Entrevistas

Música para marcas? O Lucas diz que um jingle não basta

A Sonido chegou a Portugal há um ano, trazendo 17 anos de uma experiência que começou no Brasil. A missão é colocar música na cabeça das pessoas, na convicção de que já não basta um jingle ou um locutor a falar da marca, sendo necessário gerar empatia. O áudio certo muda tudo, diz o sócio fundador, Lucas Duque.

terça, 16 abril 2019 13:04
Música para marcas? O Lucas diz que um jingle não basta

 

Briefing | O que motivou o interesse da Sonido por Portugal?

Lucas Duque | Acho que esse “DNA da falta de rotina” nasceu com a gente. Somos do Rio, fomos pra SP, abrimos em Miami, NY, Buenos Aires...viver o lugar, a cultura, faz parte do nosso jeito de criar.

Antes de estar fisicamente em Lisboa, já tinha trabalhado no mercado português?

Sim. Esse namoro acontece há alguns anos, e foi isto que nos motivou a estarmos fisicamente aqui.

Que marcas nacionais integram o portefólio da Sonido?

Temos muito orgulho em ter no portefólio Vodafone, Intermarché, Carlsberg, Mercedes Benz, Audi e tantas outras.

Que balanço faz deste primeiro ano em Lisboa?

Não poderia ser mais positivo. Somos muito bem recebidos por todos, e o intercâmbio de ideias é constante. Acho que a nossa experiência conta bastante, afinal são 17 anos de Sonido, mas sinto o mercado com muita vontade de ouvir e recetivo a novas abordagens.

O que veio trazer de inovador ao mercado?

Como estamos fisicamente em muitos lugares, acredito que trazemos connosco soluções diferentes. Não apenas sonoras, já que temos músicos e produtores em vários cantos do mundo, mas também tentamos resolver tudo relacionado ao áudio. De sonoplastia a licensing.

Assume a missão de “colocar música na cabeça das pessoas”. Como? Qual a importância da banda sonora numa campanha de publicidade? Qual o contributo para a eficácia?

Interessante falar disso. Acho que esse processo do protagonismo da música começa com a agência. Estamos na “era da experiência”, onde, mais do que ouvir um locutor falando sobre alguma marca, é preciso que as pessoas se identifiquem com a marca, criem empatia. E tenho a convicção de que a música exerce esse papel. Temos tido êxitos em compor e produzir músicas para clientes, bem mais do que jingles. Canções para que as pessoas se sintam próximas, e as marcas tenham mais a dizer e a entregar. O nosso trabalho pode e deve ser bem mais do que entregar uma trilha de 30”.

As marcas ativam-se, cada vez mais, em eventos. A Sonido também tem experiência neste domínio?

Sim, e como! Já trabalhamos com marcas como Nike, Coca Cola, Nestlé, clubes de futebol. Mas o nosso maior orgulho foi desenvolver a sonoplastia e músicas para a Abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Seguramente um dos maiores eventos do mundo.

E qual a relevância da sonorização num evento, seja ele de marketing, seja institucional?

Voltamos aqui a falar da “experiência”. As pessoas desejam ser impactadas. Querem sair do evento e lembrar desse momento para sempre. O áudio “certo” muda tudo. O “errado” também.

Qual a ambição da Sonido para a presença em Portugal?

Queremos que as marcas, agências, as pessoas, nos vejam como um parceiro que podem contar. Para fazer música, falar de música, produzir, ter ideias...estamos chegando com muita alegria e vontade de fazer bem feito.

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