Entrevistas

A Tux & Gill criou um quarto de século

São 25 anos de criatividade, de uma história que não se ficou apenas por um acontecimento importante. A Tux&Gill assinala as bodas de pratas, depois de acompanhar um mercado que – segundo o diretor-geral, António Leitão de Sousa – foi “do rápido para o efémero”, mas com uma essência que se mantém. Os processos evoluíram e a tecnologia foi bem aceite pela agência, que até criou a estrutura TuxDigitalWorks.

terça, 09 julho 2019 12:39
A Tux & Gill criou um quarto de século

Briefing | O que diferencia a Tux&Gill?

António Leitão de Sousa | A relação com as equipas de marketing dos clientes é o fator determinante, é o que explica os resultados do que entregamos.

A nossa relação com o cliente assenta na competência, com transparência e disponibilidade.

 

As marcas procuram certas características nas agências. Vendo pela outra perspetiva, o que espera a Tux&Gill dos clientes?

A capacidade de partilha e de ouvir, isto é, a possibilidade de aprofundar estratégias, ideias, objetivos, meios; afinal, são a base para construir soluções adequadas aos objetivos da marca. 

São caraterísticas bem mais exigentes do que à primeira vista pode parecer, mas os gestores de marketing estão cada vez mais conscientes desta necessidade de disponibilidade e envolvimento.

 

No âmbito da celebração dos 25 anos, colocaram um Mega Manjerico solidário nas Amoreiras, cujo lucro das vendas dos vasos reverteu a favor da Acreditar. Porquê esta iniciativa para comemorar o aniversário?

A nossa criatividade tem que ter um propósito. Sempre nos posicionámos como uma agência que em tudo o que entrega, e por regra entrega criatividade, cumpre um propósito. Não promovemos a criatividade pela criatividade.

O que fazemos decorre de uma estratégia para chegar a um conceito que deve contribuir para um determinado objetivo. Dentro deste princípio, só faria sentido a Tux&Gill comemorar 25 anos com algo que juntasse criatividade, estivesse disponível para todos, e que tivesse um propósito maior.

Por isso, oferecemos a todos a possibilidade de ajudarem a associação Acreditar – a venda reverteu a 100% para a associação – e, simultaneamente, entrarem no espírito da festa, das Festas de Lisboa, em que o manjerico é tão icónico e em que os vasos foram transformados em peças únicas, através de intervenções artísticas.

 

O mercado foi sofrendo alterações nestes 25 anos. Quais as principais diferenças que sentem ao nível da indústria e dos anunciantes?

Do rápido para o efémero. Seguramente os processos. A essência mantém-se: ideias e pessoas.

As soluções e a forma de lá chegar é que são diferentes, e isto verifica-se tanto do lado da agência, como do cliente/marcas.

Os impactos na indústria são uma grande revolução e só são aparentemente pequenos porque são implementados de forma granular, mas, apesar disso, modificam de forma essencial os processos.  E nisto, o mais determinante e marcante é o tempo, que é cada vez menos e mais rápido: tudo acontece à velocidade de um click ou de um swipe.

 

Há 25 anos, o digital não existia. Como responderam a essa mudança?

O que se passa no mundo está acessível a todos.

Na Tux&Gill achamos que o mundo é uma aldeia, que tudo o que é relevante e pertinente importa conhecer. Também neste sentido, sempre estivemos muito sintonizados e abertos a integrar tecnologia e competências associadas à digitalização e ao digital. Por isso, foi, e é, um processo, apesar do empenho e esforço que exige, naturalmente.

A Tux&Gill tem uma área digital muito ativa, tendo-se criado uma estrutura dedicada, a TuxDigitalWorks, que responde a tudo o que é digital, no sentido de suporte de comunicação, e desenvolve sites, apps, animação, conteúdos e gestão de redes sociais.

 

Qual foi o marco mais importante neste quarto de século?

Pergunta difícil para uma resposta objetiva. De facto, sentimos que todos os dias da Tux&Gill são marcos para o próximo dia.

Par uma agência como a Tux&Gill, que hoje tem 34 colaboradores, celebrar 25 anos de existência, não será uma raridade, mas é, seguramente, uma enorme aventura diária em que, independentemente da dimensão da marca e do desafio, todos os dias exige o nosso melhor. Portanto, o marco mais importante não será um acontecimento em si, é mais toda a nossa história de 25 anos e a que vamos continuar a querer fazer todos os dias.

 

Dos trabalhos que deram mais gozo, qual o primeiro que vem à memória?

“Faltava um Click na tua vida” e esse click surge com a Vulcano.

Sim, a marca Vulcano. Uma parceria de 25 anos consecutivos – mesmo entrando em concurso a cada quatro anos –, que tem proporcionado trabalhos marcantes. De facto, o que hoje é uma designação de categoria, “Esquentador Inteligente”, foi criada pela Vulcano em conjunto connosco, bem como o “Click”. Desperta-nos um grande sorriso quando vemos outras marcas recorrerem a estas designações.

 

O que tem de ter, obrigatoriamente, uma campanha da Tux&Gill?

Tem que ter um propósito. Normalmente, o propósito é comercial, por isso, é obrigatório que uma campanha da Tux&Gill tenha resultados, maximize o ROI do cliente.

 

O que se avizinha nos próximos tempos?

Mais concentração, logo menos players; mais tecnologia, logo mais necessidade de capital; mas em que a pessoa e as ideias estarão no centro de um todo, cada vez mais fragmentado e mais efémero, o que permitirá a agências como a Tux&Gill, ágeis e de processos simples, fazerem o seu caminho. Um caminho independente, que potencia a melhor resposta aos desafios com que as marcas são confrontadas no mercado português.

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