Entrevistas

O digital é relevante na Media Capital Rádios – diz o Manuel

A Media Capital Rádios (MCR) está a apostar na multiplataforma, uma vez que tem transposto para o online aquilo que faz em antena. Sejam podcasts ou rádios digitais – contam já com 25 –, os seus conteúdos são “100% produzidos com o ADN de cada estação”, diz o diretor de Marketing, Manuel Simões de Almeida, o qual defende que o digital está a conquistar relevância ao FM. Para o próximo ano, perspetiva um crescimento “substancial” do alcance.

quarta-feira, 02 dezembro 2020 12:43
O digital é relevante na Media Capital Rádios – diz o Manuel

Briefing | A MCR tem apostado no digital. Qual a importância do digital na rádio?

Manuel Simões de Almeida | É cada vez maior! O digital sempre foi encarado como parte integrante da própria rádio. É através do digital que agregamos valor às nossas emissões, completando com imagem e vídeo o que fazemos todos os dias em antena, proporcionando aos ouvintes a possibilidade de ouvirem o que se passou em determinado dia e hora, detalhando e complementando informação que emitimos em antena e, acima de tudo, criando uma relação mais próxima entre os nossos públicos, as estações e os seus animadores.

Além disso, nos últimos anos, temos desenvolvido conteúdos específicos para estas plataformas digitais, como os podcasts e as rádios digitais, que são conteúdos 100% produzidos com o ADN de cada estação.

Os podcasts são conteúdos produzidos pelas nossas equipas (e não só) com um âmbito específico, mas muito abrangentes nos temas que abordam: vão do lifestyle à informação, passando por entrevistas e desporto. No caso das rádios digitais, são estações exclusivas do online, segmentadas por estilos musicais, como: a Rádio Comercial Brasil, que acabámos de lançar; a M80 Rock; a Cidade Hip-Hop; ou a Smooth Soul. No total, contamos já com 25 rádios digitais.

Por outro lado, o digital é também cada vez mais relevante como plataforma de escuta, conquistando relevância ao FM. O que constatamos é que esta tendência foi fortemente impulsionada com o estado de pandemia que ainda vivemos.

 

O que têm trazido as rádios do grupo de inovador?

Acima de tudo, funcionalidades que facilitam o consumo de conteúdos, como: ouvir o que se passou na rádio com um time shift de até sete dias; possibilidade de memorizar que podcasts já foram consumidos por cada utilizador e parar onde ficaram, permitindo voltar a ouvir a partir daí; ou mesmo a capacidade para identificar que rádios tocam determinados artistas ou bandas.

Estes são apenas alguns exemplos desta capacidade de inovação que temos em casa, mas estamos a trabalhar em mais novidades já para o próximo ano.

 

Qual o posicionamento que cada uma delas adotou no online?

Nas funcionalidades que oferecemos o posicionamento é idêntico, o que muda verdadeiramente são os conteúdos.

Somos totalmente focados na coerência e consistência de tudo o que fazemos e, por isso, o que espelhamos no online é aquilo que, no limite, poderíamos também ter nas nossas antenas, sendo que muitas vezes é isso mesmo que acontece – transpomos para o online aquilo que fazemos em antena.

Cada uma das nossas marcas tem um posicionamento muito claro e um target muito bem definido e é esse o garante para que todas elas tenham o espaço e a capacidade de serem relevantes para os seus consumidores.

 

Com a pandemia de Covid-19, os consumidores podem ter visto os seus hábitos de consumo serem alterados. O que mudou?

É já um facto adquirido que os hábitos de consumo mudaram. A certa altura, na primeira vaga e com um confinamento brutal, houve quem considerasse que este consumo iria cair substancialmente. Na verdade, o consumo caiu, mas diria que a sua queda foi marginal – cerca de 7%. Na nossa opinião, essa quebra não foi maior por duas razões fundamentais: a rádio é um meio com uma força e uma relevância inquestionáveis para os ouvintes; e, por outro lado, porque houve um grande esforço de todos os operadores para impulsionarem a escuta online, como forma de compensar a perda que sabíamos vir a ter no consumo em FM.

Se toda a indústria conseguiu impedir esta queda abrupta, foi com grande satisfação que verificámos que todas as nossas estações, a par da Antena 2 e 3, foram as únicas que registaram uma subida considerável do tempo de escuta durante este período, quando comparado com o ano anterior. Além disso, demos conta que, no mesmo período, aumentamos em mais de 30% a escuta online das nossas estações e que os picos de consumo no drive time da manhã e da tarde “achataram” a sua curva, tornando este consumo um pouco mais homogéneo ao longo do dia. Verificamos ainda que todos estes indicadores continuam a ser reforçados nos dias de hoje.

 

Tendo em conta o panorama atual, e volvidos já há alguns meses, o que considera que dessas mudanças veio para ficar?

Sem dúvida que será a forma de consumo. O digital vai ser cada vez mais relevante e é aí que estamos a apostar.

Acreditamos na qualidade das nossas equipas e no seu talento para produzir conteúdos relevantes, acreditamos na força das nossas marcas, mas sabemos que é cada vez mais importante facilitar o consumo aos nossos públicos, dando-lhes múltiplas plataformas, de fácil acesso, para o fazer.

Veio também para ficar a necessidade de pensar cada conceito de comunicação de forma ainda mais abrangente, garantindo a sua adaptabilidade as estas múltiplas plataformas.

 

Quais são as perspetivas da MCR para o futuro?

Apesar dos tempos instáveis que ainda vivemos, estamos otimistas com o futuro próximo.

A rádio provou, uma vez mais, as suas resiliência e pertinência no panorama audiovisual e essas capacidades estão a ser reconhecidas por todos os stakeholders da indústria. Temos estado a trabalhar para sair reforçados deste enquadramento difícil, tornando as nossas marcas ainda mais relevantes, mais abrangentes e mais próximas destes stakeholders. Perspetivamos já um ano de 2021 com um reforço da nossa posição de liderança neste setor e com um crescimento substancial do nosso alcance.

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