Entrevistas

No mercado da Time Out só está quem faz melhor. Em Miami também

No mercado da Time Out só está quem faz melhor. Em Miami tambémNo Time Out Market, a curadoria é para manter. Quem o garante é a diretora-geral, Ana Alcobia, sublinhando que não está no mercado quem paga mais, mas quem a revista entende que sabe fazer as coisas de forma excecional. E agora que está de pedra e cal em Lisboa, Miami é a próxima paragem.

quinta, 24 agosto 2017 12:59
No mercado da Time Out só está quem faz melhor. Em Miami também

Briefing | Considerando os três anos de existência, qual o que mais se destacou a nível do número de visitantes? E a nível de faturação?
Ana Alcobia | Sem dúvida que o último ano. Os números têm crescido substancialmente, estamos acima dos 100% do ano anterior. Os três milhões de visitantes e os 24 milhões de euros de faturação total de todos os lojistas que estão do lado do Time Out Market acho que são números que mostram que este último ano foi, sem dúvida, aquele que mostrou que é um projeto vencedor.

Briefing | Os turistas foram fulcrais para esse crescimento?
AA | Completamente. Aliás, eu tenho a certeza que, para além de todos os esforços que a marca habitualmente já faz para poder sair nos meios e até em meios internacionais, a realidade é que o facto de termos recebido imensos turistas, que chegam lá fora e dizem "há um projeto incrível em Lisboa", ajudou substancialmente. Todas as críticas que temos são críticas que nos enchem de orgulho.

Briefing | Como é que o conceito se envolve com os media?
AA | Começámos à procura de um espaço onde pudéssemos ter demonstrações a três dimensões do que escrevíamos. Os críticos e editores, ao andarem nas ruas e poderem fazer as suas avaliações, seriam os que melhor sabiam o que se passava na cidade em bom e, portanto, queríamos ter um espaço onde pudéssemos mostrar isso. Não só relacionado com os restaurantes, mas também com o teatro, com a dança, os workshops, as conferências.

Briefing | Como são selecionadas as marcas/empresas presentes no mercado?
AA | Tem tudo a ver com a avaliação feita pelos editores da revista. Há uma componente de curadoria extremamente importante neste projeto, que o faz ser totalmente diferente de todos os outros projetos que conhecemos no resto do mundo. Somos o único mercado do mundo que tem três estrelas Michelin e que as ganharam já aqui, a Time Out saberia que eles eram uma aposta mais do que certa.

Briefing | E o convite parte da Time Out?
AA | Nesta fase, temos uma lista gigante de interessados. A realidade é que, quando temos espaço vazio, o que não tem acontecido muitas vezes, somos sempre obrigados a recorrer áquilo que é o conteúdo editorial e à parte da curadoria da revista para continuarmos a ter uma linha editorial também na escolha das pessoas que estão aqui dentro.

Briefing | Como se integra a Second Home no conceito do Time Out Market? O que acrescenta ao espaço?
AA | A Second Home recebe empresas que são grandes impulsionadores da criatividade da cidade de Lisboa e, portanto, tem tudo a ver connosco. Acrescenta mais um lado criativo. Essas empresas que aqui estão sediadas são parceiros muito interessantes para o posicionamento do mercado. Para nós, é fundamental termos como oferta aquilo que de melhor e de mais diferenciador se faz na cidade, pelo que acolhermos as empresas que estão a trabalhar em projetos que, amanhã, toda a gente vai querer consumir, ver, ouvir, é fantástico.

Briefing | Estão previstos mais projetos em Portugal?
AA | Por enquanto, e para já, o foco é na abertura no de Miami. Escolher os melhores dessa cidade, colocá-los todos dentro de um só espaço e debaixo de um só teto com conteúdos Time Out e com tudo o que são as avaliações e as estrelas que a Time Out está tão habituada a dar. Estarmos à procura de novos espaços noutros países tem muito a ver com a própria expansão da marca e aquilo que a marca já representa no mundo. Até na vontade de procurar novas cidades, o lançamento da revista e do próprio mercado poderão, muitas vezes, ser projetos simultâneos.

Esta entrevista pode ser lida na íntegra na edição impressa da Briefing.

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sexta, 01 setembro 2017 12:29

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