Entrevistas

A Chauffeur Privé veio para ficar. E lutar pelo primeiro lugar. Garantia de CEO

A partilha de valor é a principal premissa da Chauffeur Privé. Quem o diz é Sérgio Pereira, CEO em Portugal, que destaca ainda o programa de fidelização, a criação de equipas especializadas de apoio ao cliente e ao motorista e os preços competitivos como características diferenciadoras do serviço. “Lá vai Lisboa” foi a campanha que marcou a primeira internacionalização da marca francesa. Para um país onde quer “investir numa presença sólida” para “crescer de forma sustentada” até à “liderança neste setor”.

quinta, 25 outubro 2018 12:39
A Chauffeur Privé veio para ficar. E lutar pelo primeiro lugar. Garantia de CEO

 

Briefing | O que levou a Chauffeur Privé a escolher Portugal como primeiro país de internacionalização?

Sérgio Pereira | Portugal foi o país escolhido para dar início à estratégia de expansão da marca por várias razões. A Chauffeur Privé considera o mercado nacional como uma oportunidade de negócio. É, sem dúvida, um solo fértil para expandir ideias de negócio mais originais, sobretudo no que concerne a negócios digitais, tendo em conta o nível elevado de desenvolvimento do país neste segmento. A presente estabilidade financeira e recuperação económica verificada nos últimos anos são também um dos motivos que levou a Chauffeur Privé a apostar no mercado português. A escolha da cidade foi também pensada estrategicamente, recaindo na grande capital. Lisboa é uma cidade dinâmica, diversificada e culturalmente aberta, com um elevado nível de desenvolvimento digital e com uma densidade populacional completamente adaptada para o primeiro lançamento de um operador de TVDE, o que nos permite “testar” a adesão do consumidor.

A par destas condicionantes, a Chauffeur Privé vê Portugal como um exemplo de referência em legislação de plataformas digitais e acredita que este tem vindo a gerir um processo de transformação no setor, nomeadamente no que diz respeito à regulamentação. Sabemos que a qualidade de transporte está a evoluir de dia para dia e a entrada da Chauffeur Privé, em Portugal, vem reforçar a aposta na qualidade de serviço para os utilizadores e no apoio prestado aos motoristas.

Qual é o posicionamento no mercado?

Desde 2016, a Chauffeur Privé é reconhecida como a segunda startup com maior crescimento em França. Atualmente, conta com mais de dois milhões de clientes fidelizados e cerca de 18 mil motoristas. O próximo passo é cumprir o desejo de ser líder europeu na área de transporte individual privado. Já estamos a trabalhar nesse sentido, através da implementação da estratégia de expansão global da marca, e contamos com o apoio da nossa acionista maioritária – a Daimler, para este posicionamento de liderança, através dos elementos que nos tornam originais e sempre com o objetivo de criar valor.

O que a distingue das outras plataformas de serviço de transporte individual?

A principal premissa da Chauffeur Privé é a orientação para uma maior partilha de valor, através de um serviço de qualidade, com um valor competitivo para os motoristas (nossos parceiros) e para os utilizadores. Neste sentido, a marca distingue-se no mercado por se reger com base em três eixos fundamentais: preço competitivo, qualidade de serviço e proximidade. Temos um preço competitivo, a partir de apenas 2,50€, e oferecemos um valor fixo, sem surpresas, não estando sujeitos a oscilações que possam ser provocadas por fatores externos como o trânsito no percurso, alterações de percurso, entre outros.

O preço da viagem é sempre definido aquando da reserva, cobrando uma comissão de apenas 15% sobre esse valor. A comissão da Chauffeur Privé é uma das mais baixas no mercado, o que é uma mais valia no preço final pago pelo cliente.

No que concerne à qualidade de serviço, apostamos na criação de equipas especializadas para o apoio ao cliente e ao motorista com uma presença física no mercado de operação. A nossa atividade é pautada por critérios elevados de segurança e compromisso, ao nível de recrutamento, formação obrigatória e acompanhamento da atividade dos nossos motoristas, que são uma peça fundamental no negócio. Por último, mas igualmente importante, somos uma empresa que se rege pela proximidade e transparência, e é desta forma que asseguramos a qualidade dos nossos serviços. Não nos escondemos atrás de uma app e temos as portas das nossas instalações abertas, onde os motoristas podem tratar todas as suas questões profissionais relacionadas com a empresa.

