo de análises pode ajudar os consumidores nas suas tomadas de decisão

Briefing | Mas será que essa quantidade de selos é positiva? Não poderá dar sinais difusos para o consumidor?

MCD | O consumidor está cada vez mais exigente. Cada selo ocupa, certamente, um lugar diferente na sua mente. O desafio passa por gerar valor para o consumidor e, consequentemente também para as marcas. No caso das Marcas de Confiança, é nosso objetivo incentivar uma relação recíproca de confiança entre as marcas, os seus consumidores e os seus fãs.

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