Entrevistas

A Joana é que sabe: os prémios e a eficácia são cada vez mais valorizados

Numa altura em que o crivo dos jurados se estreita para escolher os finalistas de mais uma edição dos Prémios à Eficácia, iniciativa da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), a presidente do júri e diretora de Marketing da Galp, Joana Garoupa, olha para o número crescente de inscrições e para as categorias com mais casos. E conclui que estes são prémios cada vez mais valorizados pelo mercado, como também cada vez mais valorizadas são as ferramentas que demonstram a eficácia das campanhas.

terça, 27 agosto 2019 12:38
A Joana é que sabe: os prémios e a eficácia são cada vez mais valorizados

 

Briefing | Como encarou este convite para ser júri presidente dos Prémios Eficácia?

Joana Garoupa | É uma honra, enquanto profissional do setor, ser convidada para presidir ao júri de um dos prémios mais reconhecidos do mercado português. E sinto também um misto de orgulho e responsabilidade. Este é um momento em que o mercado celebra a excelência em comunicação e onde se reúnem e premeiam os melhores dos melhores em Portugal, por isso, é um privilégio estar envolvida, representando a Galp, como presidente do júri.

Esta edição recebeu mais 50% de inscrições face a 2018. A que atribui este fenómeno?

Creio que esse indicador tem uma tradução bastante clara: este é um prémio cada vez mais valorizado pelo mercado de comunicação e por todos os que nele trabalham.

Significa também que a eficácia é mais valorizada do que nunca?

É normal que assim seja. No mundo de hoje – com a pulverização de canais de comunicação e com a proximidade crescente entre as marcas e os consumidores –, é cada vez mais importante dotar as empresas de ferramentas que lhes permitam avaliar em detalhe os resultados e a eficácia das estratégias comunicacionais que colocam em prática. O digital faz com que a rapidez de resposta aos estímulos seja um desafio permanente. Por isso, é de capital importância gerir atempadamente e monitorizar ao milímetro as decisões estratégicas que se tomam e o seu impacto em áreas como a notoriedade ou as vendas. O reconhecimento e o benchmarking têm uma importância crescente.

Perante este número de inscrições, diria que o júri enfrenta um desafio acrescido?

Sem dúvida. Teremos seguramente mais horas de análise, mas também mais riqueza de conteúdos para avaliar. Antecipo, por isso, um debate rico e recheado de trocas de ideias interessantes, que, no fim, permitirão não apenas definir os vencedores deste ano, mas também enriquecer profissionalmente cada um dos membros do júri. Ou seja, será uma win-win situation para todos.

 

Comunicação Tática é a que tem mais inscrições, seguida de Comunicação Institucional e de Ativação e Patrocínios. Que leitura faz?

A comunicação institucional está intimamente ligada à reputação das marcas e das empresas. E sabemos que esse é hoje um fator fundamental na perspetiva do consumidor, que valoriza muito o sentimento de confiança que lhe é transmitido pelas entidades com que se relaciona. É natural, por isso, que exista uma aposta muito clara das marcas e das empresas nesta vertente.

A área dos patrocínios também é muito valorizada, porque é um território que permite às marcas estar onde as pessoas estão. Mas esse estreitar de laços obriga também a abraçar o desafio crescente de não deixarem que as suas marcas se percam no meio do barulho das luzes.

Quanto à comunicação tática, acredito que o número de inscrições resulte da atenção permanente que as direções de marketing e comunicação das empresas hoje têm em relação às oportunidades que vão surgindo, no dia a dia, para capitalizar determinados acontecimentos, sejam eles desportivos, culturais ou sociais, em prol das suas marcas, posicionando-as em momentos relevantes que concentram a atenção das pessoas – veja-se o caso da Nivea/faceapp. A viralidade do digital e das redes sociais exponenciou estes fenómenos, transportando as oportunidades das marcas – e os riscos, também – para todo um novo patamar.

O que antecipa desta edição?

Espero acima de tudo que seja uma competição saudável e com qualidade. E que no final – assumindo que haverá, naturalmente, discordâncias em relação às decisões do júri – predomine o sentimento de que o mercado português está cada vez mais robusto e que a edição de 2019 destes prémios contribuiu para reconhecer e valorizar o bom trabalho que hoje se faz em Portugal em matéria de comunicação e publicidade.

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