O nosso programa de fidelização é outro elemento que nos diferencia da concorrência. Único no mercado, este programa permite a angariação de pontos, que depois poderão ser convertidos em viagens gratuitas. Assenta em quatro níveis de estatuto na aplicação, do vermelho (red) ao platina (platinum), sendo que o número de pontos ganhos varia consoante o tipo de utilizador. Este programa é parte integrante do nosso modelo de negócio e da nossa forma de trabalhar. Valorizamos os nossos melhores clientes e criamos recompensas para aqueles que privilegiam o nosso serviço.

Qual a ambição para o mercado português?

No mercado português pretendemos investir numa presença sólida. Sendo Portugal o primeiro país a dar início à estratégia de internacionalização global, este investimento acabará por ser uma referência para a estratégia global da Chauffeur Privé.

A nossa presença neste mercado não é efémera. A Chauffeur Privé veio para Portugal para ficar e quer efetivamente criar valor. Analisámos detalhadamente o impacto de negócio com a entrada da Chauffeur Privé no mercado português para antever as perspetivas de desenvolvimento da marca e, claro, poder definir objetivos estratégicos. A curto e médio prazo, com a sedimentação e solidificação do negócio em Portugal, lutaremos pela liderança neste setor. Nesta fase de arranque e até ao final de 2018, queremos sobretudo fornecer um serviço de qualidade, com o recrutamento e seleção dos melhores motoristas e a oferecer um serviço que faz a diferença, quer aos motoristas quer aos utilizadores.

Pretendemos crescer de forma sustentada, com base nas necessidades de mercado, e acreditamos que um serviço de qualidade consistente, eficiente e eficaz, com um preço acessível é o fator diferencial para criar fidelização.

Preveem mais internacionalizações? Se sim, quando e onde?

Desde 2017, ano em que a Daimler se tornou nossa acionista maioritária, que a Chauffeur Privé tem como objetivo alcançar a liderança no setor de transporte e mobilidade urbana a nível europeu. Foi neste sentido que definimos a nossa estratégia de expansão global, que teve como ponto de partida o mercado português, mas em breve esperamos alargar o nosso serviço a outros países da Europa. Ainda estamos a equacionar os potenciais mercados, pois é uma escolha que tem de ser ponderada. Há muita pesquisa que tem de ser feita para antever as perspetivas de negócio e o impacto que a penetração da Chauffeur Privé poderá ter nesses mercados. Assim, prevemos alargar os nossos serviços a mais países europeus, embora ainda não tenhamos uma data definida de quando isso poderá acontecer.

Quanto pretendem investir na comunicação da marca? Em que meios vão apostar?

A Chauffeur Privé arrancou em Portugal com uma campanha inovadora e que tem como assinatura “Lá vai Lisboa”. Por se tratar de um negócio digital, estamos presentes essencialmente em meios digitais. Tivemos uma campanha forte no primeiro mês de lançamento, em que oferecemos um desconto de 50% a todos os utilizadores em todas as viagens. Esta campanha alavancou a procura no nosso serviço e estamos muito contentes, não só pela quantidade de downloads da app, já conseguimos mais de 10.000, mas também pelo número de utilizadores fidelizados. Temos mais novidades para os próximos meses, quer a nível de ofertas quer de comunicação para nos mantermos relevantes e no top of mind dos utilizadores.

Por enquanto, estão apenas em Lisboa. Preveem alargar a zona de cobertura?

Temos objetivos definidos para cumprir até ao final deste ano, nesta fase na capital. Até ao final de 2018, prevemos ter cerca de 1000 veículos e motoristas nas ruas de Lisboa. Estamos concentrados, neste momento, em Lisboa, mas, se tudo correr como planeado, poderemos depois alargar a zona de cobertura a outras cidades portuguesas.

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quinta, 25 outubro 2018 12:45

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