Entrevistas

Na News Farma, o on demand veio para ficar. Diz a Ana

2020, ano da pandemia foi também – natural e consequentemente – o ano do digital. A diretora de Marketing da News Farma, Ana Branquinho, entende que, tal como o on demand, veio para ficar. Prova disso são os mais de cem webinars realizados e o facto de a audiência dos congressos físicos ter chegado a quintuplicar na nova plataforma de congressos virtuais imersivos. E mesmo quando as restrições terminarem, acredita que “será difícil” não se contemplar esta solução à medida.

quarta-feira, 30 dezembro 2020 13:03
Na News Farma, o on demand veio para ficar. Diz a Ana

Briefing | A Covid-19 modificou os hábitos de acesso a informação. De que modo é que a News Farma se adaptou às novas circunstâncias?

Ana Branquinho | A News Farma sempre inovou na forma de comunicar com os profissionais de saúde e é por isso que continua a ser a referência editorial nesta área. Ao longo dos últimos anos desenvolvemos plataformas digitais de grande abrangência e dirigidas a públicos específicos, que têm sido extremamente bem recebidas pelos profissionais.

Em 2020, os constrangimentos provocados pela pandemia vieram catapultar a relevância do digital. Numa altura em que, talvez mais do que nunca, os profissionais de saúde ansiavam por ter acesso a informação e partilha de conhecimento, sabíamos que importava desenvolver rapidamente novas abordagens digitais, através das quais fosse possível comunicar com relevância, dimensão e credibilidade.

Foi muito gratificante poder apresentar, num curto espaço de tempo, a solução para que a comunicação continuasse a fluir diariamente através dos nossos meios habituais, mas também com novos formatos, plataformas, formas de conversação, que fossem imunes às restrições de distanciamento. Exemplos disso são os mais de cem webinars em várias áreas da Saúde, a cobertura editorial de congressos internacionais, entre outros projetos pioneiros. Mas a grande aposta foi o desenvolvimento de uma plataforma de congressos virtuais imersivos on demand, pensada à medida de cada organizador, de cada participante, de cada patrocinador.

 

Que avaliação fazem desses congressos virtuais?

Desenvolvemos e concluímos sete congressos virtuais imersivos on demand neste segundo semestre do ano e os resultados são ainda melhores do que o esperado. Contrariamente à ideia de que os encontros no formato virtual poderiam ter menos força e amplitude (por não existir contacto presencial), o que quer as sociedades científicas, quer a indústria farmacêutica concluíram foi que, com a nossa plataforma virtual, os resultados são exponenciais e o potencial para 2021 é imenso.

Na nossa plataforma, a audiência histórica dos congressos físicos triplicou. Em alguns casos foi quatro vezes superior, noutros foi mesmo cinco vezes. Mais pessoas foram convidadas, mais pessoas assistiram, reviram e puderam assistir a duas ou mais sessões simultâneas. O feedback qualitativo é igualmente muito estimulante.

 

Qual a importância de os profissionais poderem participar no congresso virtual on demand?

É muito relevante e isso ficou absolutamente claro nestes congressos. Mais de 70 por cento dos participantes assistiu aos congressos fora das horas em direto. As pessoas assistem às sessões quando querem e onde querem. Têm a informação no bolso, à distância de um clique no seu telefone, no seu tablet, no seu computador. Nos dias de hoje, e sobretudo no caso de profissionais de saúde, esse acesso é fulcral. É por isso que sabemos que o digital e on demand vieram para ficar.

 

Que portas se abrem com esta nova abordagem aos congressos, do ponto de vista de acesso à informação?

Dou-lhe o exemplo da internacionalização. Estes congressos entraram em vários países da Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil e nos PALOP. Com a participação de profissionais de saúde portugueses que vivem nesses países, mas também audiência que vem da relação internacional entre as Sociedades Científicas.

Tivemos muitas sessões emitidas em direto a partir do nosso estúdio virtual – que construímos nos nossos escritórios em Lisboa – mas também oradores estrangeiros que participaram em videoconferência, com a grande facilidade logística e elevada qualidade de output que a nossa plataforma permite.

 

Volvidos alguns meses, entende que há mudanças que vieram para ficar, na News Farma e na forma de comunicar em Saúde? Como se perspetiva o ano de 2021?

O digital foi reforçado e veio para ficar. Mesmo quando pudermos estar de novo todos juntos numa sala de conferências sem restrições, será difícil não contemplar a virtualização imersiva e robusta em simultâneo, por todas as potencialidades que verificámos existirem. E ainda nem sabemos quando é que isso vai acontecer.

2021 tem um enorme potencial em matéria de congressos virtuais on demand e em todo o tipo de formação para profissionais de saúde, como é o caso da dos jovens especialistas que são neste momento uma preocupação transversal a todas as áreas.

Na News Farma estamos prontos para lhe dar continuidade, em colaboração com os nossos parceiros, e mantermo-nos na linha da frente da comunicação em Saúde.

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