Entrevistas

Clarificar regras e combater ilegalidades no OOH. É o objetivo da APEPE

“Que as regras sejam claras e que a fiscalização seja eficaz no combate a ilegalidade”. Este é o objetivo  do presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade Exterior (APEPE), Nuno Fialho, que tem ainda a ambição de tornar o meio outdoor “parceiro das mais atuais tecnologias”. Estes e outros temas serão debatidos no 3.º Encontro do Meio Outdoor, a acontecer esta quarta-feira, dia 29 de novembro, na Universidade Lusófona, em Lisboa.

terça, 28 novembro 2017 12:34
Clarificar regras e combater ilegalidades no OOH. É o objetivo da APEPE

 

Briefing | Que empresas representa a APEPE?

Nuno Fialho | A APEPE, associação com mais de três décadas de existência, representa presentemente entre 30 a 40% das empresas do sector da publicidade exterior entre micro, pequenas e grandes empresas.

Que objetivos tem a APEPE para este 3.º Encontro do Meio Outdoor?

Na sequência das edições anteriores o objetivo do 3.º Encontro do Meio Outdoor é levar a debate os temas que fazem parte do quotidiano das empresas deste sector, em particular aqueles que representam uma maior preocupação, apelando por isso a participação e contributo de todos aqueles que podem de alguma forma contribuir para a clarificação destes temas.

Estando fortemente convictos que esta troca de ideias é enriquecedora e permitirá entender a posição dos diversos intervenientes deste sector. 

Atualmente, quais são as maiores preocupações no setor?

Existem diferentes preocupações para o sector, no entanto aquela que acreditamos ser a que mais preocupações revela, para todos sem exceção, é a Lei 34/2015, isto em virtude de continuar por publicar a portaria que regulamentará o sector da publicidade exterior. Pensamos ser do conhecimento geral que a pretensão do anterior executivo era criar mais uma taxa a liquidar à Infraestruturas de Portugal, para além da que pagamos atualmente a cada município.  Por tudo isto, a atual direção da APEPE tem vindo a manter contatos com o secretário de Estado, Guilherme D’Oliveira Martins, no sentido de sensibilizar a tutela de que tal medida, caso seja aplicada, é sem duvida alguma ruinosa para um sector composto por pequenas e médias empresas.

Outras das nossas preocupações é a ilegalidade, que em nosso entender continua a ser crescente. Gostaríamos de ver este assunto “combatido” por uma fiscalização mais proactiva, assertiva e organizada. Os concursos de exclusividade de alguns municípios, são mais um problema que afetam sobretudo as micro e pequenas empresas que não tem o mesmo poder económico das “grandes” empresas e ficam impossibilitadas de desenvolverem a sua atividade normalmente. Com esta situação criada por algumas autarquias, consideramos que os anunciantes de uma forma geral também são afetados/prejudicados por esta medida.

Em que medida é importante inovar neste segmento? E até onde é possível inovar?

A inovação é sempre importante e este sector não é exceção. A inovação permitirá mantermo-nos na linha do progresso, florescer, não ficar amorfos, em suma representará crescimento, evolução. As novas tecnologias, como os leds, os painéis digitais são para já o futuro, temos que continuar atentos a fim de modernizar rapidamente o mais antigo meio de fazer publicidade.

Em comparação com os outros meios, o que destaca o outdoor?

Estamos convictos que o OOH contribuí de forma inequívoca para agregar valor as marcas, trazendo-lhe notoriedade e reconhecimento, com um nível de investimento inferior aos restantes meios.

Numa era em que os transeuntes dão menos atenção ao ambiente em redor, como é que o outdoor pode chamar a atenção?

Cremos que a forma inovadora e criativa de representar a mensagem será sem duvida a formula para conseguirmos captar a atenção de todos, e que permitirá uma aproximação do consumidor.

O que é urgente mudar?

Acabar com o clima de suspense em torno da Portaria, é sem duvida aquilo que gostaríamos de ver alterado no panorama atual. Queremos acreditar que a portaria se revelará justa, sem a aplicação de mais taxas, com esta questão clarificada, podemos definir novos investimentos e formas de atuação. Que as regras sejam claras e que fiscalização seja eficaz no combate a ilegalidade.

E o investimento no sector? Como tem corrido?

Ao exemplo da economia em geral, tem vindo a existir um aumento gradual de investimento no sector, no entanto o mesmo está ainda longe de uma franca recuperação. Temos, no entanto, a expetativa que este crescimento possa continuar.

Como é medida a eficácia do meio outdoor?

Desde o final do 2º Encontro do Meio Outdoor, que a APEPE, tem vindo a manter contatos com a Marktest com o objetivo de encontrar uma “métrica” que nos permita quantificar o retorno do investimento no OOH. Esta é sem duvida uma lacuna que queremos ver alterada e esperamos que fruto destes contatos muito em breve nos possa ser apresentado uma proposta que vise alterar o atual panorama.

Qual é a ambição do meio outdoor?

A ambição do OOH é deixar para traz o epíteto de ser visto, por alguns, como o meio tradicional e que possamos ser olhados como parceiros com tecnologias dinâmicas, atuais, inovadoras e capazes de fazer a diferença, com o objetivo de aproximar as marcas e os consumidores.

Clarificar as regras e combater ilegalidade. É o objetivo da APEPE

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