Entrevistas

A C&A tem a sustentabilidade no ADN. Conta o Domingos

A C&A comemora o seu aniversário com a campanha “30 anos, infinitas histórias”. A marca, que se assume otimista com o seu desenvolvimento no mercado português, celebra através de histórias contadas na voz dos portugueses. O diretor-geral para Portugal e Espanha, Domingos Esteves, explica que a estratégia para o País passa por reforçar os valores da marca, que tem a sustentabilidade no ADN. Para 2030, a ambição é reduzir em 30% a  emissão de gases com efeito estufa na cadeia de produção, fábricas e lojas.  

terça-feira, 09 novembro 2021 12:08
A C&A tem a sustentabilidade no ADN. Conta o Domingos

Briefing I Que balanço faz destes 30 anos da C&A em Portugal?

Domingos Esteves I São 30 anos incríveis, cheios de histórias e experiências ricas. Temos a agradecer aos nossos clientes pela preferência ao longo dos anos, eles que muito têm contribuído para o nosso crescimento, e também agradecemos aos nossos colaboradores, tanto aos atuais como a todos os que já trabalham na empresa. Desde que viemos para Portugal, crescemos e aprendemos muito, e acreditamos que os portugueses também cresceram e aprenderam connosco. Aliás, estou certo de que o continuarão a fazer. Ainda hoje, ouvimos coisas como: "as primeiras roupas do nosso bebé foram compradas na C&A"; "as minhas primeiras roupas foram compradas na C&A"; "este casaco foi comprado na C&A há mais de 20 anos". São comentários como estes que nos deixam muito orgulhosos.

De que forma é que a C&A se destaca das marcas concorrentes?

A competitividade é, sem dúvida, um benefício para os consumidores e também o motor da melhoria contínua das empresas. A C&A é uma empresa com 180 anos e, com 30 anos de muita experiência no mercado português, o nosso interesse será sempre oferecer produtos com a melhor relação qualidade-preço, que sejam adequados a toda a família e ocasiões e que se produzam de uma forma responsável e sustentável.

Queremos que os consumidores tenham toda a informação na hora de fazer a sua decisão de compra de uma maneira muito responsável. Hoje, os consumidores, na hora de comprar roupa, procuram não só vestirem-se bem, como também sentirem-se bem consigo próprios, além de terem um sentido de responsabilidade de que estão a fazer o bem ao comprar numa marca responsável e transparente, que tudo faz para proteger o meio ambiente e o planeta em que vivemos. Somos uma marca consistente e que vende o que realmente comunica e promove, temos equipas que marcam a diferença pela sua paixão por servir, que se sentem bem a interagir com os clientes e que dão sempre o seu melhor com educação e total respeito.

O que é que a nova estratégia de sustentabilidade traz de novo? Quais serão as principais mudanças e de que forma os portugueses poderão senti-las?

A sustentabilidade está no nosso ADN. Começámos a usar materiais mais sustentáveis e a adotar processos mais responsáveis já há bastantes anos. Hoje, 68% das matérias-primas usadas nas nossas coleções são resultantes de matérias e processos mais sustentáveis e procuramos continuar a evoluir constantemente.

No futuro, pretendemos chegar ainda mais longe e continuaremos a trabalhar nos nossos objetivos, como a redução em 30% da emissão de gases com efeito estufa até 2030, tanto na cadeia de produção como em fábricas e lojas, a utilização total de energia renovável até 2025, a aquisição de 100% das matérias-primas de forma mais sustentável até 2028 e a substituição de 50% dos plásticos descartáveis nas lojas, na loja online e na cadeia logística por alternativas sustentáveis até 2028 para continuarmos a otimizar a utilização dos recursos e reduzir o nosso impacto no meio ambiente.

A C&A comemora a data com a campanha “30 anos, infinitas histórias”. Qual a história que mais marcou?

Seria muito difícil para mim destacar uma história, porque realmente temos imensas e todas elas de grande significado, mas sinto que não há momento como a abertura da primeira loja numa cidade ou região em concreto, pois sentimos em primeira mão a alegria e furor da equipa no momento da formação e a da preparação da loja. Depois, quando realmente abrimos e os primeiros clientes entram, é sempre um momento único que dá sentido a todos os esforços que fazemos no nosso dia a dia para melhor servirmos os nossos clientes. Tivemos aberturas memoráveis como no Porto, na rua de Santa Catarina, ou a nossa abertura de loja em Faro, ambas destacadas pelas grandes multidões que estiveram presentes e pelos desafios que nos trouxeram, já que causaram a necessidade de termos de inventar soluções e descobrir as melhores formas de responder às necessidades dos clientes que surgiam nesse momento.

Mais recentemente, gostaria de destacar o momento em que, durante a pandemia, voltámos a abrir as lojas, o que em muitas ocasiões criou muita emoção e nos fez chorar por podermos estar finalmente juntos de novo, sempre respeitando as regras e as distâncias, mas com um grande sentimento de alegria por sermos parte da mesma família.

Qual é a estratégia de marketing da C&A em Portugal? Que mudanças provocou a pandemia?

A nossa estratégia de marca em Portugal e na Europa passa por reforçar os nossos valores: que nos preocupamos com as pessoas e o planeta; que somos obcecados pelos nossos consumidores; que mantemos as coisas simples; que adoramos a união; e que pensamos e agimos com o pensamento no futuro. A pandemia obrigou-nos, sem dúvida nenhuma, a acelerar ainda mais o que tínhamos planificado em termos digitais e de processos de transformação, além de que claramente existem novos hábitos de consumo e de preferências dos consumidores aos quais temos de dar resposta de uma maneira eficaz. Por outro lado, o reforço da preferência dos consumidores por artigos mais sustentáveis e duradouros vêm ao encontro da maneira como já trabalhávamos na C&A e ajuda a reforçar a nossa posição de marca relevante no mercado português. 

A vertente social também está presente neste aniversário. De que forma é a responsabilidade social uma preocupação da marca?

É, e sempre foi. Desde os primórdios da nossa marca em Portugal sempre procurámos ter um papel relevante no espaço social de cada uma das lojas que abrimos, apoiando organizações e contribuindo para causas com as quais sentimos uma correspondência de valores. É uma prática regular desde a abertura da nossa primeira loja que mantemos até hoje e que é também realizada nas remodelações importantes através do apoio a organizações locais. Estamos sempre disponíveis para escutar e receber propostas de caráter social às quais procuramos responder dentro das nossas possibilidades.

No caso da celebração dos 30 anos de aniversário, para além do bosque C&A que iremos plantar no Alentejo em colaboração com a Life Terra, temos ainda previstas outras ações sociais que irão apoiar projetos de organizações como a Fundação do Gil, Projeto Novo Futuro e a Ajuda de Mãe.

Quais as perspetivas de crescimento da marca em Portugal?

Somos muito otimistas com o nosso crescimento no mercado português. Para além de todos os consumidores que já demonstram a sua preferência pela nossa marca, estamos confiantes de que com os valores sólidos que temos, iremos captar cada vez mais novos clientes. É reflexo deste mesmo aspeto o notável crescimento do nosso negócio online, onde contamos com uma grande percentagem de novos clientes que antes não compravam na C&A e acredito que, garantindo uma ótima experiência de compra em todos os nossos canais, iremos continuar a crescer e a ser uma das marcas favoritas dos portugueses.

 

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