Entrevistas

O que quer a Reprise? Ser o braço armado dos clientes, diz o Pedro

Ser o braço armado dos clientes com uma abordagem única e integrada ao mercado. É esta a visão da Reprise e que está na origem da fusão com a Society, explica o managing director, Pedro Sousa. Assume-se como agência digital porque entende que é a designação que melhor ajuda a perceber o foco do que faz. E, neste contexto, mostra-se orgulhoso das nomeações para a próxima edição dos Prémios à Eficácia.

quarta, 07 novembro 2018 12:47
O que quer a Reprise? Ser o braço armado dos clientes, diz o Pedro

 

Briefing | Em termos práticos, o que significa o reposicionamento da Reprise? O que ganhou o grupo (em Portugal) com a fusão da Reprise e da Society?

Pedro Sousa |
Este é um movimento claro em que a soma das partes acrescenta mais valor ao serviço que a nova Reprise presta aos seus clientes. Isto porque, ao juntar todas as áreas do ecossistema digital, desde a componente de paid media, programmatic, desenvolvimento web, desenvolvimento de conteúdos, criatividade, data, analytics e tecnologia numa estrutura integrada, a nossa abordagem não só se torna mais ágil, como mais fluida e funcional.

E os anunciantes?

Esta mudança é muito positiva para os anunciantes pela possibilidade de ter um parceiro focado no seu negócio e que, de forma proactiva, consiga ajudar a identificar as necessidades da sua organização sabendo que cada realidade traz consigo desafios próprios. Permite também explorar oportunidades em comum de crescimento de negócio e trabalhar de forma efetiva na resolução de problemas estruturais que a indústria ainda apresenta, típicos de um mercado em desenvolvimento e em permanente evolução.

Qual o perfil atual da agência?

Atrevo-me a dizer que Reprise é, muito provavelmente, o local mais entusiasmante para se estar atualmente na nossa indústria. E isso sente-se na magnífica equipa que temos a oportunidade de reunir e que, pela diversidade de perfis e conhecimentos, reflete a energia e o espírito destemido que nos permite encarar o futuro de forma muito promissora.
Recentemente, reforçámos estrategicamente a equipa com profissionais de excelência no nosso setor como é o caso de João Sousa para o cargo de Innovation & Business Director e de Head of Cadreon (unidade de programmatic) e a de André Louraço para a posição de Client & Business Director, o que nos permitirá continuar a crescer tendo por base o desenvolvimento de soluções focadas no negócio e necessidades dos nossos clientes.


De que modo é que o portefólio de serviços foi reforçado?

Na verdade, o resultado final da nova Reprise reflete a totalidade da oferta que tínhamos no mercado, mas na altura sob diferentes operações. O reforço que realizamos, não tanto no sentido de novas áreas de serviço, até porque já as tínhamos, posiciona-nos ao nível das áreas de crescimento mais acentuado por forma a dotá-las dos meios necessários para o alcance de objetivos ambiciosos.


O que é diferenciador na Reprise face à restante oferta do mercado?

A frontalidade com que encaramos que o nosso papel tem de trazer relevância ao negócio dos nossos clientes e passando, muitas vezes, por desafiar formas instituídas de pensar e de atuar face aos desafios. Por outro lado, o facto de termos no mesmo local a possibilidade de criar equipas multidisciplinares que colaboram entre si no sentido de obter um resultado final que seja uma mais-valia efetiva no negócio dos nossos clientes. Isto só é possível com a soma de diferentes competências focadas num objetivo comum.
Na Reprise os projetos não são desenvolvidos por uma dupla criativa, um estratega, um gestor de redes sociais ou um especialista de media digital de forma individual. Todos os projetos são trabalhados em equipa. São, portanto, um braço armado dos nossos clientes com uma abordagem integrada e única no mercado para fazer face à realidade e desafios do mundo atual.

 Quando foi anunciada a fusão, disse-se que se preenchia uma lacuna do mercado. Em que medida?

Um pouco o que já referi anteriormente e suportado pelos aspetos mais relevantes da diferenciação. O mercado tem agências muito competentes em áreas específicas, mas não tem verdadeiramente algo que se assemelhe à capacidade de pensar e executar todas as disciplinas de forma integrada. Pensar essa integração de forma estratégia e com contributo efetivo para o negócio faz a diferença.
Por outro lado, o mercado do Digital tem ainda grandes falhas estruturais sem a resolução das quais não será possível proporcionar uma experiência positiva e integrada aos consumidores. Sem uma atitude crítica, focada em resolver essas falhas estruturais de forma colaborativa entre todos os envolvidos, não conseguiremos como indústria continuar a evoluir de forma rápida e sustentável.

Continua a fazer sentido a existência de agências que se definem como digitais? A integração não é o caminho?

Penso que o próprio mercado cria a necessidade de posicionamento que seja mais percetível para novos modelos de negócio ou serviços. E daí a designação de agência digital ajudar ainda a perceber o foco e contexto em que desenvolvemos a nossa atividade.
Talvez um dia a designação seja redundante porque estaremos num ecossistema 100% digital, mas ainda estamos a percorrer esse caminho.
Efetivamente o que fazemos desde a nossa origem, com as agências do grupo IPGMB – Initiative e Universal McCann – é ajudar os clientes na integração do universo online com o universo offline, da vertente de negócio com a da comunicação criando experiências para os utilizadores, consumidores e audiências cada vez mais integradas e envolventes em que a fronteira entre online e offline tenderá a ser cada vez mais ténue.
A comprovar o sucesso deste percurso está a nomeação para os Prémios Eficácia, em que somos a agência digital com mais casos (14) finalistas, o que nos deixa obviamente muito orgulhosos, mas também conscientes da responsabilidade e das elevadas expectativas a que queremos corresponder e, se possível, superar.

 

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quarta, 07 novembro 2018 12:53

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