Entrevistas

A Sonae Sierra usa a consciência – a Joana explica

A Sonae Sierra lançou a iniciativa “Consciência Somos Nós”, que pretende informar e sensibilizar os consumidores para causas ambientais e sociais, através do digital. A diretora de Marketing da empresa em Portugal, Joana Moura e Castro, explica que recebem “milhões de pessoas” nos centros comerciais, pelo que devem assumir um "papel didático e de consciencialização”. O movimento já arrancou com uma campanha de recolha de donativos para a Rede de Emergência Alimentar.

terça-feira, 09 março 2021 13:23
A Sonae Sierra usa a consciência – a Joana explica

Briefing | A Sonae Sierra lançou o “Consciência Somos Nós”. Em que consiste este movimento?

Joana Moura e Castro | A sustentabilidade tem cada vez mais importância no mundo atual. Vemos as marcas a adaptarem-se cada vez mais e os consumidores a tomarem nas suas vidas decisões com consciência sustentável. O movimento “Consciência Somos Nós” surge neste contexto.

Recebemos milhões de pessoas nos nossos centros em todo o País, sabemos que temos uma enorme responsabilidade e devemos assumir um papel ativo, enquanto agentes desta mudança, junto de todos os que passam pelos nossos espaços. O nosso papel é, principalmente, um papel didático e de consciencialização.

O movimento traduz-se em benefícios e responsabilidade para todos e, por isso, dizemos que a consciência somos nós: nós Sonae Sierra, nós lojistas, nós clientes e toda a comunidade. Vamos atuar nas áreas de responsabilidade social e redução do impacto ambiental, com foco na eficiência energética, na indústria da moda (que representa cerca de 40% das nossas vendas) e no desperdício alimentar. Mais do que falar de sustentabilidade de forma genérica, este movimento vai materializar-se num conjunto de ações concretas: combate ao desperdício alimentar nos food courts e no apoio aos consumidores, para obterem mais informação na forma como fazem compras; e promoção da economia circular, de novos produtos sustentáveis, e um apelo forte a um consumo mais consciente.

Na área do ambiente, os centros vão continuar a trabalhar na gestão dos resíduos, melhorar a sua eficiência energética e contribuir para a redução da pegada de carbono. Desde 1999, que a empresa tem a sustentabilidade no seu ADN, mais concretamente na eficiência energética com resultados muito concretos. Em 10 anos, reduzimos 39% do consumo energético; 23% do consumo médio de água por visitante; e aumentamos a taxa média de reciclagem dos centros de 55% para 67%, chegando alguns a níveis perto dos 90%.  Na área de responsabilidade social, e tal como já tem vindo a ser feito nos últimos anos, os centros vão apoiar e promover o trabalho de instituições nacionais e locais, cuja missão se centra na intervenção social.

 

Quais são os principais objetivos da iniciativa?

Sensibilizar e influenciar a população portuguesa para causas ambientais e sociais, através de comunicação e ações de sensibilização nos nossos espaços físicos e nas plataformas digitais.

O nosso objetivo passa por juntar lojistas, colaboradores, fornecedores e visitantes num movimento que será implementado, de forma progressiva, ao longo dos próximos anos. Temos ainda como objetivo criar impacto na comunicação. Habitualmente, as comunicações de sustentabilidade seguem linhas muito contidas, mensagens subtis e imagens suaves. Na identidade gráfica desta campanha, optámos por uma imagem impossível de ignorar: diferenciadora, moderna, assumida, orgulhosa, e que se aproxime dos códigos de comunicação das campanhas de ativismo.

 

Com os centros comerciais fechados, devido ao confinamento, como esperam chegar à população?

Os centros estão abertos para receber os visitantes que precisam de bens e serviços essenciais e de acordo com as indicações das autoridades. Naturalmente que a nossa estratégia passará por ajustar a comunicação nestes locais. O movimento “Consciência Somos Nós” viverá no tempo e pretende-se que impacte nos vários canais dos centros, seja de forma presencial ou no digital. Para isso, está a ser disponibilizada informação em cada um dos sites dos centros e está a ser desenvolvido um site para o movimento.

 

Com que parceiros estão a trabalhar, para angariar os donativos?

Temos muitos parceiros com quem temos vindo a trabalhar ao longo dos anos e que serão para manter. Rede de Emergência Alimentar, Cáritas, Cruz Vermelha Portuguesa e muitas outras instituições com expressão nacional e regional. Desde 2018 até ao momento, que os centros Sonae Sierra já apoiaram perto de 400 instituições e mais de 450 ações sociais. 

Também trabalhamos no apoio à cultura, através da comunicação e implementação de projetos de grande expressão regional ou nacional e que neste contexto pandémico são de extrema relevância. São exemplo disso: “A Arte Chegou ao Colombo”, iniciativa que todos os anos pretende democratizar a arte e apoia, em exclusivo, artistas emergentes com um prémio no valor de 20 mil euros; e o “Pulsar Viana, um projeto cultural de valorização e promoção das regiões de Viana do Castelo e do Minho, onde o Estação Viana Shopping pretende tornar-se no ponto de encontro da arte, cultura e tradição.

 

Quanto já conseguiram angariar para a Rede Emergência Alimentar?

A campanha acaba de arrancar e decorre até dia 17 de março, só nessa altura conseguiremos dados concretos. Se tivermos em conta os números atuais de tráfego nos centros e uma estimativa de donativo médio por pessoa, estamos em crer que conseguiremos 10 toneladas em menos de um mês só com a recolha em géneros.

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