Entrevistas

A Matinal está alerta para a causa das mulheres. E a Inês conta porquê

Reputação. É o que a Matinal acredita ganhar com o envolvimento em causas, como a do cancro da mama. Um envolvimento que, diz a gestora de Produto de Leite da Lactogal, Inês Rêgo, é sólido e sério. E que – acrescenta – os consumidores recompensam porque lhe encontram coerência com a vida comercial da marca.

segunda, 18 novembro 2019 18:39
A Matinal está alerta para a causa das mulheres. E a Inês conta porquê

 

Briefing | Em outubro, a marca lançou a campanha de sensibilização “Alerta Matinal”. O que desencadeou esta iniciativa?

Inês Rêgo | Desde o seu lançamento, em 1993, Matinal é uma marca precursora no que toca a falar do universo feminino e a dar voz a uma mulher empoderada, que acredita em si mesma. Daí que alinhar a marca com uma causa tão importante como a prevenção do cancro da mama pareceu algo natural e muito bem-vindo.
O cancro da mama é a principal causa de morte precoce (antes dos 70 anos) das mulheres portuguesas e todos os anos surgem seis mil novos casos. Mais de 1600 mulheres morrem anualmente devido a esta doença, que afeta milhares de mulheres e famílias portuguesas. No entanto, e apesar destes números, a verdade é que, quando é diagnosticado de forma precoce, o cancro da mama tem uma taxa de cura muito elevada, superior a 90%. Nesse sentido, não existem dúvidas de que a prevenção e o diagnóstico precoce são as armas mais eficazes para combater a doença. O protocolo que estabelecemos com a Liga Portuguesa Contra o Cancro incide exatamente neste ponto: ampliar esta mensagem e incentivar cada vez mais mulheres a realizarem o rastreio regular.

Que balanço faz do alcance da campanha?

O projeto Alerta Matinal não é uma ação isolada, daí que seja cedo para falarmos de balanço. De qualquer forma, chegámos de forma direta a diferentes setores da sociedade. Por exemplo, estivemos junto do público universitário em ações interativas, nas Faculdades de Medicina de Lisboa, Coimbra e Porto, onde contactámos com mais de 3000 pessoas. E não apenas com os jovens universitários, mas também com docentes e funcionários. A recetividade foi excelente. Estivemos também nas redações dos principais grupos de comunicação do país, já que os profissionais que ali trabalham são líderes de opinião e podem ampliar a mensagem que queremos transmitir: que, no cancro da mama, a prevenção é fundamental. Por último, interagimos diretamente com mulheres que se têm destacado na sociedade portuguesa. O objetivo foi o de juntar mais vozes a esta causa que afeta milhares de mulheres e famílias portuguesas. Um dos exemplos foi a atriz Paula Lobo Antunes, que se juntou de imediato à causa. E tão ou mais importante: cada embalagem de Leite Seleccionado Matinal, e são centenas de milhares que vão para o mercado todos os meses, comunicam a causa e, assim, fazem com que os nossos consumidores possam participar nesta importante conversa.

Como se inscreve esta ação na estratégia da Matinal?

A marca Matinal quer continuar relevante, ativa, surpreendente. Por mais que tenha um passado de sucesso, o importante é o que fazemos no presente e o futuro que projetamos para a marca. Neste contexto, continua a dar provas de que está sintonizada com a nova mulher, que, obviamente, evolui ao longo dos tempos, mas procura inevitavelmente sentir-se bem, consigo própria, em todas as dimensões da sua vida.

O que ganha a marca com esta abordagem? Negócio? Reputação?

A palavra certa é mesmo reputação. Mas não uma reputação construída de forma superficial. O investimento que estamos a fazer nesta causa é muito sério, verdadeiro, sincero. Daí não se circunscrever ao mês de outubro. Vamos muito para além desta data.

Diria que os consumidores valorizam esta atitude da Matinal e a recompensam de alguma forma?

A sociedade de hoje exige um maior envolvimento das marcas com causas. Exige e fiscaliza se esse envolvimento é real e coerente com o que a marca faz na sua vida comercial. A recompensa vem naturalmente, quando os consumidores veem que existe um alinhamento sólido entre causa e marca. Todos os comentários que recebemos até agora, e foram muitos, atestam que há uma grande sintonia com o que pretendíamos dizer e o que foi compreendido pelas pessoas.

O objetivo último de uma empresa é o lucro. Como se inscrevem as causas sociais nesse objetivo? É uma obrigação ser do “bem”, isto é, é incontornável para as marcas?

Ninguém é obrigado a nada. E esta é a parte mais interessante quando uma marca decide ir para além dos aspetos comerciais normais inerente ao seu negócio. Dar esse passo significa trabalhar de forma redobrada, ampliar a presença da marca, os seus pilares de comunicação, mas também ser sujeita a um maior escrutínio. Acreditamos que isso será algo cada vez mais comum nas vidas das marcas, pelo menos, das grandes marcas. E Matinal está e estará entre elas.

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