Entrevistas

O marketing relacional está nos 70 anos do Edol. A Mafalda conta

O laboratório português Edol celebra 70 anos de existência e de um percurso que, nas palavras da diretora de Marketing, se tem pautado pela “constante procura por modernidade e inovação”. Os mercados internacionais já representam 20% da faturação e a ambição é chegar a mais, daí a abertura de uma nova unidade fabril em Carnaxide. Mafalda Pimpão adianta que a estratégia tem passado pelo marketing relacional e, como não reportam a nenhuma casa-mãe, o plano de marca e comercial traçado é "altamente orgânico".

segunda-feira, 23 maio 2022 12:18
O marketing relacional está nos 70 anos do Edol. A Mafalda conta

O laboratório comemora sete décadas. Como descrevem o caminho até aqui?

É um caminho feito de grandes momentos de cooperação e sinergia com a comunidade médico-farmacêutica portuguesa, nomeadamente nas áreas de oftalmologia, dermatologia e otorrinolaringologia. Têm sido sete décadas de muito esforço e dedicação, num caminho nem sempre linear e fácil, mas que temos traçado com muito orgulho e por acreditarmos muito no projeto Edol. Tem sido um percurso de aprendizagem, evolução e constante procura por modernidade e inovação.

O que tem sido a chave deste percurso é a humildade e resiliência com que trabalhamos para vencer neste mercado tão exigente. Ser uma empresa portuguesa, de capitais 100% portugueses, a produzir em Portugal, é bastante desafiador, principalmente no nosso caso que concorremos diariamente com as maiores multinacionais mundiais. Mas, obviamente, que isso provoca em nós uma inquietude positiva que nos obrigada a evoluir e a melhorar dia após dia. Temos atingido praticamente todos os objetivos a que nos propomos e isso enche-nos de orgulho e motivação para mais 70 anos.

Quais são os desafios de comunicar e alavancar uma marca portuguesa com 70 anos?

Alavancar a marca Edol junto dos nossos clientes e parceiros é algo que fazemos naturalmente há 70 anos. Tem sido um processo orgânico, porque somos reconhecidos pelos nossos padrões de rigor, qualidade e ética, quer ao nível dos produtos que produzimos e comercializamos, quer na forma como nos posicionamos no mercado.

Felizmente, se houve algo de bom que a pandemia trouxe, foi a valorização das marcas e empresas nacionais, e nós não fomos exceção e sentimos isso. Em Portugal, existia muito aquela ideia de que os produtos que eram importados eram de melhor qualidade do que os nacionais e isso é profundamente errado. Em Portugal, temos produtos, empresas e capital humano de elevada qualidade e que são bastante cobiçados internacionalmente.

Uma vez que a indústria farmacêutica tem certas limitações no que diz respeito à publicidade, como contornam isso? Qual é a estratégia de marketing?

Todas as empresas e todas as atividades têm as suas limitações e não é por isso que se deixa de fazer bom marketing ou boa publicidade em torno das marcas. Na nossa atividade em particular, exige uma simbiose muito grande entre a equipa de marketing e a equipa de assuntos regulamentares.

São os assuntos regulamentares que nos estabelecem os limites com base na regulamentação do setor. Contudo, a nossa estratégia, passa muito pelo marketing relacional e adequado às necessidades individuais de cada cliente. Temos sempre a facilidade, como disse anteriormente, dos nossos produtos serem de qualidade inquestionável. Por outro lado, como não reportamos a nenhuma casa-mãe, por sermos nós próprios e não dependermos de ninguém, as nossas estratégias de marketing e estratégias comerciais são altamente orgânicas e adaptadas ao nosso mercado. 

Vão inaugurar uma nova unidade fabril em Carnaxide. O que perspetivam com esta abertura?

Esta nova unidade em Carnaxide, idealizada e conceptualizada há 12 anos atrás, tinha como objetivo vir a produzir produtos para todas as áreas terapêuticas do Edol – oftalmologia, dermatologia, dermocosmética e ORL. Contudo, o crescimento dos últimos anos obrigou-nos a tomar a decisão estratégica de dedicar esta nova unidade apenas a oftalmologia e ORL, e manter a unidade fabril de Linda-a-Velha dedicada a dermatologia e dermocosmética. Além do crescimento que temos tido ao nível nacional, os mercados internacionais já representam 20% da nossa faturação e hoje já exportamos para mais de 40 países. A ambição é abraçar novos mercados, principalmente o europeu e isso só vai ser possível com esta nova unidade em Carnaxide.

Qual a ambição do laboratório para 2022, em termos de investimento, faturação e internacionalização?

Em 2022, pretendemos cumprir com os objetivos de venda propostos ao nível nacional e internacional, apesar de toda a conjuntura e o impacto que isso está a ter no aumento dos preços de transportes, matérias-primas, etc.. Por outro lado, temos como perspetiva submeter, em Portugal e nos mercados estrangeiros, vários produtos desenvolvidos que estão em pipeline. E, por último, começarmos finalmente a fabricar na nova unidade fabril.

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segunda-feira, 23 maio 2022 12:23

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