Entrevistas

O Discovery Channel mudou. E a Elena conta porquê

O Discovery Channel estreou uma nova identidade gráfica: com letras mais definidas e o globo terrestre dentro da letra D. Isto porque, conta a diretora ibérica de Marketing e Comunicação da Discovery Networks, Elena Hermosilla, trata-se de afirmar a missão de um canal que, em Portugal, onde está desde 1995, é “líder de conteúdo factual no cabo”.

segunda, 30 setembro 2019 12:45
O Discovery Channel mudou. E a Elena conta porquê

 

Briefing | Porquê agora o rebranding?

Elena Hermosilla | O rebranding está a ser feito em quase 200 países onde o Discovery está presente.  Em Portugal, decidimos aproveitar este momento impactante para organizar a 3.ª edição do D-Day e fundir as duas campanhas numa só. Assim. surgiu a campanha WANTED Almas Aventureiras. que serviu de “umbrela” para as campanhas Rebranding e D-Day 2019.
O D-DAY é um desafio lançado às ‘almas aventureiras’, que teve lugar no último sábado, 28 de setembro, e que transformou Lisboa numa gigantesca arena de jogo, aliando inovação e tecnologia à componente física do Universo Discovery através de uma app interativa. Em parceria com a NOS, voltámos a realizar o evento que foi novamente um enorme sucesso.

O que mudou na identidade do canal?

 A nova identidade representa a experiência Discovery; mantém os elementos icónicos da marca, mas, coloca-os num novo contexto, concordante com uma nova expressão e personalidade. Com o novo logo, o Discovery celebra o facto de ser único, sendo fiel à missão a que se propõe deste o início: satisfazer a curiosidade de pessoas extraordinárias, apaixonadas pelo que o mundo tem para oferecer. Esta iniciativa global de mudança de imagem celebra o legado da nossa marca e, ao mesmo tempo, lança um novo olhar para o futuro. É muito importante para nós recordarmos aos nossos espetadores quem somos, enquanto nos preparamos para a próxima geração. Continuamos a apostar na inovação e queremos inspirar o futuro, oferecendo ao nosso público, em cada ecrã, serviço ou plataforma, novos serviços para os ajudar a explorar o mundo. Somos ‘Almas Aventureiras’ e estamos sempre de olhos postos nos próximos desafios.

E nos valores?

Temos um público fiel que nos acompanha e que conhece cada um dos ‘heróis’ do Discovery Channel. O que queremos é convidar esse mesmo público a ir mais além, com desafios mais extremos e em novas aventuras. Queremos também fazer a diferença e olhar para a sociedade em que vivemos. Resultado disso é a série documental ‘Why We Hate’, produzida por Alex Gibney e Steven Spielberg, que estreia em outubro e que olha para a forma como o ódio, infelizmente, está presente no nosso mundo. Queremos dar o mote para a discussão, queremos agitar consciências e queremos fazê-lo com os melhores produtores e com a melhor qualidade de produção.

Quais os objetivos desta mudança?

O Discovery encara a inovação como um farol. Estamos sempre em constante mudança, tal como o mundo que nos rodeia. Queremos manter os valores do canal, mas com uma imagem mais inovadora, destinada também a um target mais jovem.

Como está a ser comunicada?

A mudança está a ser comunicada de duas maneiras. Através da campanha D-DAY WANTED Almas Aventureiras, que conta com OOH, Rádio, Imprensa, Televisão e Digital. E também através da ação on the ground que já mencionei, o D-DAY.

Do ponto de vista dos mercados, o que vale Portugal para o Discovery Channel?

Portugal é um mercado muito importante, devido aos 95% de penetração do cabo nos lares portugueses. É um mercado onde o grupo Discovery tem tido grandes resultados, ao longo dos anos e com um potencial enorme. Com a compra da Scripps, o grupo dispõe agora de nove canais em Portugal e há ainda margem para crescer. O Discovery Channel é o líder de conteúdo ‘factual’ no cabo, o TLC também tem liderado entre o público feminino, na não ficção, e o Eurosport é um canal desportivo de referência na Europa e em Portugal, sendo a ‘casa dos Jogos Olímpicos’.  A estes canais juntou-se o ID - Investigation Discovery, lançado em exclusivo na NOS em 2018, que tem mostrado ser uma aposta ganha no segmento crime. No portefólio contamos ainda com o Food Network, Travel Channel e Fine Living, canais de referência a nível internacional.

Qual tem sido o comportamento em termos de audiências?

Com o Discovery Channel temos sido líderes do ‘factual’ no cabo, nos últimos cinco anos, e temos a capacidade de conseguir fidelizar um público com conteúdos de qualidade, que fazem parte da vida das pessoas. Acima de tudo, quem procura o Discovery sabe com o que pode contar: storytelling e rigor, histórias que envolvem os espetadores e que os levam desde o Mar de Bering a uma ilha deserta na Indonésia. Com o TLC, o fenómeno é idêntico. Há uma comunidade fiel de fãs e isso nota-se nas audiências. No caso do Eurosport, continuamos a crescer com conteúdo de referência mundial e temos grandes expectativas com os Jogos Olímpicos no próximo ano, onde a nossa aposta está na tecnologia inovadora aliada ao storytelling que nos caracteriza.

Qual a ambição para o mercado português?

Portugal, apesar de ser um mercado pequeno, é visto como um mercado cheio de potencial para o grupo Discovery. A ambição é sempre fazer mais e melhor, com qualidade e sem esquecer o mais importante: o espetador, quem está em casa e deposita a sua confiança em nós. Ainda este ano, teremos novidades fantásticas para comunicar ao mercado nacional.

 

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