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Fazer do EDP Cool Jazz uma experiência premium. É a aposta da Karla

Fazer do EDP Cool Jazz uma experiência premium. É a aposta da KarlaA Live Experiences volta a organizar o EDP Cool Jazz a solo. E nesta 14.ª edição, a fundadora da empresa e mentora do festival, Karla Campos, promete reforçar a diferenciação, nomeadamente com um espaço de refeições mais completo e com um palco para jovens talentos. O objetivo é tornar a experiência do público (ainda mais) premium. A partir de amanhã, 18 de julho.

segunda, 17 julho 2017 13:23
Fazer do EDP Cool Jazz uma experiência premium. É a aposta da Karla

Briefing | O que levou a Live Experiences a organizar o festival a solo, pondo fim à parceria com a Música no Coração?

Karla Campos| O festival teve início com a Live Experiences a solo. Depois aconteceu a parceria com a Música no Coração e juntos trabalhámos nos últimos anos. Na verdade, são ciclos e neste momento a Live Experiences está focada em trabalhar os seus projetos, como é o caso do EDPCoolJazz e do Lisboa Dance Festival.

Briefing | Que impacto vai ter essa decisão no próprio festival?

KC | Parece-nos que a relação direta dessa decisão não é passível de uma análise de "perder" ou "ganhar". Em todas as parcerias há sempre parceiros que trazem este ou aquele ponto extra e que dão mais esta ou aquela força no formato final. Por outro lado, nas parcerias também existe muita concessão, por exemplo. Por isso, em 2017 estamos focados na relação concreta entre Live Experiences e o EDPCoolJazz.

Briefing | O que tem de diferenciador o EDPCoolJazz no panorama dos festivais de verão em Portugal?

KC | Destaco três pontos fundamentais. O usufruto do património arquitetónico em consonância com o desfrutar cultural (música). Os Jardins do Palácio do Marquês de Pombal (Oeiras) são dos espaços paisagísticos mais bem conseguidos do país. Outro ponto a destacar é que não é um festival de massas, o público encontra qualidade nos serviços, na cadeira onde se pode sentar, não se acotovela, usa na plenitude o espaço. O último ponto é a música, em que tentamos proporcionar diversidade, mas dentro de um panorama cool, jazzy por vezes, groovy noutras, e eternas canções noutras ainda.

Briefing | Em que medida é que a associação a uma marca como a EDP é determinante?

KC| Com o panorama económico atual, é necessário termos parcerias fortes, que acreditem tanto ou mais do que nós na realidade do festival, nos objetivos finais. Sem dúvida que a EDP, tendo uma visão macro, consegue entender as especificidades de um evento como o Cool Jazz e fazer do festival também a sua bandeira.

Briefing | Que novidades apresenta esta 14.ª edição?

KC | Também aqui destaco alguns pontos para este ano. Destaco o facto de termos 14 concertos em 7 noites. Nunca o tínhamos feito. Sentimos essa necessidade até como experiência para o público. Tendo em conta esse ponto fundamental – público – dedicamos mais tempo a área Cool Pick & Go, pois queríamos disponibilizar a maior e melhor variedade em termos de "o que se come" no festival. Ao invés de termos algo mais comum, criámos espaços concretos. Nesse sentido, faltava ainda algo mais. No fundo, faltava música. Este ano em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, criámos o Santa Casa Jazz Sessions, em que valores do jazz vão poder apresentar-se. No fundo, enriquecer ao máximo a experiência do festival.

Briefing | Qual tem sido a adesão do público e quais as expectativas para este ano?

KC | Ao longo dos anos, o público tem sabido dar uma resposta absolutamente arrebatadora. O cartaz muda, torna-se mais clássico ou mais arrojado e o público responde sempre bem. Esperamos que este ano voltemos a ter essa força do público, essa vontade em usufruir dos espaços e da música. Da força ao vivo que é o duelo de guitarras do Rodrigo y Gabriela, passando pela vitalidade dos Pretenders até artistas frescos como o Jake Bugg, o público tem reagido muito bem.

Briefing | E as marcas? Qual a atratividade do festival para a ativação de marca?

KC | Reforço a ideia mencionada anteriormente: a diferenciação. As marcas sabem que vão estar a comunicar para um público premium, para uma audiência interessada, culta, com visão de mundo. Logo o esforço das experiências tem que ser muito mais trabalhado, não basta ter um stand e oferecer o que seja. Há uma necessidade de dar uma experiência concreta, como acontece no espaço Cool Pick & Go, por exemplo.

Briefing | Uma das tendências neste domínio prende-se com a sustentabilidade. Qual a abordagem do EDP CoolJazz?

KC | Estamos a trabalhar todos os anos para fazermos mais e melhor. A parceria com a EDP neste sentido tem sido ainda mais fundamental. Não queremos "fazer género" e sermos ecologistas de ocasião e por isso partimos também para a iniciativa do Eco Copo, em que os copos são reutilizáveis por forma a consumir menos materiais e obter resultados muito mais atrativos em termos estéticos no recinto, com menos copos espalhados pelo festival. Trabalhamos para a compensação de emissão de CO2, assim como na edição de 2016 foram recolhidos 65kg de alimentos não consumidos que se traduziram em 172 refeições. Esse movimento Zero Desperdício não pode ser só "para ficar bem". Temos mesmo que agir, solidificar em ações. E sim, o facto de termos ganho prémios (Best Contribution to Sustainability - Iberian Festival Awards) dá-nos ainda mais responsabilidade para fazer mais e melhor.

Briefing | Há previsões para desdobrar os palcos, nomeadamente levando o festival a outras zonas do país?

KC | Há várias ideias e estão apresentadas aos parceiros. Há timings para tudo, claro, e a seu tempo teremos as respetivas novidades.

Brieifng | E para internacionalizar há planos?

KC | O mindset é exatamente o da pergunta anterior: a seu tempo as necessidades e planos tomam forma e poderemos levar adiante o lema da Live Experiences – Creating New Emotions.

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