Entrevistas

Inspirar as lideranças? A Carlota explica a ambição da Happy Conference

Desenhar o futuro, gerindo o presente. Esta é uma dicotomia que faz parte da visão da Happy Conference, iniciativa da WIN World que cumpre dez anos em Portugal e que, acredita Carlota Ribeiro Ferreira, fundadora e CEO, se tem afirmado como um projeto de inspiração para a liderança e a cultura organizacionais. Ao trazer para o debate e a reflexão temas como a felicidade. Esta quarta-feira traz a Lisboa o orador motivacional Tal Ben-Shahar, num evento de que a Briefing é media partner.

segunda, 18 março 2019 12:13
Inspirar as lideranças? A Carlota explica a ambição da Happy Conference

 

Briefing | Que balanço faz de dez anos de Happy Conference?
Carlota Ribeiro Ferreira |
Um balanço positivo e sobretudo repleto de significado. Há dez anos não se falava muito de felicidade e bem-estar enquanto variáveis da equação de desenvolvimento das pessoas, das organizações e dos negócios. Hoje os estudos de felicidade nas organizações, os rankings das empresas mais felizes ou dos melhores lugares para trabalhar fazem parte não só da agenda mediática como dos índices consultados por alguém que procura trabalho ou vai entrar numa nova empresa. As pessoas não só procuram ambientes positivos para trabalhar como, se sentem que isso não acontece, procuram alternativas. Os chamados salários emocionais decorrem muito da cultura e dos ambientes que se vivem nas empresas e tornaram-se numa variável intangível altamente valorizada pelos colaboradores, a par de tudo o que diz respeito a oportunidades de progressão e crescimento na carreira, naturalmente. Esta visão mais ambiciosa de desenvolvimento e crescimento de pessoas e negócios em ambientes positivos, em que, por um lado, existe alto desempenho, resultados e impactos, e, por outro, há respeito, equilíbrio e saúde, é o que as pessoas e as empresas procuram construir em conjunto, e isso requer consciências e esforços de parte a parte.
Ao fim de dez anos de Happy Conference, e tendo os programas tocado em várias dimensões de desenvolvimento que contribuem para esta tal visão mais ambiciosa e ampla das lideranças, culturas e ambientes que queremos nas organizações, acho que temos contribuído para nos levarmos a todos mais além.      

O que veio a Happy Conference mudar no mundo das organizações?
Acima de tudo, consciências e conhecimentos. Nós não mudamos as organizações, nós procuramos inspirar os líderes e as organizações para a mudança. E como? Elegemos temas que nos parecem críticos na vida das organizações e das pessoas e desenhamos programas de impacto, com conhecimentos e práticas de interesse para acelerar o desenvolvimento com uma maior consciência de todo o nosso potencial. Numa rápida retrospetiva, trabalhámos temas de enorme interesse ao longo das várias edições que vão desde a psicologia positiva, à criatividade, confiança, produtividade, liderança com magia, mente e atitude, empatia e conexão, liderar com foco nas pessoas. E este ano vamos ter um programa extraordinário assente no tema “The Joy of Leadership”, em que Tal Ben-Shahar vai expor o conceito de 10 X Leaders – aqueles que sistematicamente são, não 1%, nem 10%, mas 10 vezes mais produtivos e mais impactantes e que inspiram de forma contagiante os outros com quem trabalham a dar o melhor de si; e apresentar o modelo de multiplicadores de desempenho SHARP que envolve cinco dimensões-chave de atuação: Strengths (Pontos fortes); Health (Saúde); Absorption (Foco); Relationships (Relações) e; Purpose (Propósito). Ou seja, é um programa que pretende inspirar o desenvolvimento de lideranças de alto impacto sim, mas também com uma consciência mais plena de equilíbrio e propósito, numa senda de maior sustentabilidade, naturalmente. E penso que é isso que a Happy Conference pretende ao longo das várias edições, que é levar-nos mais longe, a novos e mais conscientes potenciais de nós próprios, pois, com isso, levaremos as nossas equipas e os nossos negócios mais além também.

Diria que tem havido abertura das empresas nacionais para o tipo de abordagem que a Happy Conference propõe?
Sim, temos feito um caminho ao longo destes últimos dez anos. E, se, no primeiro, houve uma empresa grande que apostou connosco no desenvolvimento desta conferência, ao longo do caminho tivemos mais de 250 empresas representadas e mais de 5500 participantes envolvidos. Só este ano temos 16 patrocinadores e o interessante é ver a diversidade das empresas – não só em termos de indústria, como de antiguidade, dimensão, exposição global e, claro, cultura. E neste dia, independentemente do estágio, da realidade atual e da realidade desejada de cada empresa, estamos juntos, porque queremos aprender e entender novos conceitos e dinâmicas que nos podem ajudar a ir mais longe.
A Happy Conference é das conferências mais mediáticas que a WIN World tem e penso que boa parte da razão de assim ser é porque é uma experiência de interesse para todo o tipo de líderes e todo o tipo de organizações. E é um programa com um formato curto, que encaixa bem nas agendas das pessoas e das organizações, e que entrega uma série de materiais e ferramentas de apoio que facilitam a transposição dos conhecimentos e das práticas para as realidades de cada um. Ou seja, trabalhamos bem não só a preparação e o dia da conferência em si, como a consequência na vida das empresas. As empresas têm não só mostrado uma boa recetividade como partilham connosco pistas e dicas que nos permitem melhorar de edição para edição.  E, mesmo havendo uma experiência central, digamos, depois, também trabalhamos muito em conjunto com as empresas e desenhamos muitas derivações e soluções à medida de cada uma.

Acredita que tem tido impacto na visão dos nossos líderes corporativos? Em que medida?
Sim. Sinto que a Happy Conference é, acima de tudo, um projeto de inspiração de lideranças e de culturas organizacionais. Há sempre uma enorme preocupação de trabalharmos significado e propósito em conjunto com variáveis mais objetivas e quantitativas. Falamos de felicidade e bem-estar em combinação com produtividade e resultados. E se, por um lado, queremos desenhar o futuro, por outro, temos de gerir o presente, e isto é assim em todos os negócios e implica-nos a todos diariamente, o que é muito exigente, mas também extremamente fascinante. A Happy Conference procura ser um espaço que traz novas ideias para lideranças e culturas mais avançadas, mais plenas, mais positivas e, sim, mais ambiciosas e mais capazes de mais e melhores resultados. 

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