Entrevistas

São 100 anos da Barbot. E a Sofia quer reposicioná-la

A Barbot comemora, em 2020, o centenário. São 100 anos a acompanhar as mudanças e a saber adaptar-se, com cor e emoção conjugadas nas suas campanhas – ou não fosse ela uma marca de tintas –, comunicando o “do yourself in”. A diretora de Marketing, Sofia Miguel, diz que, apesar do peso que a marca tem no setor, chegou a altura de a reposicionar e traçar um novo caminho para ela. 

quinta-feira, 09 janeiro 2020 12:37
São 100 anos da Barbot. E a Sofia quer reposicioná-la

Briefing | O que é primordial na comunicação de uma marca de tintas?

Sofia Miguel | Como em qualquer outra marca, é fundamental conhecer o posicionamento e o público-alvo, de forma a adequar a comunicação a cada target. Uma marca de tintas não é diferente. A nossa comunicação tem vários públicos e queremos falar com cada consumidor de forma acertada e assertiva.

A Barbot nasceu em Portugal e completa 100 anos, em 2020. Qual é o peso da marca no setor?

A Barbot tem crescido muito ao longo dos anos. A marca operou um refresh, em 2014, e tem-se apresentado ao mercado de uma forma mais jovem, comunicando as suas “emoções” e incentivando o DYI [Do Yourself In]. No fundo, adaptando-se aos anseios dos consumidores e às mudanças do mercado.

Numa sociedade em constante mutação, com novas preocupações e exigências, a Barbot tem sabido adaptar-se e, muitas vezes, antecipar-se às mudanças nos pensamentos dos consumidores. Isso reflete-se no peso que a marca tem no setor, sendo um dos principais players.

Vão comemorar de alguma forma o centenário?

Estamos a preparar o novo ano e muitas novidades surgirão.

A criatividade da Barbot vai ser assumida pela agência By. É uma mudança na estratégia de comunicação?

Esta é uma mudança grande na estratégia de comunicação, será uma nova forma de se apresentar no mercado. É uma nova era, são 100 anos de história e chegou a altura de delinear novos caminhos para a marca.

Queremos uma estratégia de comunicação que acompanhe a nova trajetória, pois é uma nova página que se escreve na história da Barbot. Cem anos é um marco muito importante, mas é, também, a altura ideal para reposicionar a marca e dar-lhe uma “nova vida”.

O que têm de ter as campanhas da marca?

Como não poderia deixar de ser porque falamos numa marca de tintas, as campanhas têm sempre muita cor. Vamos mais longe e vemos a cor como uma forma de transmissão de emoções, e dos consumidores poderem expressar os seus sentimentos através dela. Por isso, temos estes dois fatores, que se conjugam na perfeição: cor e emoção.

Comunicaram que vão proceder ao rebranding de alguns produtos. O que está a motivar essa mudança?

O que temos vindo a realizar é o refresh de algumas embalagens, de forma a acompanhar as novas tendências do design, mas também para continuarem apelativas no ponto de venda. Além disso, temos a preocupação de tornar a informação de fácil leitura, para permitir uma mais rápida compreensão por parte do consumidor.

Este ano, tivemos o refresh da embalagem do Barbocril Plus D 7, da Barbolux, entre outros produtos.

É uma questão para a qual estamos sempre atentos.

Também vão ser lançados novos produtos. O que trazem de inovador?

O ano passado tivemos um grande lançamento: a Dioplaste ECO, a primeira tinta sem biocidas – sem conservantes – no mercado ibérico. Primeiramente, apenas em branco e, este ano, saiu com um catálogo de cores alargado.

A Barbot está constantemente a inovar e a surpreender o setor, 2020 não será exceção.

A Barbot adquiriu a Diera. Qual é a estratégia de Marketing?

A Diera, como marca, vai assumir um forte destaque em 2020 no grupo Barbot. A sua presença no panorama nacional trará algumas mudanças, que se perspetivam benéficas para o crescimento da marca.

Queremos solidificar a posição da Diera no mercado, é a altura ideal para se começar a escrever uma nova história para ela, de forma a comunicar efetivamente com o seu público-alvo e a mostrar o valor único que apresenta aos consumidores.

Quais as perspetivas da Barbot para o mercado português?

Queremos crescer no mercado nacional, nomeadamente, no que diz respeito aos canais da distribuição tradicional e distribuição moderna.

Continuaremos a marcar presença em eventos do setor da construção e reabilitação, onde vamos realizamos workshops e apresentar os nossos produtos de forma prática.

Por outro lado, vamos continuar a apostar no crescimento da notoriedade da marca, para que seja cada vez mais reconhecida de norte a sul do País e as pessoas se identifiquem connosco.

Afinal de contas, somos uma marca de emoções!

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