Entrevistas

A Jean Louis David tem razões para festejar. Quem o diz é o Vasco

Um desempenho superior à média, apesar de o número de salões ser residual num universo de 1300. É assim a Jean Louis David que está a comemorar 15 anos em Portugal. O diretor-geral, Vasco Malveiro, faz um balanço positivo e destaca a inovação e o serviço como os motores do crescimento. Sem deixar de fora as causas solidárias que abraça com as Hair Fashion Weeks, através das quais se propõe acrescentar valor social ao negócio.

terça, 30 julho 2019 12:39
A Jean Louis David tem razões para festejar. Quem o diz é o Vasco

 

Briefing | Que balanço faz destes 15 anos em Portugal?

Vasco Malveiro | Os últimos 15 anos foram de grande crescimento e de uma constante adaptação da marca ao comportamento do consumidor – que tem vindo a mudar ao longo dos anos.

O mais importante para nós foi garantir que não perdíamos o nosso ADN e o nosso savoir-faire à medida que crescíamos. Não é por termos crescido em dimensão que nos esquecemos de quem somos e da proximidade que temos com cada um dos nossos clientes.

Ao fim de 15 anos, podemos afirmar que temos a preferência de mais de 30.000 clientes por mês e fomos reconhecidos como marca Escolha do Consumidor pelo 4º ano consecutivo. Desta forma, o balanço que fazemos é bastante positivo.

Em 2004, a marca apresentou-se como inovadora. Quinze anos depois, o que a destaca no mercado português?

Quinze anos depois continuamos a ser uma marca inovadora e isso vê-se, por exemplo, nas nossas novas gamas de produtos profissionais, enriquecidos com ingredientes diferenciadores como o carvão vegetal ou o caviar – algo que mais nenhuma marca oferece. No entanto, aquilo que mais nos destaca dos concorrentes é a nossa qualidade de serviço consistente e o foco no cliente, baseados numa metodologia própria da marca, a que chamamos Hiper Serviço (protocolo de procedimentos aplicado no atendimento de todos os nossos clientes) e nas nossas técnicas exclusivas de coloração e corte.

Somos também a única rede de salões de cabeleireiro do mercado a apresentar duas coleções exclusivas por ano: primavera/verão e outono/inverno. São as nossas criações de tendências de cabelo, inspiradas nas tendências da alta costura, e que são transpostas para o cabelo. Aqui falamos de tendências de corte e coloração.

O que vale Portugal no universo da marca, isto é, que peso tem e qual o desempenho?

Num global de cerca de 1300 salões no mundo inteiro, 33 salões em Portugal parece não ser significativo. Obviamente que estamos adaptados à escala do País. Temos salões de Braga ao Algarve. Mas é importante realçar que o desempenho português é muito superior à média dos outros países, tanto em crescimento como em rentabilidade, sobretudo devido a um enorme foco no controlo de custos e de uma gestão muito orientada para a valorização das equipas que trabalham connosco.

Detém 33 salões. É um número para crescer ou é adequado à dimensão do mercado?

Neste momento, a nossa rede está dimensionada para dar uma resposta equilibrada à procura que existe no mercado. No entanto, ainda existe espaço para crescer, seja com o modelo de negócio atual ou com abordagens diferenciadoras, através de outras marcas, nomeadamente no mercado das barbearias.

Como se promove, do ponto de vista do marketing?

A promoção da nossa marca é feita através de um mix de comunicação convencional (TV e imprensa) e digital, sendo que nos últimos anos o digital tem vindo a ganhar um peso cada vez maior. Quer estejamos a falar de publicações nas redes sociais, search engine marketing ou utilização de dados analíticos de visitas efetuadas à nossa presença online, o digital é hoje um ponto indissociável de qualquer ação que realizemos.

A gestão do relacionamento com o cliente e as ações de RP são também muito importantes para nós e nos quais temos um grande foco.

Que valor têm as plataformas digitais para a marca?

Os meios digitais permitem-nos comunicar com os clientes à distância. Seja nas redes sociais, em motores de busca ou websites, nós estamos presentes onde os clientes estão. Paradoxalmente, isto acaba por nos aproximar dos clientes. Desta forma, as plataformas e ferramentas digitais são uma parte imprescindível da gestão diária da nossa marca e da nossa estratégia de longo prazo.

Uma das iniciativas da Jean Louis David são as Hair Fashion Weeks. Como surgem?

 Uma marca não pode existir à parte da sociedade. Tem de ter uma participação ativa nas comunidades onde está presente e deve acrescentar um valor social que vá além da simples venda dos seus produtos ou serviços.

Neste sentido, e sendo a maior parte dos nossos clientes mulheres, optámos por apoiar duas causas maioritariamente relacionadas com o universo feminino: o cancro da mama (com o Fundo iMM-Laço) e a violência doméstica (com a APAV).

As Hair Fashion Weeks têm vindo a crescer continuamente ao longo dos anos e são uma das iniciativas que mais nos enchem de orgulho. Até à data, já angariámos mais de 73.000€ para apoiar ambas as causas e vamos continuar a trabalhar no sentido de aumentar ainda mais esta contribuição.

Estão previstas outras ações de ligação à comunidade?

Somos uma marca socialmente consciente e ao longo do ano damos resposta a diversos pedidos de apoio que recebemos. Apesar de não terem a visibilidade das Hair Fashion Weeks, são ações que estão presentes na nossa realidade e que podem ir do apoio a pequenos eventos comunitários a apoiar o jantar de Natal da Comunidade Vida e Paz com a oferta de produtos de cabeleireiro. São ações que não publicitamos, mas que fazem parte de quem somos enquanto marca.

O que está previsto para assinalar os 15 anos em Portugal?

Os 15 anos da marca são um momento importante para nós e é algo que queremos partilhá-lo com todos os clientes. Para tal, ao longo do ano, teremos vários momentos de campanhas em serviços e produtos, mas também diversas ofertas exclusivas para os clientes da marca. Será uma celebração que se prolongará até ao final do ano.

Este aniversário ocorre no ano da morte do fundador. Que impacto teve na marca?

O falecimento do sr. Jean Louis David foi algo que nos tocou a todos. Não só por ser o nome da marca, mas também porque foi um verdadeiro visionário: da criação do corte escadeado à aplicação do conceito de franquia aos salões de cabeleireiro, foi um catalisador de mudança e inovação num setor que não manifestava grande inovação.

O ADN da nossa marca não seria o mesmo sem a visão e contribuição inestimáveis de Jean Louis David. A sua morte é um momento para celebrarmos o seu legado e relembrarmos a diferença que faz com que toda a nossa equipa seja uma equipa Jean Louis David.

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